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segunda-feira, 11 de abril de 2011

O USO DO VÉU- AUDIO

O USO DO VÉU - PARTE 01




O USO DO VÉU - PARTE 02

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

sábado, 15 de janeiro de 2011

JURAMENTOS

Outrossim, ouvistes que foi dito aos antigos: Não jurarás falso, mas cumprirás para com o Senhor os teus juramentos. Eu, porém, vos digo que de maneira nenhuma jureis; nem pelo céu, porque é o trono de Deus. Mateus 5:33-34.

Seja, porém, o vosso falar: Sim, sim; não, não; pois o que passa daí, vem do Maligno. Mateus 5:37.

Mas, sobretudo, meus irmãos, não jureis, nem pelo céu, nem pela terra, nem façais qualquer outro juramento; seja, porém, o vosso sim, sim, e o vosso não, não, para não cairdes em condenação. Tiago 5:12.

Ele lhes ordenou não só a jurar falsamente, senão a não jurar por nada. Irineu (180 d.C.)

Um soldado da autoridade civil tem que ser ensinado a não matar a nenhum homem e recusar matar sé se lhe ordena fazê-lo, e também recusar prestar o juramento. Se não está disposto a cumprir com isto, tem que ser recusado [para o batismo]. Hipólito (200 d.C.)

Como pudesse o que é fiel mostrar-se infiel, exigindo um juramento?... Porque nem sequer ele mesmo jura, senão afirma por dizer ‘sim’, ou nega por dizer ‘não’. Clemente de Alexandria (195 d.C.)

¡Fique suprimido o elogio e o juramento a respeito dos artigos que se vendem, fique também suprimido o juramento para o demais! Clemente de Alexandria (195 d.C.)

Nada tenho que dizer contra o perjurar, já que segundo nossa lei nem sequer juramos. Tertuliano (197 d.C.)

GUERRA

Irão muitos povos, e dirão: Vinde, e subamos ao monte do Senhor, ã casa do Deus de Jacó, para que nos ensine os seus caminhos, e andemos nas suas veredas; porque de Sião sairá a lei, e de Jerusalém a palavra do Senhor. E ele julgará entre as nações, e repreenderá a muitos povos; e estes converterão as suas espadas em relhas de arado, e as suas lanças em foices; uma nação não levantará espada contra outra nação, nem aprenderão mais a guerra. Isaías 2:3-4.

Ouvistes que foi dito: Olho por olho, e dente por dente.

Eu, porém, vos digo que não resistais ao homem mau; mas a qualquer que te bater na face direita, oferece-lhe também a outra; e ao que quiser pleitear contigo, e tirar-te a túnica, larga-lhe também a capa; e, se qualquer te obrigar a caminhar mil passos, vai com ele dois mil. Mateus 5:38-41.

Então Jesus lhe disse: Mete a tua espada no seu lugar; porque todos os que lançarem mão da espada, ã espada morrerão. Mateus 26:52.

Respondeu Jesus: O meu reino não é deste mundo; se o meu reino fosse deste mundo, pelejariam os meus servos, para que eu não fosse entregue aos judeus; entretanto o meu reino não é daqui. João 18:36.

Porque, embora andando na carne, não militamos segundo a carne, pois as armas da nossa milícia não são carnais, mas poderosas em Deus, para demolição de fortalezas. 2 Coríntios 10:3-4.

Eu não desejo ser um rei. Não anseio ser rico. Rejeição toda posição militar. Detesto a fornicação… Estou livre de uma sede excessiva pela fama. Desprezo a morte… ¡Morram ao mundo, repudiando a loucura que há em ele! ¡Vivem para Deus! Taciano (160 d.C.)

Nós que em outro tempo nos matávamos agora recusamos fazer guerra contra nossos inimigos. Justino Mártir (160 d.C.)

O seguinte foi escrito por um crítico pagão do cristianismo.

Quem põe em sua mente semelhante desígnio mostra por isso mesmo que é cego. (Vocês, cristãos) apóiem ao Imperador com todas suas forças, compartilhem com ele a defesa do Direito; combatam por ele, se o exigem as circunstâncias; ajudem-no no controle de seus exércitos. Por isso, cessem de fugir dos deveres civis e de recusar o serviço militar; tomem sua parte nas funções públicas, se for preciso, para a salvação das leis e da causa da religião. Celso (178 d.C.)

Em mudança, com a vinda do Senhor, um novo testamento se estendeu por toda a terra, segundo tinham dito os profetas, como uma lei de vida que teria de reconciliar os povos na paz: “Porque de Israel sairá a lei e de Jerusalém a palavra do Senhor. O julgará a muitas nações, converterá as espadas em arados e as lanças em foices, e já não se prepararão para a guerra”… Mas se a lei da liberdade, isto é a palavra de Deus que os Apostolos, saindo de Jerusalém, anunciaram por toda a terra, provocou tal transformação que as espadas e as lanças se convertem em arados e em foices que ele nos deu para ceifar o trigo (isto é que os mudou em instrumentos pacíficos), e em lugar de aprender a guerrear aquele que recebe um golpe põe a outra bochecha, então os profetas não falaram de nenhum outro, senão do que realizou estas coisas. Irineu (180 d.C.)

Não é na guerra, senão na paz em que estamos treinados. Clemente de Alexandria (195 d.C.)

AOS cristãos não lhes é permitido usar a violência para corrigir as faltas do pecado. Clemente de Alexandria (195 d.C.)

O que se comprometeu a seguir a Cristo, deve eleger uma vida singela, sem necessidade de servidores, e viver o dia. Porque não somos educados para a guerra, senão para a paz. Clemente de Alexandria (195 d.C.)

Será lícito seguir uma profissão que emprega a espada, quando o Senhor proclama que ‘todos os que tomem a espada, a espada perecerão’? Participará o filho da paz na batalha, quando nem sequer convém que leve seus pleitos ante a lei? Poderá usar a corrente, o cárcere, a tortura e o castigo, quando nem sequer se vinga da injustiça? Tertuliano (197 d.C.)

O Senhor salvará a seu povo nesse dia, como a ovelhas. Ninguém lhes dá o nome de “ovelhas” aos que caem em combate com as armas na mão, ou aos que são assassinados enquanto repelem a força com a força. Mais bem, este nome lhes é dado unicamente aos que caem, entregando-se a si mesmos em seus próprios lugares de serviço e com paciência, em lugar de lutar em defesa própria. Tertuliano (197 d.C.)

Se quiséssemos vingar-nos, não como ocultos, senão declarados inimigos, nos faltariam as forças de numerosos soldados e de exércitos? São mais os mauros, os marcomanos, os partos que rebelou Severo, que os cristãos de todo mundo? Estes bárbaros numerosos são, mas estão encerrados nos limites de um reino; os cristãos habitam províncias sem fronteiras. Ontem nascemos, e hoje enchemos o império: as cidades, as ilhas, os castelos, as vilas, as aldeias, os reais, as tribos, as decurias, o palácio, o Senado, o consistório. Somente deixamos esvaziamentos os templos para vocês. Pois para que lance de batalha não seriam excelentes soldados os cristãos, ainda com desiguais exércitos, estando tão exercitados nos combates dos tormentos em que se deixam despedaçar gostosamente, se na disciplina da milícia cristã não fora mais lícito perder a vida que a tirar? Tertuliano (197 d.C.)

A um soldado da autoridade civil se lhe deve ensinar a que não mate aos homens e a que se negue a fazê-lo se lhe ordenasse, e também a negar-se a prestar juramento. Se ele não está disposto a cumprir, se lhe deve recusar para o batismo. Um comandante militar ou um juiz da corte que esteja ativo têm que renunciar ou ser recusado. Se um candidato ou um crente procura converter-se em soldado, terá que ser recusado por ter desprezado a Deus. Hipólito (200 d.C. d.C.)

Suscitou-se agora a questão a respeito de se um crente pode dedicar-se ao serviço militar, e se um militar pode ser admitido à fé, incluídos os simples soldados e aqueles de grau inferior que não se vêem obrigados a oferecer sacrificios e a administrar a pena de morte. Não há compatibilidade entre o sacramento divino e o humano, entre a bandeira de Cristo e a do demônio, entre o campo da luz e o das trevas. Não pode um alma estar sob duas obrigações, a de Deus e a do César... E ainda que os soldados se apresentaram a João e receberam dele normas de conduta, ainda que o centurião creu, mais adiante o Senhor, ao desarmar a Pedro desarmou a tudo soldado. Não nos está permitido a nós nenhum modo de vida que leva implicados atos ilícitos. Tertuliano (200 d.C.)

Tudo bom se a lei da natureza, ou seja, a lei de Deus, manda que se faça o que se opõe à lei escrita (do governo)? Até a própria lógica nos diz que nos despeçamos do código escrito… e que nos entreguemos a nosso Legislador, Deus. Isto é assim ainda que ao fazê-lo seja necessário que nos enfrentemos a perigos, a inumeráveis provas, e até a morte e a desonra. Orígenes (225 d.C.)

Como, pois, foi possível que o evangelho de paz, o qual não permite nem sequer a vingança contra os inimigos, prevalecesse em todo mundo, senão só porque com a vinda de Cristo um espírito mais benigno foi introduzido em todo mundo? Orígenes (225 d.C.)

Em nenhum lugar [Cristo] ensinou que seus discípulos têm o direito de fazer violência a ninguém, por ímpio que fosse. Ele diz que o matar a qualquer pessoa é contrário a suas leis, as quais são de origem divina. Se os cristãos tivessem surgido por meio da revolução armada, não tivessem adotado leis tão clementes. [Estas leis] nem sequer permitem que resistam a seus perseguidores, nem quando se os leva ao matadouro como se fossem ovelhas. Orígenes (248 d.C.)

Nas duas citações seguintes, Orígenes responde às críticas de Celso, o oponente dos cristãos.

Se nos insta que ‘ajudemos ao rei com toda nossa força, que colaboremos com ele na preservação da justiça, que briguemos por ele, e se ele o exigisse, que briguemos em seu exército, ou que mandemos um regimento para apoiá-lo.’ Respondemos que sim ajudamos aos reis, quando precisem de nossa ajuda, mas numa maneira divina, vestindo-nos ‘com toda a armadura de Deus’. Isto fazemos obedecendo o que nos mandou o Apostolo: ‘Exorto Isto fazemos obedecendo o que nos mandou o Apostolo: ‘Exorto antes de tudo, a que se façam rogativas, orações, petições e ações de graças, por todos os homens; pelos reis e por todos os que estão em eminência’. Entre mais um se supera na santidade, mais pode ajudar aos reis, ainda mais do que os soldados do que saem a brigar contra o inimigo e a matar a quantos possam. Orígenes (248 d.C.)

ÀQUELES inimigos de nossa fé que quisessem exigir que tomássemos armas para defender o império e matar aos homens, respondemos: ‘Os sacerdotes de vocês que servem [a seus deuses]... não guardam suas mãos de sangue para que possam oferecer os sacrificios estipulados aos deuses seus com mãos não manchadas e livres do sangue humano?’ Ainda que há guerra próxima, vocês não recrutam aos sacerdotes para seus exércitos. Se esta, pois, é costume comum, quanto mais deveriam [os cristãos] servir como sacerdotes e ministros de Deus, guardando puras as mãos, enquanto outros se envolvem na batalha?... Com nossas orações vencemos os Demonios que incitam a guerra... Nesta maneira, prestamos mais ajuda aos reis do que aqueles que saem aos campos da batalha para lutar a seu favor... E não há outro que lute a favor do rei mais do que nós. De verdadeiro, recusamos brigar por ele ainda que o exigisse. Mas lutamos a favor dele, formando um exército especial, um exército de justiça, oferecendo nossas orações a Deus. E não o fazemos com o objetivo de ser vistos pelos homens ou por vangloria. Já que em segredo, e em nossos corações, nossas orações ascendem a favor de nosso próximo, como se fôssemos sacerdotes. De maneira que os cristãos são benfeitores de seu país mais do que as demais pessoas. Orígenes (248 d.C.)

O mundo inteiro está molhado com sangue. O homicídio se considera um delito, quando o comete um indivíduo; mas se considera uma virtude quando muitos o cometem. Os Atos ímpios [da guerra] não se castigam, não porque não incriminam, senão porque a crueldade é cometida por muitos. Cipriano (250 d.C.)

Quando Deus proíbe que matemos, não só proíbe a violência condenada pelas leis humanas, também proíbe a violência que os homens crêem lícita. Por esta razão, não é lícito que o homem justo participe na guerra, já que a justiça mesma é sua guerra. Também não lhe é [lícito] acusar a outro de delito com pena de morte. Resulta o mesmo se a morte se inflige por sua palavra, ou por sua espada. É o ato mesmo de matar que se proíbe. Portanto, com respeito a este preceito de Deus, não deve ter nenhuma exceção. Isto é, nunca é lícito levar a um homem à morte, porque Deus o fez uma criação sagrada. Lactâncio (304-313 d.C.)

Quando os homens nos mandam que atuemos contrário à lei de Deus, e contrário à justiça, nenhuma ameaça ou castigo que nos vê deve dissuadir-nos. Porquanto preferimos os mandamentos de Deus aos mandamentos do homem. Lactâncio (304-313 d.C.)

Se só Deus fora adorado, não teria divisões nem guerras; pois os homens saberiam que todos somos filhos de um só Deus. Lactâncio (304-313 d.C.)

Como pode um homem justo odiar, despojar e levar à morte? Não obstante, aqueles que lutam por servir a seu país fazem tudo isto… Quando eles falam dos deveres relacionados à guerra; suas palavras não correspondem à justiça nem à virtude verdadeira. Lactâncio (304-313 d.C.)

Aprendemos de seus ensinos e de suas leis que o mal não se paga pelo mau; que é melhor sofrer o mau do que fazer o mau; que é melhor dar-nos para do que se derrame nosso sangue que nos manchar as mãos e a consciência ao derramar o sangue de outros. Arnobio (305 d.C.)

Não seria difícil demonstrar que [depois que se escutou o nome de Cristo no mundo], as guerras não se incrementaram. De fato, em realidade diminuíram em grande parte ao ser contidas as paixões violentas… Em conseqüência disto, um mundo ingrato agora está desfrutando, e desfrutou durante um longo período, de um benefício dado por Cristo. Já que por meio dele, a fúria da crueldade brutal foi debilitada e as mãos hostis começaram a apartar-se do sangue de seus colegas humanos. De fato, se todos os homens, sem exceção… prestassem atendimento por um momento a suas normas pacíficas e proveitosas… o mundo inteiro estaria vivendo na mais pacífica tranqüilidade. O mundo teria mudado o uso do aço por usos mais pacíficos e se teria unido em santa harmonia, mantendo intacta a inviolabilidade de todo tratado. Arnobio (305 d.C.)

Embriaguez

Nem os ladrões, nem os avarentos, nem os bêbedos, nem os maldizentes, nem os roubadores herdarão o reino de Deus. 1 Coríntios 6:10.

Que classes de maldade, Senhor, disse-lhe, são aquelas de que temos de abster-nos sendo temperados? Ouve, disse-me… da libertinagem e a embriaguez, das muitas viandas e luxos dos ricos. Estas obras são as mais perversas de todas na vida dos homens. Hermas (150 d.C.)

Sob a ardente influência do vinho, os seios e os órgãos sexuais se excitam e se incham de sangue e de vigor, firme anúncio da fornicação; a comoção do alma inflama necessariamente o corpo e as palpitações obscenas suscitam uma curiosidade que convida ao homem moderado a infringir a lei. Clemente de Alexandria (195 d.C.)

Os desgraçados, em mudança , os que expulsam a temperança dos banquetes, consideram vida feliz a total anarquia na bebida; para eles, a vida nada mais é do que festa, borracheiras, banhos, vinho puro, urinares, ociosidade e bebida. Clemente de Alexandria (195 d.C.)

A embriaguez é freqüente nos escitas, os iberos e os traços, raças todas as guerreiras, consideram honroso entregar-se à bebida. Clemente de Alexandria (195 d.C.)

Vês os perigos de um naufrágio? O coração fica anegado pelo excesso de bebida; e o excesso de vinho é comparado ao mar ameaçador, no qual se afunda o espírito do homem, é indo de um lado para outro pela tempestade da embriaguez que lhe domina, e no meio do oceano, sofre aturdimento ante as trevas da tormenta, extraviado do porto da verdade, até que, vindo parar junto aos recifes, naufraga no meio dos prazeres e fica destruído. Clemente de Alexandria (195 d.C.)

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Heresias sobre o dizimo!

Uma breve analise das heresias atuais e razões pelas quais o dizimo não é uma doutrina cristã...

Heresias sobre o dizimo!

Parte 1

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Parte 2

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Parte 1


Parte 2


Trazei todos os dizimos à casa do tesouro, para que haja mantimento na minha casa, e depois fazei prova de mim, diz o Senhor dos exércitos, se eu não vos abrir as janelas do céu, e não derramar sobre vós tal benção, que dela vos advenha a maior abastança. Malaquias 3:10.

Pois não havia entre eles necessitado algum; porque todos os que possuiam terras ou casas, vendendo-as, traziam o preço do que vendiam e o depositavam aos pés dos Apostolos. E se repartia a qualquer um que tivesse necessidade. Atos 4:34-35.

No primeiro dia da semana cada um de vós ponha de parte o que puder, conforme tiver prosperado, guardando-o, para que se não façam coletas quando eu chegar. 1 Coríntios 16:2.

Cada um contribua segundo propôs no seu coração; não com tristeza, nem por constrangimento; porque Deus ama ao que dá com alegria. 2 Coríntios 9:7.

Recebam em nome do Senhor aos Apostolos que lhes visitarem Ao sair o Apostolo, devem prover-lhe de pão para que possa ir à cidade onde se dirija: se pede dinheiro, é um falso profeta. Se alguém, falando pelo espírito, pedir-lhes dinheiro ou outra coisa, não lhe façam caso; mas se aconselha que se dê aos pobres, não lhe julguem. Didaquê (80-140 d.C.)

Agora bem, pode um Espirito divino receber dinheiro e profetizar? Não é possivel que um profeta de Deus faça isto. Hermas (150 d.C.)

Os que têm as manchas são Diaconos que exerceram mal seu oficio, e saquearam a substância de viúvas e órfãos, e fizeram ganho para si com as administrações que tinham recebido para executar. Estes, pois, se permanecem no mesmo mau desejo, são mortos e não há esperança de vida para eles. Hermas (150 d.C.)

Por isso o Senhor, em vez de simplesmente pagar o dizimo, ordenou repartir os bens entre os pobres; e não unicamente estar dispostos a dar e compartilhar, senão também a dar generosamente àqueles que nos arrebatam nossos bens: Se alguém te tira a túnica, dê-lhe também o manto; não lhe reclames ao outro o que te arrebata; e trata aos demais como queres que eles te tratem. Irineu (180 d.C.)

Por esta razão eles consagravam o dizimo de seus bens. Em mudança, quem receberam a liberdade, consagraram tudo o que tem ao serviço do Senhor. Entregam-lhe com gozo e livremente o menos valioso, a mudança da esperança do mais valioso, como aquela viuva pobre que jogou no tesouro de Deus tudo o que tinha para viver . Irineu (180 d.C.)

A lei não exigir os dizimos de quem consagrou todos seus bens a Deus e deixou pai, mãe e toda sua fam�lia para seguir ao Verbo de Deus. Irineu (180 d.C.)

Mas eles (os falsos maestros), e a meu Juizo com toda razão, não querem ensinar abertamente a todos, senão só a quem podem pagar bem por tais mistérios. Pois estas coisas não se parecem àquelas das que disse o Senhor: Dêem grátis o que grátis receberam. Irineu (180 d.C.)

(Entre os hereges) Ela então se sente profetisa e em agradecimento não s� lhe d� uma grande parte de suas riquezas, de onde ele amontoa uma boa quantidade de dinheiro� Outras mulheres mais fi�is, levadas pelo temor de Deus, não se deixam seduzir. Irineu (180 d.C.)

Temos uma esp�cie de caixa, seus rendimentos não provem de quotas fixas, como se com isso se pusesse um pre�o � religião, senão que cada um, se quer ou se pode, contribui uma pequena quantidade o dia assinalado de cada m�s, ou quando quer. Em isto não h� compuls�o alguma, senão que as contribui��es são volunt�rias, e constituem como um fundo de caridade. Efetivamente, não se gasta em banquetes, ou bebidas, ou festas chabacanos, senão em alimentar ou enterrar aos pobres, ou ajudar aos meninos e meninas que perderam a seus pais e seus bens, ou aos anciãos confinados em suas casas, aos n�ufragos, ou aos que trabalham nas minas, ou est�o desterrados nas ilhas ou pris�es ou nos c�rceres. Tertuliano (197 d.C.)

Os cristãos não descuidam possibilidade alguma de semear o evangelho em todas as partes da terra. Alguns se afanaram por percorrer não s� as cidades, senão tamb�m os povos e aldeias para converter aos demais ao culto de Deus. Ningu�m dir� que fizessem isto com af� de enriquecer-se, j� que muitas vezes nem sequer aceitam o necess�rio para seu alimento; e se alguma vez se v�em for�ados a isso por sua necessidade, contentam-se com o indispens�vel, por mais do que muitos queiram compartilhar com eles e entregar-lhes mais do necess�rio. Or�genes (225 d.C.)

domingo, 18 de julho de 2010

O Aborto conforme as escrituras!

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Esta escrito “Antes que eu te formasse no ventre te conheci, e antes que saísses da mãe te santifiquei; às nações te dei por profeta.” (Jeremias 1:5) A Bíblia deixa claro que Deus, não só nos conhece, como nos destinou aos seus caminhos, dando-nos valor e reconhecimento antes mesmo de nascermos. Antes mesmo de nascer, Deus atua na vida de cada um. “Pois tu formaste os meus rins; entreteceste-me no ventre de minha mãe. Eu te louvarei, porque de um modo tão admirável e maravilhoso fui formado; maravilhosas são as tuas obras, e a minha alma o sabe muito bem.” (Salmos 139:13-14) Um dos mandamentos é “Não matarás.” (Êxodo 20:13) Dados gritantes de pesquisa mundial revela fatos estarrecedores: 95% dos abortos são feitos por razões de "conveniência", ou seja, por mero desejo de não ter um filho, no entanto, especialistas no assunto, deixam claro que, mesmo no caso de violência, como no "estupro", o aborto jamais livrará a mulher do trauma, antes poderá ainda sofrer um novo "peso na consciência" pela vida inocente que permitiu eliminar. Um dos argumentos mais usados é o de que a mulher, tem o direito de escolher se quer ou não quer o bebê, um certo absurdo já que o bebê também tem direito a vida, e o que querem é negar a ele o direito a vida; direito este que somente a Deus pertence: "O Senhor é que tira a vida e a dá: faz descer à terra e faz tornar a subir dela" (1.ª Samuel 2:6). Dizer que Deus não se preocupa e que isto é decisão de cada um, é ir contra seus princípios, em ÊXODO 21:22,23 lemos: "Se alguns homens pelejarem e ferirem uma mulher grávida, e forem causa que. aborte, porém se não houver morte, certamente será multado... Mas se houver morte, então darás vida por vida". Perceba o leitor que o Altíssimo condena o aborto provocado! É normal as pessoas questionarem a chance da criança nascer com "problemas", na verdade é como se culpassem a Deus por isto, porém esta escrito: "Quem fez a boca do homem? Ou quem fez o mudo ou o que vê, ou o cego ? Não Sou Eu, o Senhor?" (Êxodo 4:11). "E passando Jesus, viu um cego de nascença. E os seus discípulos lhe perguntaram, dizendo: "Rabi, quem pecou, este ou seus pais, para que nascesse cego ?" Jesus respondeu: "Nem ele pecou nem seus pais, mas foi assim para que se manifestem nele as obras de Deus" (S. João 9:1-3). Relembrando: "O Senhor me chamou desde o ventre, desde as entranhas de minha mãe fez menção do meu nome;... O Senhor me formou desde o ventre para seu servo..." (Isaías 49:1,5). Salmo 139: "Pois Tu formaste os meus rins; entreteceste-me no ventro de minha mãe. Os Teus olhos viram a minha substância ainda informe, e no Teu livro foram escritos todos os dias, sim, todos os dias que foram ordenados para mim, quando ainda não havia nem um deles".


O termo “expor infantes” se refere à prática de abandonar a um bebê recém nascido ao lado dos caminhos ou carreteiras, deixando-o ali para que morra de frio ou seja recolhido por alguém, usualmente para ser criado como um escravo ou uma prostituta.

Se alguns homens brigarem, e um ferir uma mulher grávida, e for causa de que aborte, não resultando, porém, outro dano, este certamente será multado, conforme o que lhe impuser o marido da mulher, e pagará segundo o arbítrio dos juízes; Êxodo 21:22.

Não matarás a teu filho no seio da mãe nem, uma vez nascido, lhe tirarás a vida. Barnabé (70-130 d.C.)

Mas o caminho do ‘negro’ é torto e cheio de maldição dos quais são ignorantes daquele que os criou, assassinos de seus filhos pelo aborto, destruidores da obra de Deus, que jogam de sim ao precisado. Barnabé (70-130 d.C.)

Não farás abortar a criatura engendrada na orgia, e depois de nascida não a farás morrer. Didaquê (80-140 d.C.)

(Os cristãos) casam-se como todos os demais homens e engendram filhos; mas não se desforram de sua descendência. Epístola a Diogneto (125-200 d.C.)

Tão longe estamos nós de prejudicar a algum ou de realizar alguma impiedade, que recebemos o ensino de que expor aos meninos ainda recém nascidos, é de homens perversos. Justino Mártir (160 d.C.)

Quando dizemos que aquelas mulheres que usam as poções para causar o aborto são homicidas e terão que render conta a Deus por seu fato, como seria possível que matássemos [aos infantes]? Seria insensatez que disséssemos que o menino na matriz é criação de Deus, e por tanto objeto do cuidado de Deus, e depois que nasça o matássemos. Atenágoras (175 d.C.)

Os cristãos têm bem mais respeito pela vida humana do que os pagãos. Por isso, condenam o costume de abandonar aos meninos recém nascidos. Atenágoras (175 d.C.)

Nós afirmamos que as que praticam o aborto cometem homicídio e terão de dar conta a Deus do aborto. Por que razão teríamos de matar? Não se pode pensar ao mesmo tempo em que o que leva a mulher no ventre é um ser vivente, e, por isso, objeto da providência de Deus, e matar depois ao que já avançou na vida; não expor ao nascido, por crer que expor aos filhos equivale a matá-los, e tirar depois a vida ao já crescido. Nós somos sempre e em tudo conseqüentes e conformes conosco mesmos, pois obedecemos à razão e não lhe fazemos violência. Atenágoras (175 d.C.)

O casal é o desejo de procriar filhos, não uma desordenada efusão de sêmen, contrária à lei e à razão… Porque há quem ocultam sua fornicação utilizando drogas abortivas que levam à morte definitiva, sendo assim causa não só da destruição do feto, senão também do amor do gênero humano. Clemente de Alexandria (195 d.C.)

(Falando das praticas entre as mulheres pagãs) Porque essas mulheres, que para esconder sua conduta ruim utilizam drogas abortivas que expulsam uma matéria absolutamente morta, fazem abortar, ao mesmo tempo em que ao feto, seus sentimentos humanos. Clemente de Alexandria (195 d.C.)

Em nosso caso, já que proibimos o homicídio em qualquer forma, não podemos destruir nem sequer ao menino no ventre… Impedir que nasça um menino é somente uma forma de matar. Não há diferença se tira a vida do que já nasceu, ou do que não nasceu ainda. Tertuliano (197 d.C.)

Mantemos, pois, que a vida começa na concepção, pois defendemos que a alma existe desde este momento, e o princípio da vida é a alma. Simultaneamente se une para a vida, o que simultaneamente se separa na morte. Tertuliano (197 d.C.)

Vejo, efetivamente, que vocês (os pagãos) aos filhos que engendraram os expõem às feras e às aves, ou os estrangulam, submetendo-os a um gênero de morte deplorável, há inclusive mulheres que, mediante a ingestão de drogas, destroem em suas mesmas entranhas a origem do futuro ser humano, cometendo um homicídio antes de dar a luz. E estas coisas, sem dúvida, provem do ensino de seus deuses. Marco Minucio Félix (200 d.C.)

A lei de Moisés castiga com penas justas à pessoa que aborta, pois ali se iniciam as primeiras etapas do ser humano. Já que o feto nesta etapa já é susceptível à vida e à morte, é considerado um ser humano. Tertuliano (210 d.C.)

Entre os instrumentos dos cirurgiões, há um desenhado com o propósito principal de abrir o útero e depois mantê-lo aberto. Também existe uma faca redonda, com o qual os membros dentro do ventre são arrancados com muito cuidado. Por último há um gancho encoberto, com o qual o feto é extraído de forma violenta. Existe também uma agulha de ponta de cobre, com o que se realiza a morte neste roubo da vida. Por sua função infanticida se lhe pôs o nome de “assassino do infante.” Por suposto, este infante anteriormente tinha estado vivo. Tertuliano (210 d.C.)

Ao contemplar uma cerimônia idolátrica, posso contemplar um ato de adultério. Por um lado a idolatria o precede; e pelo outro, o assassinato segue em companhia… ¡As parteiras também o testemunham! ¡Quantas concepções adúlteras são massacradas! Tertuliano (212 d.C.)

Algumas mulheres que eram supostas crentes começaram a utilizar drogas anticonceptivas. Também utilizavam faixas ajustadas para expulsar o que tinham concebido, pois não queriam ter um filho de um escravo ou de gente comum devido ao interesse de suas famílias e a suas excessivas riquezas. ¡Olhem quão grande impiedade está promovendo o malvado! Ele ensina o Adulterioe o assassinato o mesmo tempo. Hipólito (225 d.C.)

Não posso encontrar palavras para falar dos infantes que são sacrificados ao primor Saturno. Lactâncio (304-313 d.C.)

Os pagãos estrangulam á seus próprios filhos recém nascidos. Ou se mostram mais piedade, expõem-nos. Lactâncio (304-313 d.C.)

Ninguém pense que é tolerável estrangular a um filho recém nascido, pois é uma grande impiedade… Podem ser consideradas inocentes aquelas pessoas que expõem a sua própria descendência como presa para os cachorros? Quanto a seus atos, eles os matam de um modo mais cruel do que se os estrangulassem… Por tanto, se algum não é capaz de criar filhos por razões de pobreza, é melhor abster-se do casal do que estragar a obra de Deus com mãos perversas. Lactâncio (304-313 d.C.)

quarta-feira, 23 de junho de 2010

ÓSCULO SANTO OU APERTO DE MÃO?

A QUESTÃO DO OSCULO!

"Saudai-vos uns aos outros com ósculo santo. TODAS AS IGREJAS de Cristo vos saúdam." Romanos 16.16


"TODOS OS IRMÃOS vos saúdam. Saudai-vos uns aos outros com ósculo santo." 1 Coríntios 16.20


Em Lucas 7.45 vemos que o osculo era a saudação mais comum nos tempos de Jesus, quando Jesus fala ao seu anfitrião: “Não me deste ósculo; ela, porém, desde que entrei, não tem cessado de beijar-me os pés."

O apostolo Paulo ensina sobre o osculo acrescentando a palavra “santo, deixando um sentido mais profundo na sua pratica pelos cristãos. É certo que cada povo possui seus hábitos e costumes, e o povo de Deus, como um povo separado e único, seguindo seus ensinos e tendo suas próprias tradições, costumes e praticas indiferentes do local donde estejam.

2 Co 6.16 - E que consenso tem o templo de Deus com os ídolos? Porque vós sois o templo do Deus vivente, como Deus disse: Neles habitarei, e entre eles andarei; e eu serei o seu Deus e eles serão o meu povo.
Rom 9.26 - E sucederá que no lugar em que lhes foi dito:Vós não sois meu povo;Aí serão chamados filhos do Deus vivo.

Tito 2.14 - O qual se deu a si mesmo por nós para nos remir de toda a iniqüidade, e purificar para si um povo seu especial, zeloso de boas obras.

1Pe 2:9,10 - Mas vós sois a geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido, para que anuncieis as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz; Vós, que em outro tempo não éreis povo, mas agora sois povo de Deus; que não tínheis alcançado misericórdia, mas agora alcançastes misericórdia.
Judas - Mas quero lembrar-vos, como a quem já uma vez soube isto, que, havendo o Senhor salvo um povo, tirando-o da terra do Egito, destruiu depois os que não creram;

Apo 5.9 - E cantavam um novo cântico, dizendo: Digno és de tomar o livro, e de abrir os seus selos; porque foste morto, e com o teu sangue compraste para Deus homens de toda a tribo, e língua, e povo, e nação;

Segundo a Bíblia, este modo de saudação usado no Oriente desde os tempos patriarcais (século XVIII a.C.), entre pessoas do mesmo sexo, e em casos especiais, entre pessoas de sexo diferentes. Os pais e as mães beijavam os filhos e pessoas da mesma família, cf. Gênesis 31:28 e 55; 48:10; II Livro de Samuel 14:33. Os filhos beijavam os pais; cf. Gênesis 27:26. Irmãos e irmãs beijavam-se mutuamente – cf. Cantares 8:1. Do mesmo modo faziam outros membros da família; Gênesis 29:11. Amigos e camaradas beijavam-se reciprocamente – cf. I Livro de Samuel 20:41. Nos tempos de Jesus Cristo, os convidados a um banquete eram beijados à entrada da casa – cf. Lucas 7:45. Era assim que os antigos cristãos se saudavam – cf. Romanos 16:16, como símbolo de fraternidade cristã. O beijo parecia não ter conotação maliciosa e era encarado como um cumprimento corriqueiro entre as pessoas e uma expressão de amor fraternal. O beijo de Judas, o beijo da traição, tornou-se tanto mais vil e odioso devido ao fato de um ato de amor fraternal ter sido usado como ato de deslealdade – cf. Mateus 26:49. O beijo era um sinal de respeito, beijavam-se os pés dos reis em sinal de grande honra, ou de humildade e sujeição – cf. Salmos 2:12. A mesma idéia se ligava aos idólatras que beijavam seus ídolos – cf. I Livro de Reis 19:18. Era uso atirar beijos com a mão depois de haver beijado – cf. Jó 31:27. (Adaptado do Dicionário Bíblico de J. Davis, Editora Juerp, 15ª Edição de 1989).

Quando surgiu o sentido erótico do beijo?

Na era romana, os nobres mais influentes permitiam beijar-se nos lábios, enquanto que os outros deveriam beijar as mãos. Na região da Ásia antigamente as pessoas costumavam enviar beijos para os céus, destinados aos deuses. Os gregos, até a metade do século IV antes de Cristo, permitiam beijos na boca entre pais e filhos, irmãos e amigos, como meio de saudação.

Na Antigüidade, o beijo materno, de mãe para filho, era bem comum. Entre gregos e romanos, era observado dentre todos os membros de uma família e entre amigos bastante íntimos ou entre guerreiros no retorno de um combate, muitas vezes, com conotação erótica. Contudo sabe-se que a difusão do beijo se deu principalmente pelos romanos, por este motivo do latim derivam-se três palavras distintas para o beijo:

osculum, beijo na face;

saevium, beijo leve e com ternura;

Basium, beijo na boca

O Beijo na boca, entre cidadãos da mesma classe social, era uma saudação praticada pelos persas. Heródoto, no século 5 a.C., listou todos os tipos de beijos e seus significados entre persas e árabes. Na Idade Média, o osculo era a saudação entre religiosos cristãos tornou-se o “beijo de paz”, que simbolizava a caridade.. Neste mesmo período da história, a Igreja Católica proibiu o beijo caso este tivesse alguma conotação libidinosa. O beijo, afirmavam os religiosos, não tinha de ter ligação com o prazer sexual. Foi a partir do Renascimento que o beijo perdeu sua função oficial e sagrada, passando a ter conotação erótica, sendo os cumprimentos limitados ao aperto de mão e pelo abraço cerimonial; tal movimento dava ênfase ao individualismo, lirismo, sensibilidade e fantasias, com o predomínio da poesia sobre a razão, favoreceram aos ardentes romances e tórridas paixões. Conseqüentemente, os beijos ganharam tremendo espaço e popularidade. Com o feminismo, a mulher, muito mais liberada, não tem mais vergonha de expor seus desejos. A literatura oriunda desta época, os filmes produzidos em Hollywood (quem não se lembra da cena protagonizada por Vivian Leigh e Clark Gable em "...E o Vento Levou"?, mudou hábitos tradicionais de vários povos. Entre os negros, amarelos, povos árabes e indianos, entre os quais o beijo não fazia parte dos costumes (leia mais sobre este parágrafo no site http://www.an.com.br/2001/abr/12/0ane.htm)


Como surgiu o aperto de mão?

No seu significado mais antigo e lendário, um aperto de mão era a forma pela qual um deus concedia seu poder a um dirigente terrestre. Isso está gravado em diversos hieróglifos egípcios, em que o verbo “dar" é representado por uma mão estendida. Os historiadores e folcloristas acreditam que o aperto de mão seria um gesto de boa vontade: o homem primitivo, que andava sempre armado, estendia a mão, vazia, para mostrar a alguém que não portava armas e desejava a paz. Por essa razão, as mulheres, que não carregavam armas, tampouco tinham o hábito de apertar as mãos. Era comum por exemplo, que duas pessoas encontrando-se num caminho, estendessem a mão uma para outra e segurassem até sentirem segurança para soltar, demonstrando boa vontade e evitando um ataque surpresa, expressando um sentimento de confiança dentre as duas partes.

Um aperto de mão pode ser uma forma de cumprimento ou saudação e pode também consolidar um acordo verbal ou informal entre duas pessoas ou entidades, ou até mesmo simbolizar a concretização de um contrato formal.

É comum na maioria dos países que pessoas do sexo masculino se cumprimentem dessa forma entre si. Ou entre mulher-mulher, homem-mulher quando são desconhecidos ou não têm tanta intimidade.

Caro irmão decida-se por seguir as escrituras, você faz parte dum povo especial, zeloso de boas obras... Não se deixe levar pelos costumes dos povos, discriminando esta demonstração de amor fraternal, simplesmente por receio do que os outros falam.

“O qual se deu a si mesmo por nós para nos remir de toda a iniqüidade, e purificar para si um povo seu especial, zeloso de boas obras”. Tito 2:14

"Saudai-vos uns aos outros com ósculo santo. TODAS AS IGREJAS de Cristo vos saúdam." Romanos 16:16

A Questão das vestes!

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Nas poucas referencias que encontramos nos ensinamentos, deixa-se claro que as vestes variam de acordo com o tempo e o local! Sabemos que antes da década de 60, mulher não usava calça comprida, nem botas e outros acessórios de vestuário feminino comuns hoje. Devido esta mudança surgiu a pergunta: seria certo uma mulher usar calça comprida? A citação mais usada pelos que proíbem o uso de calça para as mulheres é Deut. 22:5: "A mulher não usará roupa de homem, nem o homem veste peculiar à mulher; porque qualquer que faz tais coisas é abominável ao Senhor, teu Deus." Pois bem, na época o vestuário era igual para ambos os sexos, geralmente uma túnica; sabe-se todavia que este texto refere-se a roupa intima. O texto proibe o homossexualismo, e não algum tipo de vestuário em específico. A verdade é que as calças femininas hoje não são, na sua maioria, apropriadas, pois são muito justas e sensuais. Hoje existe saias que são transparentes e/ou curtas demais. Mas nem por isso podemos generalizar e proibir o uso de saias. Assim também devemos ter sabedoria para distinguir o que é apropriado do que não seja, e não proibir enfaticamente. Imagine você que em muitos paises é comum homens usarem vestido, assim como as mulheres, o que diria os defensores de que vestido é coisa de mulher? Vamos verificar alguns fatos, depois fazer uma analise dde como era no tempo de Jesus!!! Bom no tempo de Moises homens e mulheres usavam longas vestes semelhantes a vestidos, nos dias atuais as vestes mudaram muito, mas convem verificar que na Biblia existe diferença nas vestes do homem e da mulher, assim como hoje ha diferença na calça masculina e na feminina... Lemos em I Timoteo 2.9 Que do mesmo modo as mulheres se ataviem em traje honesto, com pudor e modéstia, não com tranças, ou com ouro, ou pérolas, ou vestidos preciosos, Através da História, homens e mulheres têm lutado com a questão de como essa transformação interna deve ser refletida exteriormente. Deve o servo de Deus se vestir de um modo diferente do que as pessoas do mundo? Respostas a essa pergunta são quase tão diversas como as modas numa loja de roupas. Alguns argumentam que a vestimenta dos servidores de Deus devem ser completamente diferentes do que as das pessoas do mundo. Resultados de tais pensamentos incluem as trajes tradicionais de ordens religiosas especiais e outras roupas peculiares, como as adotadas pelo povo Amish. Outros vão ao extremo oposto, dizendo que os cristãos devem ser iguais ao mundo e que eles podem seguir todas e quaisquer modas do mundo. Quando Deus fala sobre algum assunto em todas as épocas da história bíblica, devemos reconhecer que é importante. Por exemplo, ele ensina sobre a permanência de casamento no período dos patriarcas, na dispensação da lei de Moisés, e no Novo Testamento. Enquanto não adotamos do Antigo Testamento leis específicas sobre o casamento, nós entendemos os princípios do Novo Testamento com a ajuda do Antigo Testamento. Percebemos que são diversos os assuntos que são incluídos em todas as épocas de revelação divina: adultério, idolatria, a importância de sacrifícios apropriados, comer sangue, matar, etc. Desde o jardim de Éden, Deus tem orientado seu povo sobre roupas modestas. Deus ensina seu povo a se vestir com modéstia A dão e Eva. "Ora, um e outro, o homem e sua mulher, estavam nus e não se envergonhavam" (Gênesis 2:25). Na sua inocência, antes de cometer o primeiro pecado, era normal para Adão e Eva estarem nus, mesmo andando no jardim na presença de Deus. A mesma inocência é vista em criancinhas ainda não corruptas pelo pecado. Mas, quando Adão e Eva conheceram a diferença entre o bem e o mal, ficaram envergonhados e imediatamente fizeram algum tipo de roupa mínima (Gênesis 3:7). A palavra usada aqui sugere que fizeram alguma coisa que foi embrulhada no corpo, evidentemente escondendo as partes mais íntimas do corpo. Mas Deus não aprovou esse tipo de roupa. Ele lhes fez uma vestimenta de peles (Gênesis 3:21).Essa palavra sugere um tipo de túnica,essa vestimenta era um tipo de roupa usado por homens e mulheres que, tipicamente, tinha mangas e caiu até os joelhos, raramente aos tornozelos. O que podemos aprender desse primeiro caso? Deus quer que homens e mulheres usem roupas. Não somos como animais, que não sentem vergonha de sua nudez. Podemos entender, também, que a vontade de Deus desde o princípio é que usemos vestimentas que cobrem o corpo, não meramente alguma coisa embrulhada no corpo para esconder as partes mais íntimas. Cada servo de Deus precisa ser honesto e sincero aqui: as roupas de praia usada hoje em dia seriam mais parecidas com as roupas que Deus fez, ou com as cintas que Adão e Eva fizeram? Ninguém hoje tem motivo para dizer que nós devemos usar roupas iguais aos trajes sagrados usados pelos sacerdotes do Antigo Testamento. Mas, nós podemos aproveitar uma lição importante do motivo que Deus deu junto com algumas regras. Primeiro, ele proibiu altares elevados, para que a nudez do sacerdote não fosse exposta (Êxodo 20:26). Mais tarde, ele acrescentou outra instrução para melhor evitar esse tipo de problema. Ele ordenou que os sacerdotes usassem calção em baixo de suas túnicas para cobrir a sua nudez (Êxodo 28:40-42). Deus especificou que o calção iria "da cintura às coxas". Deus não queria que esses servos mostrassem as coxas expostas ao mundo. Hoje, homens do mundo tiram suas camisas e mostram suas coxas para todo o mundo na praia ou na rua. Homens que servem a Deus precisam perguntar para si, honestamente, se isso é realmente o que Deus pretendia que o povo santo fizesse. Em Deuteronômio 22:5, Deus disse: "A mulher não usará roupa de homem, nem o homem, veste peculiar à mulher; porque qualquer que faz tais cousas é abominável ao Senhor, teu Deus." Entendemos que não somos sujeitos às ordenanças dadas por meio de Moisés aos israelitas. Portanto, é esclarecedor entender o que Deus estava dizendo. Ele não estava proibindo que homens e mulheres usassem algum artigo de roupa semelhante. Na época, ambos os sexos usavam túnicas, Mas, Deus quer que mantenhamos distinções entre os sexos (veja, por exemplo, 1 Coríntios 11:14-15). Ele condena as perversões de homens que se vestem e se comportam efeminadamente (1 Coríntios 6:9). Quando Isaías profetizou, a nudez era, ainda, associada com vergonha. Quando ele descreveu o povo da Babilônia como uma virgem abusada, um aspecto da humilhação dela era que o inimigo descobriu suas pernas e sua nudez (Isaías 47:1-3). Mas hoje em dia, mulheres do mundo voluntariamente mostram suas pernas e ousam expor sua nudez, sem sentir nem um pouco envergonhadas. Quando Isaías profetizou, a nudez era, ainda, associada com vergonha. Quando ele descreveu o povo da Babilônia como uma virgem Será que tornamos tão dessensibilizados ao pecado, devido à cultura corrupta, que já esquecemos como sentir vergonha? (Veja Jeremias 8:5,8,9,11,12.) Como servos de Deus, temos que ser diferentes, não conformados aos costumes errados do mundo (Romanos 12:1-2). Precisamos saber como sentir vergonha. Agora, vamos ver duas passagens semelhantes no Novo Testamento. "Da mesma sorte, que as mulheres, em traje decente, se ataviem com modéstia e bom senso, não com cabeleira frisada e com ouro, ou pérolas, ou vestuário dispendioso, porém com boas obras (como é próprio às mulheres que professam ser piedosas)" (1 Timóteo 2:9-10). "Não seja o adorno da esposa o que é exterior, como frisado de cabelos, adereços de ouro, aparato de vestuário; seja, porém, o homem interior do coração, unido ao incorruptível trajo de um espírito manso e tranqüilo, que é de grande valor diante de Deus. Pois foi assim também que a si mesmas se ataviaram, outrora, as santas mulheres que esperavam em Deus, estando submissas a seu próprio marido" (1 Pedro 3:3-5). Esses trechos não são idênticos (1 Timóteo fala sobre mulheres em geral, enquanto 1 Pedro fala sobre a mulher cujo marido não é cristão), mas há vários pontos paralelos. A vestimenta mais importante do discípulo verdadeiro de Jesus é interna e espiritual. Ele já tem removido os panos sujos de pecado e maus pensamentos, e tem os substituído por novas roupas de santidade e entendimento da vontade de Deus (veja Colossenses 3:1-16). Ele procura cada dia ser mais parecido com seu Senhor, e se esforça para desenvolver as atitudes piedosas que Jesus ensinou e demonstrou (Mateus 5:1-12). Essas transformações internas vão modificar seu comportamtento externo, é claro. Ele não vai mentir ou furtar como pessoas mundanas (Efésios 4:25-29). Todos os aspectos da vida dele são colocado sob controle do Deus santo a quem ele serve (1 Pedro 1:13-16). O verdadeiro servo de Deus, seja qual tipo de veste ele usar, mesmo os trajes caracterizados evangélicos (tipo "vestidão" ou "saião" - alguns justos demais nos quadris) não podem transmitir sensualidade. Até porque quem nasceu de novo, quem realmente é convertido ao Senhor, não vai querer usar roupas indecentes! muitos admitem que deve se ter um equilíbrio e moderação nestas proibições. Se as irmãs só usam saia, deve-se explicar o porque. Um dos motivos é que a calça exibe mais a silhueta feminina do que a saia (depende da saia também). O mais importante é que a irmã se vista de forma decente. Na verdade, se a irmã for cheia do Espírito Santo, jamais irá se vestir de forma indecente. A Bíblia tem muito que dizer sobre o mundo e a vaidade mundana na vida do crente. I Coríntios 7:31 diz: “E os que usam deste mundo, como se dele não abusassem, porque a aparência deste mundo passa.” Aqui temos um ensino básico que podemos aplicar às normas de vestir. Diz-se, em essência, que não é mal USAR do mundo; é mal ABUSAR do mundo. Uma veste decente e na moda não é mal. Quanto as mulheres o fato de ser atrativo não viola princípios bíblicos; mas devem vestir-se atrativamente de uma maneira que mostre ao mundo feminilidade e não sexualidade. Por isto, quero que as mulheres saibam que nosso propósito sobre normas de vestir não é que as mulheres não sejam atrativas, mas ao contrário [que sejam radiante belas e honrosas a Deus, aos anjos, ao seu marido]. Se determinada classe de roupa está na moda, não podemos assumir que ela é automaticamente boa ou má. Necessitamos examiná-la à luz da Bíblia. Não é mal USAR do mundo, quando há algo que satisfaz a norma bíblica de vestir. É mal ABUSAR do mundo, vestindo-se com certa roupa só porque está na moda. Viola a Palavra de Deus e danifica o testemunho diante do mundo. Este era um problema nos dias do pregador Charles Spurgeon [mil oitocentos e tanto]. Em um sermão ele anunciou: “Londres recebe suas modas diretamente de Paris, e Paris as recebe diretamente do Inferno.” Ele estava declarando mais verdades do que talvez damos conta. A Bíblia nos diz várias coisas muito distintas e claras acerca do mundano. Quando uma mulher se veste de uma maneira que anuncia sua sexualidade ou promove uma imagem de unisex, escutamos pregadores referirem-se às suas roupas como roupas mundanas. O mundanismo quase sempre se refere ao pecado de participação em práticas identificadas com o mundo. As Escrituras definem “o mundo” não como um globo, mas como o sistema dominado por Satanás. II Coríntios 4:4 identifica Satanás como “o deus deste mundo.” Então o mundo é o reino que Satanás pôs para levar a cabo suas práticas e propósitos, para alcançar suas metas. Ser mundano é conformar-se aos desejos do deus deste mundo, da mesma maneira que o crente se conforma aos desejos do Deus do céu. Isaías 14:12-14 define as metas de Satanás: Ele quis ser igual a Deus para eliminar o [verdadeiro] louvor a Deus e ganhar o louvor para si mesmo, e para reinar sobre a criação, tomando o lugar de Deus. No entanto, a Bíblia é clara, não deixa dúvidas ao declarar que não há uma posição intermediária em nenhuma área de nossa vida. Tiago 4:4 diz: “Adúlteros e adúlteras, não sabeis vós que a amizade do mundo é inimizade contra Deus? Portanto, qualquer que quiser ser amigo do mundo constitui-se inimigo de Deus.” Contestar a norma de Deus no vestir, é eleger o vestir que promove o pecado e que traz glória a Satanás. O Diabo tem um estilo de roupa feminina concebida para promover sensualidade, fornicação, homossexualidade e toda classe de práticas vis. Spurgeon realmente estava dizendo a verdade quando disse que Paris traz suas modas diretamente do Inferno! Temos recebido mandamentos rígidos sobre a nossa relação com este mundo. Estes mandamentos refletem o perigo que o mundo representa para nossa vida espiritual. “Não ameis o mundo, nem o que no mundo há. Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele. Porque tudo o que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não é do Pai, mas do mundo. E o mundo passa, e a sua concupiscência; mas aquele que faz a vontade de Deus permanece para sempre.” (I João 2:15-17). Conheço pesoas que se colocariam contra Deus antes de se colocarem contra suas roupas anti-cristãs. Amam mais ao mundo de Satanás do que a Deus. I Timóteo 2:9-10 diz: “Que do mesmo modo as mulheres se ataviem em traje honesto, com pudor e modéstia, não com tranças, ou com ouro, ou pérolas, ou vestidos preciosos, mas (como convém a mulheres que fazem profissão de servir a Deus) com boas obras.” Traje honesto, nesta passagem, não se refere a uma característica [subjetiva, vaga e indefinível] da roupa, mas se refere a um tipo específico [objetivo, preciso e definível] de roupa. “KATASTOLE” é a palavra grega que é traduzida como traje honesto. A definição literal da palavra é “PEÇA DE VESTIR COMPRIDA E FROUXA”. É com isto que podemos reavaliar nosso guarda-roupa! A norma bíblica para se vestir, então, é usar somente peças de vestir COMPRIDAS e FROUXAS, que ESCONDAM o corpo e até os contornos de uma mulher, que são reservados para apreciação [somente] pelos olhos de seu esposo. Que é que esta classe de roupas inclui? Primeiramente, não inclui calças compridas como roupa feminina[1]. Algumas igrejas e escolas permitem que as mulheres usem calças compridas para esportes e atividades físicas, pois acham ser mais decorosos do que vestidos ou saias; mas não há nada de decoroso em calças compridas. Não há maneira de esticar a regra bíblica de “algo de vestir comprido e frouxo” de modo a incluir calças compridas. Talvez sejam compridas, mas não são decorosas. O corpo de uma mulher não está completamente ESCONDIDO com uma calça comprida, está somente exibido em outra cor [e textura]. Toda a anatomia deve ser pudicamente escondida e coberta, por um KATASTOLE; as coxas e as curvas são especialmente enfatizadas pelas calças compridas [das mulheres de hoje]. Nesta geração, estamos tão acostumadas a ver mulheres de calças compridas que isto já não nos parece anormal; e muitas mulheres, nos anos 90, têm usado calças compridas por toda a sua vida. Vivemos em uma geração em que as moças, muitas vezes, nem sequer têm vestidos! Mas Deus não mudou. Deuteronômio 22:5 diz: “Não haverá traje de homem na mulher ... porque qualquer que faz isto, abominação é ao Senhor teu Deus.” Muitas mulheres são rápidas para citar I Samuel 16:7 "... o homem vê o que está diante dos seus olhos, porém o SENHOR olha para o coração." Sim, é verdade. Uma pessoa que se cobre por fora, vestindo-se corretamente, mas cujo coração está cheio de maldade, não pode enganar a Deus. Deus olha o coração, mas isto não significa que Deus está cego à aparência externa. A Bíblia é muito clara em dizer-nos que nossa aparência é importante, se não fosse assim estes versículos não se encontrariam em suas páginas. Também não esqueçamos que “O homem vê o que está diante de seus olhos.” As pessoas não podem ver nossos corações para saber o que há dentro, mas elas podem discerni-lo pelo que estão vendo por fora.

O Lava-pés

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Jesus instituiu a Cerimônia de Lavar os Pés para que as pessoas refletissem sobre a lição de humildade, da qual exemplo nos deu ELE, vindo melhor se preparar para participar na Santa Ceia.

Pois bem, levando em conta os caminhos de terra, os calçados (sandálias), e os pés facilmente poderiam ser feridos; entenderíamos facilmente o quanto era incomodo permanecer desta maneira, a água alem da limpeza, serve então para alivio dos pés daqueles que chegavam. Por outro lado poderia ser humilhante para muitos “limpa-los”, nisto vemos que o Senhor Jesus, nos dá um grande exemplo de humildade, pois o maior de todos é aquele que serve

As escrituras nos mostram que quando alguém chegava, eram saudados com osculo, seus pés em seguida era lavado numa bacia com água em seguida secado por uma toalha. Jesus chamou a atenção de Simão, pela sua não demonstração de humildade e hospitalidade...
Lucas 7.
44 E, voltando-se para a mulher, disse a Simão: Vês tu esta mulher? Entrei em tua casa, e não me deste água para os pés; mas esta me regou os pés com lágrimas, e mos enxugou com os seus cabelos
.45 Não me deste ósculo, mas esta, desde que entrou, não tem cessado de me beijar os pés. 46 Não me ungiste a cabeça com óleo, mas esta ungiu-me os pés com ungüento.
No antigo testamento há ainda o exemplo de Labão...
Genesis 24.32 Então veio aquele homem à casa, e desataram os camelos, e deram palha e pasto aos camelos, e água para lavar os pés dele, e os pés dos homens que estavam com ele.

A Bíblia diz em João 13:4-17 “Levantou-se da ceia, tirou o manto e, tomando uma toalha, cingiu-se. Depois deitou água na bacia e começou a lavar os pés aos discípulos, e a enxugar-lhos com a toalha com que estava cingido. Chegou, pois, a Simão Pedro, que lhe disse: Senhor, lavas-me os pés a mim? Respondeu-lhe Jesus: O que eu faço, tu não o sabes agora; mas depois o entenderás. Tornou-lhe Pedro: Nunca me lavarás os pés. Replicou-lhe Jesus: Se eu não te lavar, não tens parte comigo. Disse-lhe Simão Pedro: Senhor, não somente os meus pés, mas também as mãos e a cabeça. Respondeu-lhe Jesus: Aquele que se banhou não necessita de lavar senão os pés, pois no mais está todo limpo; e vós estais limpos, mas não todos. Pois ele sabia quem o estava traindo; por isso disse: Nem todos estais limpos. Ora, depois de lhes ter lavado os pés, tomou o manto, tornou a reclinar-se à mesa e perguntou-lhes: Entendeis o que vos tenho feito? Vós me chamais Mestre e Senhor; e dizeis bem, porque eu o sou. Ora, se eu, o Senhor e Mestre, vos lavei os pés, também vós deveis lavar os pés uns aos outros. Porque eu vos dei exemplo, para que, como eu vos fiz, façais vós também. Em verdade, em verdade vos digo: Não é o servo maior do que o seu senhor, nem o enviado maior do que aquele que o enviou. Se sabeis estas coisas, bem-aventurados sois se as praticardes.”

O apostolo Paulo estabeleceu este ensino como regra na inscrição como viúva...

Timóteo 5
.10 Tendo testemunho de boas obras: Se criou os filhos, se exercitou hospitalidade, se lavou os pés aos santos, se socorreu os aflitos, se praticou toda a boa obra., o que prova ter sido o costume entre os cristãos primitivos.

Lucas 22.
26 Mas não sereis vós assim; antes o maior entre vós seja como o menor; e quem governa como quem serve.
27 Pois qual é maior: quem está à mesa, ou quem serve? Porventura não é quem está à mesa? Eu, porém, entre vós sou como aquele que serve.

É uma pena que grande parte das denominações cristãs apresente desculpas para não mais seguir este exemplo de Cristo. Para algumas pessoas seria "difícil", para outros seria humilhante, para maioria uma "tradição" sem importância, apenas mais um detalhe. Seria assim tão difícil passar por cima de nosso "ego"? É mais fácil criar discursos sobre não fazer isto, do que com um simples ato repetirmos o exemplo de Cristo, refletindo durante isto, sobre a verdadeira humildade e o sentido verdadeiro deste ato...

A Questão do véu!

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A QUESTÃO DO VÉU

O véu era somente para a Igreja de Corinto?
Em 1COR 1.2 lemos
“À igreja de Deus que está em Corinto, aos santificados em Cristo Jesus, chamados santos, COM TODOS os que EM TODO LUGAR invocam o nome de nosso Senhor Jesus Cristo, Senhor deles e nosso:

" à igreja que esta em Corinto,... COM TODOS os que invocam o nome de nosso SENHOR JESUS CRISTO..." "Para: os cristãos de Corinto... E PARA TODOS os cristãos EM TODA PARTE, todos quantos invocam o nome de JESUS..." (tradução da Bíblia Viva).

Em muitas igrejas as irmãs usam véu durante o culto e orações. Lendo o texto na linguagem original não é nada difícil entender o assunto de I cor 11, onde o apostolo entra na questão da submissão, do cabelo e do cobrir a cabeça, aos menos esclarecidos saibam que a questão do “hijab” ou véu islâmico é um ponto polêmico para os não-muçulmanos e até para alguns muçulmanos e nada tem a ver com a interpretação cristã sobre o assunto, se o véu realmente fosse o cabelo não estaria claro que os homens deveriam rapar a cabeça uma vez que não deviam cobri-la?
Se o homem quer reconhece a autoridade de Cristo, não deve esconder essa autoridade, não deve cobrir a sua cabeça, porque a sua cabeça tipifica Cristo. Mas (v.5), o caso da mulher é diferente: se ela não cobrir a sua cabeça, que tipifica o varão, então fica descoberto a autoridade do varão, e, por conseguinte, duas autoridades estão em evidência: a de Cristo, na cabeça descoberta do varão, e a do varão na cabeça descoberta da mulher, as quais se opõem e pela cobertura da cabeça se reconhecem.
Em 1Cor.11:3-16 o assunto é explicado no vers. 3:

“Cristo é a cabeça de todo o varão,
O varão é a cabeça da mulher
E Deus a cabeça de Cristo.”

No caso de varão, este não é cabeça da mulher por ser superior a ela, “pois o homem é nada sem a mulher e a mulher é nada sem o varão, porque como a mulher provém do varão, o varão provém da mulher: mas tudo vem de Deus” (1Cor.11:11-12).
Em Gen.24:65 o véu foi usado por Rebeca como sinal de reverência (1 Ped.3:5-6), submissão, mas particularmente esconder a sua glória; a sua beleza feminina. Nesta perspectiva, é usado o véu em Cant.4:1,3:6:7.
Assim diz o versículo 15:
“Porque o cabelo crescido lhe foi dado (à mulher) em lugar do véu"
Isto é, “as mulheres devem ter sobre as suas cabeças sinal de poderio por causa dos anjos” (v.10); os anjos estão no culto aprendendo através da igreja as “multiformes e riquezas da sabedoria de Deus” (Ef.3:10), e não por causa das prostitutas, segundos "teorias" (o fato não possui respaldo bíblico)
V.4-5: "Desonra a sua própria cabeça". No grego. Tem simplesmente "sua cabeça". Não consinta "sua própria", como se referindo à sua cabeça natural, mas o que ela representa, no caso do homem é Cristo (v.3), e no caso da mulher é o varão (v.3). Assim, não usando a mulher o seu véu, desonra pela não sujeição ao varão, que é a sua cabeça; por sua vez o varão que ora ou fala com a sua cabeça coberta, desonra a Cristo - a sua Cabeça. Contudo, a mulher que desonra o varão pela sua não sujeição, e tendo este como cabeça a cristo, e sendo este a imagem e glória de Deus, a mulher, com tal atitude, está a desonrar diretamente a Cristo, visto que não esta reconhecendo a ele sujeição "A Cabeça do Corpo da Igreja" (Col.1:18).
V.15:"...O cabelo...". No grego a idéia é de um cabelo tratado, adornado, crescido, como glória... "Véu...", no grego significa “cobertura”, ou seja, o cabelo foi dado à mulher como um véu, como tendo a mesma função e a mesma utilidade.
A palavra “mantilha” é a tradução do termo grego PERIBOLAION, que significa “cobertura”. A natureza, ou seja, o costume social aceito correntemente, era de que a mulher deveria utilizar o cabelo comprido.
"...em lugar de...". No grego a palavra é "ANTI". No N.T. a palavra aparece 22 vezes e sempre com a idéia de, em troca de, pôr, em substituição de, em oposição a, em face de, e em algumas versões "como".
Isto pode levar-nos a pensar que o que está atrás foi dito foi-o em vão, mas não, pelo contrário, vem confirmar as conclusões até aqui obtidas. Paulo acha por inspiração divina que a mulher deve usar dois véus.
Segue abaixo o comentário do livro do - Dr. OPINAM C. Stamps:
"Paulo sustenta que o homem é a cabeça da mulher. Este fato subentende a subordinação da mulher. Deste modo, estabelece-se uma cadeia de comando: Deus, Cristo, o homem, a mulher. A partir desta proposição deduzem-se decorrências práticas. As mulheres estão erradas, se de qualquer forma, modificam suas diferenças em relação aos homens. Esta admoestação é verdadeira em qualquer circunstância. Paulo dá o exemplo da diferença no vestir . Uma das maneiras de se ver esta diferença estava na maneira dessas mulheres manterem o cabelo. Este devia permanecer de tal maneira que distinguissem os homens das mulheres. O cabelo da mulher simbolizava sua submissão e lealdade a seu marido ... Paulo também declara que o cabelo longo é uma vergonha para o homem."
verso 16:
Mas, se alguém quiser ser CONTENCIOSO, nós não temos tal costume, nem as igrejas de Deus.
Não é para haver contendas por causa disso!...
CONTENCIOSO: REFERêNCIA A QUESTIONAMENTO - do Latim contentiosu
adj., que envolve contenda ou litígio; litigioso; sujeito a contestação, a dúvida;
CONTENDER: do Lat. contendere v. int., brigar, litigar, rivalizar, competir; contrapor-se; esforçar-se; dirigir provocação.
EXISTE UMA GRANDE DIFERENÇA ENTRE CONTENDER E SER CONTENCIOSO, A MAIORIA DAS PESSOAS FAZEM ESTA CONFUSÃO DEVIDO AS PALAVRAS SEREM PARECIDAS.
O uso do véu era mandamento de Paulo ou do SENHOR?
Lendo o cap. 2 de I COR vemos que Paulo deixa bem claro que não falou nada de si, somente pelo SENHOR. No cap. 14.37 está escrito "Se alguém cuida ser profeta ou espiritual, reconheça que as coisas que vos escrevo são mandamentos do SENHOR."
Só em COR se faz menção do uso do véu?
Verifique o leitor que à partir do cap. 7 Paulo está respondendo questões que a ele foram dirigidas! 7.1" Ora, quando às coisas que me escrevestes..."

Pois bem as epistolas eram ou não universais?
Col 4:16 - E, quando esta epístola tiver sido lida entre vós, fazei que também o seja na igreja dos laodicenses, e a que veio de Laodicéia lede-a vós também.

2Te 2:15 - Então, irmãos, estai firmes e retende as tradições que vos foram ensinadas, seja por palavra, seja por epístola nossa.



Tenho aqui, vinho para mim uma virgem ataviada como se saísse da câmara nupcial, toda branca e com sandálias brancas, com um Veu até a testa, e a cobertura de sua cabeça era um turbante. Hermas (150 d.C.)

Além de estar proibido descobrir os cabelos, esta mandado cobrir-se a cabeça e velar o rosto. Porque não é honesto que a beleza do corpo seja um anzol para pescar aos homens. Clemente de Alexandria (195 d.C.)

Que as mulheres entendam isto. Que devem cobrir-se por completo a não ser que estejam em sua casa. Porque esta forma de vestir é sóbria e as protege de ser olhadas... A mulher cristã nunca cairá se põe adiante de seus olhos a Modestia e o Veu . Também não será causa de tropeço para o homem por descobrir-se o rosto. Por tanto, é a vontade de Cristo que se deva orar com o Veu . Clemente de Alexandria (195 d.C.)

Os seguintes três desenhos dos primeiros cristãos achados nas catacumbas de Roma que datam do século II e III, demonstram como as mulheres cristãs daquela época punham em prática a ordem dos Apostolos quanto ao Veu .





“Por causa dos anjos”; ao dizer “anjos” se está referindo aos homens justos e virtuosos. Que use o Veu para não ser causa de tropeço e guie à fornicação. Clemente de Alexandria (195 d.C.)

Este assunto entenderam bem os Coríntios mesmos. De fato, até este mesmo dia, as virgems (igual que as mulheres) cobrem-se com o Veu . Os discípulos aprovam o que os Apostolos ordenaram. Tertuliano (197 d.C.)

Saibam que se trata da cabeça inteira. A região que se deve cobrir com o Veu , ocupa o mesmo espaço que o cabelo quando este se acha solto… As mulheres pagãs de Arábia te julgarão. Porque não só cobrem a cabeça, senão a cara também. Tertuliano (197 d.C.)

A mulher não deve apresentar-se com a cabeça descoberta. Tertuliano (197 d.C.)

Mas admoestamos às mulheres que não deixem esta disciplina do Veu nem por um momento, nem sequer por uma hora… Te rogo, sejas tu mãe, ou irmã, ou filha virgem, cobre tua cabeça. Tertuliano (197 d.C.)

Que todas as mulheres tenham a cabeça coberta com uma tela opaca, que não seja um Veu transparente, porque isso não cobre em verdade. Hipólito (200 d.C.)

Que fará a mulher cristã se descuidasse esta ordem? Calará a oração espontânea de agradecimento? Se enfrentará à tentação sem o arma da oração? Deixará de cumprir com seu Senhor, privando a um alma precisada de um depoimento? Desafiará ao Senhor e menosprezará seu mandato, orando e testemunhando sem o Veu ? Desonrara a seu Senhor ou usará o Veu durante todo o dia para assim encontrar-se o tempo todo em comunhão com seu Deus, disposta para testemunhar? Crisóstomo (344-407 d.C.)


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O Uso do Véu
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I Co 11:2-16
Em sua primeira carta aos crentes de Corinto no capítulo 11, encontramos Paulo argumentando sobre o motivo pelo qual a mulher cristã deve cobrir a sua cabeça durante o culto público da igreja local. É bastante provável que, ao expor o porque de as irmãs cobrirem a cabeça, o apóstolo esteja respondendo a uma pergunta desta igreja em relação a este assunto (cf. 12:1 "quanto aos..."). O que levou Paulo tratar sobre este assunto deve ter sido o fato de algumas irmãs não estarem cobrindo a cabeça durante o culto da igreja em Corinto. Na cultura de alguns povos antigos, uma mulher aparecer em público com a cabeça descoberta era, como diríamos hoje, agir de forma desavergonhada. Ainda hoje em alguns países do oriente as mulheres não saem na rua sem estar com a cabeça devidamente coberta.
Quais seriam então as razões para uma mulher cristã cobrir a cabeça nas reuniões da igreja? Haveria um motivo justo para que ainda hoje isto seja observado? Já que na nossa cultura, no nosso país não é vergonhoso sair à rua com a cabeça descoberta seria necessário então o uso de cobertura por parte das irmãs no culto da igreja? Estas são perguntas que certamente tem sido feitas por muitos e que certamente são válidas.
Para que possamos entender melhor este assunto é bom que tenhamos em mente que ela fala de três símbolos importantes na igreja de Jesus Cristo: a cabeça, o pão e o vinho. O pão simboliza o corpo de Cristo que foi morto em nosso lugar, o vinho o seu sangue derramado a nosso favor para lavar nosso pecado e a cabeça simboliza uma hierarquia divinamente estabelecida.
Com isso em mente tentemos entender os seguintes motivos expostos por Paulo para justificar o velar da cabeça por parte da mulher cristã nos cultos da igreja local:
I. HÁ UMA HIERARQUIA DIVINAMENTE INSTITUÍDA.
Esta hierarquia é posta na seguinte ordem Deus => Cristo - Cristo => homem - homem => mulher; onde cada um dos três primeiros é o cabeça do seguinte. Nesta Passagem cabeça não deve ser entendida como um sinal de superioridade e sim como fonte de derivação de autoridade, de origem (cf. 8,9). A Bíblia é clara em dizer que Deus e Jesus Cristo são iguais (na verdade são um cf. Jo 518; Fp 2:6), mas como o Homem arquétipo, o segundo Adão, Jesus proveio de Deus. Como homem Jesus derivou-se de Deus. É nesse sentido que Deus é cabeça de Cristo. É Também nesse sentido que o homem é cabeça da mulher. Em Gênesis 2 temos a narrativa da criação onde uma certa prioridade é atribuída ao homem (cf. Ef 5:22ss.; Cl 3:18,19; I Tm 2:11ss.). Lemos ali que a mulher derivou-se do homem quando, da costela deste, Deus a formou.
É então com esta argumentação que Paulo inicia o assunto do uso de cobertura da cabeça no culto da igreja. Então, logo a seguir, continua a explicar qual deve ser a postura do homem e da mulher nas reuniões da igreja. A partir do versículo quatro (4-10) ele faz isso de forma mais direta. Veremos então o segundo motivo dado pelo Espírito Santo, através do apóstolo Paulo, para que a mulher cubra a cabeça no culto.
II. HÁ UMA QUESTÃO DE IMAGEM E DE GLÓRIA.
Parece que, para Paulo, a ordem das funções entre os sexos opostos, já determinada na criação, não foram abolidas pela salvação em Cristo Jesus. Ele afirma que todo homem que ora ou profetiza com a cabeça coberta desonra (envergonha) a sua cabeça (cabeça espiritual = Cristo). No versículo sete (7) ele mostra a razão pela qual o homem não deve cobrir a cabeça ao afirmar que ele "é a imagem e a glória de Deus".
Como o ponto culminante da criação, o homem, como nada mais pode fazê-lo, mostra a glória de Deus. Sendo assim, ao cobrir a sua cabeça, ele estaria desprezando o lugar de dignidade que lhe foi dado por Deus na ordem da criação. Por este motivo não é apropriado que a glória de Deus (o homem) se apresente com a cabeça coberta perante Ele na igreja.
Por outro lado, a mulher que ora ou profetiza sem usar cobertura desonra a sua cabeça (o homem e, por extensão, a Cristo). É então empregada uma linguagem bastante forte afirmando que é tão vergonhoso a mulher orar com a cabeça descoberta quanto seria ter a cabeleira rapada. Dizem alguns historiadores que, no contexto da cidade de Corinto, ter o cabelo tosquiado era identificar-se como uma das prostitutas cultuais1 da cidade. Paulo queria que as irmãs entendessem que era tão vergonhoso orar com a cabeça descoberta quanto seria ser identificada como uma prostituta de um culto pagão.
O motivo pelo qual a mulher deve cobrir a cabeça é por ser ela a glória do homem (pois ela foi feita para o homem - cf. v. 9). A argumentação que se segue então é: se a glória de Deus (o homem) não deve apresentar-se perante Ele, na igreja, com a cabeça coberta, a glória do homem (a mulher) não deve apresentar-se diante de Deus, na igreja, com a cabeça descoberta (cf. v. 10).
Já dissemos que, num certo sentido, na ordem da criação de Deus a mulher é subordinada ao homem. Pois bem, assim como na criação há uma ordem, também na igreja ela deve ser reconhecida e manifestada através da cobertura que a mulher usa na cabeça.
O uso de cobertura na cabeça indica submissão por parte da mulher a ordem estabelecida por Deus na criação. Portanto, assim como o homem por ser ponto culminante da criação e que não esta subordinado a nenhuma outra criatura, não deve trazer sinal de subordinação sobre a cabeça, assim também, a mulher que foi feita do homem e por causa dele, deve trazer sobre sua cabeça um sinal de subordinação. Indicando assim que aceita de bom grado a ordem hierárquica estabelecida pelo Senhor Deus.
O versículo 15 diz que a glória da mulher é o seu cabelo. Assim como Deus tem a sua glória (o homem), assim como o homem tem a sua glória (a mulher), também a mulher tem a sua glória que é o seu cabelo. Talvez possamos entender com isso que assim como a glória do homem (a mulher) deve apresentar-se na igreja coberta, assim também, a gloria da mulher (o seu cabelo) deve, por sua vez apresentar-se coberta.
Passemos agora ao terceiro e talvez mais complicado dos motivos expostos pela Bíblia para a mulher cobrir sua cabeça.
III. HÁ UMA QUESTÃO ESPIRITUAL.
O versículo 10 diz: "Por causa disto deve a mulher ter autoridade (Gg. exousia) sobre a cabeça, por causa dos anjos" (NVI). A frase por causa disto (portanto), esta se referindo ao que já foi argumentado nos versículos anteriores. Mas há também uma referência direta aos anjos como outro motivo pelo qual a mulher deve ter sobre a cabeça um sinal de autoridade. Então surge a pergunta óbvia: que anjos são estes? O que a Bíblia quer dizer com isto?
Em uma tradução pessoal do texto grego do versículo 10 cheguei ao seguinte resultado: "Por esta razão e por causa dos anjos, a mulher deve ter sobre a cabeça um sinal de autoridade." Fica evidente que uma das causas pelas quais a mulher deve cobrir a cabeça são os anjos. A questão não é de escolha, de gosto ou cultura, pois os anjos são supraculturais. Quando eles são postos como motivo para o uso de cobertura, a Palavra nos amarra, por assim dizer, e toda argumentação a respeito do assunto não deveria fugir a este aspecto.
Reconhecendo que este é um dos versículos mais obscuros da Palavra de Deus, tentemos analisá-lo à luz de outras passagens (a Bíblia é interprete de si mesma). Vejamos então as opções que temos.
A. Anjos Caídos.
Para justificar esta menção a anjos como o motivo pelo qual as mulheres devem cobrir a cabeça, alguns já tentaram ligar este versículo a Gênesis 6:1ss. Ali lemos que os filhos de Deus (que eles entendem ser anjos) tomaram para si mulheres de entre as filhas dos homens. Juntando isso a Judas 6, onde lemos que alguns anjos não guardaram o seu estado original (entendendo que isso significa que mantiveram relação sexual com mulheres) chegam a conclusão que os anjos caídos sentem-se atraídos sexualmente pelas mulheres que estão no culto sem usar cobertura. Segundo eles, o uso de cobertura seria então uma proteção contra estes anjos caídos que desejam desencaminhar as mulheres.
Esta interpretação, porém, é forçosa e não tem o apoio claro da Palavra de Deus. Além disso, porque tais anjos só se sentiriam tentados pelas irmãs na hora dos cultos? Porque não se sentem atraídos pelas outras mulheres descrentes que também não usam cobertura no dia a dia. Esta conclusão, portanto, é descabida e muito improvável.
B. Anjos Bons.
A probabilidade é que a Bíblia esteja afirmando a presença de anjos não caídos conosco especialmente nos cultos. Entretanto, Não fica claro qual seria o papel dos anjos no culto da igreja. Seriam eles meros observadores? Estariam eles a observar como a igreja preserva a ordem natural estabelecida por Deus na criação? Tentemos entender isso.
Em Apocalipse 8:3 vemos que um anjo está colocando diante de Deus as orações dos santos. Em Hebreus 1:14 vemos que a função dos anjos é servir aos salvos. Então já conhecemos algumas das funções dos anjos.
Contudo, mais significante ainda é o que lemos em Efésios 3:10 que diz: "para que pela igreja a multiforme sabedoria de Deus se torne conhecida agora dos principados e potestades nos lugares celestiais." Então ficamos sabendo que, de certa forma, a Igreja é usada para manifestar aos anjos a sabedoria de Deus. Ela, a igreja, está a ensinar aos anjos.
Estou ciente que não devemos nos basear em letras de hinários para estabelecer doutrinas. Contudo, citarei uma estrofe do hino 501 do Hinos e Cânticos para mostrar que o irmão Richard Holden (o iniciador do movimento dos Irmãos no Brasil), ao que parece, também tinha este entendimento. Vejamos a letra do seu poema:

Aba! Aqui nós te adoramos,
Muito alegres em saber
Que por nós, que em Cristo estamos,
Vão teus anjos conhecer
Teu saber maravilhoso,
Tua graça, Teu amor,
E com mais intenso gozo,
Te adorar com novo ardor (Negrito meu).

Entendo que quando a igreja local se reúne seguindo os princípios estabelecidos por Deus, os anjos podem ver que a ordem hierárquica estabelecida por Ele está sendo respeitada. Creio ser isso uma lição tanto a uma quanto a outra classe de anjos. Aos anjos caídos que quebraram esta hierarquia ao se rebelarem ao tentarem tirar Deus do seu trono e aos anjos bons que ainda a respeitam. Neste sentido a igreja deve procurar ser uma "escola" para os anjos. Talvez esta seja uma das áreas nas quais os anjos serão julgados pelos santos (cf. I Co 6:3). Isto é por demais profundo para ser tratado com descaso pela igreja de Cristo. No mínimo os líderes deveriam estudar profundamente este assunto antes de emitir sua opinião sobre ele.
IV. CONCLUSÃO.
Depois de praticamente esgotar sua argumentação a favor do uso de cobertura por parte das mulheres, Paulo lança uma pergunta de crucial importância: "Julguem entre vocês mesmos: é apropriado a uma mulher orar a Deus com a cabeça descoberta? (v. 13). Na verdade ele esta perguntado: "depois de tudo que lhes foi apresentado, vocês ainda entendem que uma mulher deve orar na igreja com a cabeça descoberta?" A resposta que ele espera ouvir é, com toda a certeza, não! A Bíblia diz: "Toda mulher, porém, que ora, ou profetiza, com a cabeça sem véu (descoberta), desonra a sua própria cabeça, porque é como se a tivesse rapada" (I Co 11:5 -parêntese meu ).
Outra observação importante a fazer é quanto ao versículo 15. A Bíblia na Edição Revista e Corrigida, diz que o cabelo foi dado a mulher em lugar de véu. Isto tem levado muitos a entender que a mulher que tem o cabelo comprido está dispensada de cobrir a cabeça. Mas na verdade o texto em grego diz que o cabelo lhe foi dado em lugar de manto, mantilha. A palavra usada aqui é "peribolaiou" em contraste com "katalupto" que é usada nos versículos anteriores e que é traduzida como véu.
Aliás em todo o texto grego do capítulo 11 a palavra véu não aparece uma vez sequer. Katalupto foi traduzida por véu porque normalmente o pano que cobre a cabeça das mulheres no oriente é conhecida por nós como véu. Esta tradução pode nos ajudar a entender melhor, mas também pode trazer confusão como vimos acima. Portanto, neste texto fica melhor traduzir katalupto com o seu significado primário que é cobrir, cobertura.
Iniciamos este estudo com algumas perguntas entre as quais uma questionava sobre a validade ou não do uso de cobertura por parte das mulheres na igreja atual. Espero que tenhamos chegado a conclusão que, desde que seja feito com entendimento, permanece para as irmãs a validade do uso de cobertura nos cultos da igreja de todos os tempos.
Contudo devemos evitar os exageros de querer obrigar as irmãs a usarem o véu (uso a palavra véu por ser a que melhor expressa o uso de cobertura na nossa língua) deste ou daquele tamanho, deste ou daquele tecido, deste ou daquele formato, desta ou daquela cor e por aí vai... infelizmente. A Bíblia não especifica nada destas coisas e quando o fazemos estamos pondo na boca do Senhor Deus aquilo que Ele nunca disse. Fazer isto traz prejuízo e é pecado. O próprio apóstolo Paulo (que foi diretamente inspirado por Deus ao escrever esta carta), após mostrar o que ele cria ser da vontade de Deus para a igreja, deixa, por assim dizer, a igreja em liberdade para que julgassem entre eles se era ou não apropriado usar o véu (v. 13). Mesmo esperando uma resposta positiva em relação ao uso do véu, esta foi a sua atitude. Paulo não era um ditador. Creio que o seu raciocínio era o de que só se deve prestar a Deus um culto de coração voluntário e não por imposição de ninguém. Ele usou toda a argumentação bíblica, mas deixou ao Espírito Santo o papel de convencer a igreja em Corinto destas verdades.
Quanto a idade ou quando uma irmã deve começar a usar o véu a Bíblia não especifica. Contudo, apesar da nossa tradição rezar que só depois de batizada uma irmã está autorizada a usar o véu, entendo que a partir do momento no qual ela aceita Cristo como seu Salvador pessoal ela pode e deve usar o véu. Quanto a isso a Palavra de Deus não faz nenhuma restrição.
Creio não ter nenhum valor espiritual uma pessoa que use o véu sem entendimento nenhum do seu significado ou usar somente por tradição. Não adianta, por exemplo, usar o símbolo da submissão, da hierarquia estabelecida por Deus, se em casa não se é submissa ao marido. Isto se parece mais com uma tradição supersticiosa do que com um culto racional, inteligente, com entendimento (cf. Rm 12:1).
Por último é bom lembrar que, longe de desmerecer a mulher, o véu lhe confere um lugar de dignidade na assembléia onde se adora ao Deus Eterno. Lugar este que, ainda hoje, é negado a mulher judia, e a mulher islâmica (maometana) no seu culto. Este símbolo lhe assegura um elevado lugar na igreja, ainda que deixe claro que não é o lugar do homem.
Paulo encerra este assunto afirmando que se alguém quer ficar criando polemica a esse respeito, este não era o seu costume e nem o das demais igrejas co-irmãs em Cristo. Isto sugere que o uso do véu era praticado também pelas outras igrejas neotestamentárias. Sendo que a polêmica só existiu na complicada igreja em Corinto.
Jabesmar Aguiar Guimarães

1. Prostitutas cultuais eram as mulheres usadas pelos homens para prestar culto pagão ao seu deus através de ato sexual . Este costume era bem antigo pois já é mencionado em Jó ( Jó 36:14, ver também I Rs 14:24; 15:12; 22:47 ). É bem provável que Gomer, a mulher do profeta Oséias, fosse uma prostituta cultual.

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Pr. Fabiano Antonio Ferreira, D.D.

Após uma análise bem minuciosa do texto de 1Co 11.2-16, qualquer leitor só poderá concluir que o apóstolo Paulo realmente doutrinou que as mulheres cristãs dos tempos do Novo Testamento deveriam usar o véu quando da adoração ao Senhor. A igreja de Corinto foi a única igreja gentílica a adotar uma postura diferente das demais igrejas, tanto de maioria judaica como de maioria gentílica, incorrendo em flagrante rebelião contra os costumes das demais igrejas, e dessa questão o apóstolo Paulo tratou minuciosamente no texto supracitado. Que a conclusão de que a posição das mulheres da Igreja de Corinto era diametralmente oposta à prática de todas as igrejas do NT, como está explícita no v.16, hoje é patente até mesmo nos escritos contemporâneos de eruditos católicos liberais da ala da crítica radical, como Paul Hoffmann, que demonstra profunda insatisfação pelo fato de Paulo ter exigido que o movimento de emancipação da mulher em Cristo da igreja em Corinto cessasse e que elas usassem o véu como as demais igrejas. Paul Hoffmann[1] disse que Paulo errou ao fazer essa exigência das irmãs de Corinto e recaiu em preconceitos judaicos! Isto é só para sentir como os liberais consideram a Escritura e os autores sagrados! Nos escritos de eruditos reformados conservadores também a conclusão é óbvia. O Dr. Augustus Nicodemus Lopes, erudito reformado conservador, ao analisar 1Co 11.2-16, chegou à conclusão de que a posição das mulheres da Igreja de Corinto era diametralmente oposta à prática de todas as igrejas do NT, e apresentou até mesmo uma alternativa para “os estudiosos que já perderam a esperança de poder sistematizar, de forma harmônica, as passagens do Novo Testamento que tratam, por um lado, da igualdade ontológica do homem e da mulher, e por outro lado, da diferenciação em suas funções”.[2] Pois uns dizem, segundo Lopes, que o ensino de 1Co 11.2-16 foi causado pela cultura da época e pelas circunstâncias prevalecentes na cidade de Corinto. Lopes continua: “Outros insistem que Paulo estava condicionado pela cultura predominantemente machista e patriarcal de sua época, que suas palavras são condicionadas culturalmente e, portanto, inadequadas para as culturas e sociedades pós-modernas”[3] do século XXI. Assim, Lopes apresenta uma alternativa a essas soluções de desespero, dizendo:

“Tais soluções de desespero deixam de perceber alguns pontos simples. O principal é a distinção entre o princípio teológico supracultural e a expressão cultural deste princípio. Enquanto o uso do véu é claramente um costume cultural, ao mesmo tempo expressa um princípio que não está condicionado a nenhuma cultura em particular, que é o da diferença fundamental entre o homem e a mulher. O que Paulo está defendendo é a vigência desta diferença no culto – o véu é apenas a forma pela qual isso ocorria normalmente em cidades gregas do século I. Além disso, Paulo defende a apresentação diferenciada da mulher no culto usando argumentos permanentes, que transcendem cultura, tempo e sociedade, como a distribuição ou economia da Trindade (1Co 11.3) e o modo pelo qual Deus criou o homem (1Co 11.8-9) . Acresce ainda que Paulo defende o uso do em Corinto apelando para o costume das igrejas cristãs em geral (1Co 11.16), o que indica que o uso do véu não era prática restrita apenas à cidade de Corinto, mas de todas as igrejas cristãs espalhadas pelo mundo grego”.[4]

Em nossa análise da questão do uso do véu, aceitamos quase que plenamente a esmerada exegese de Lopes, apenas diferindo de sua conclusão de que a expressão cultural dos princípios subjacentes não é permanente. Acreditamos, por razões que mais à frente explicitaremos, que o uso do véu é para nossos dias. Uma razão simples que motiva nossa convicção é a observação de que Paulo faz menção à necessidade do uso do véu devido à presença dos anjos nas reuniões da igreja. Ora, se os anjos ainda hoje freqüentam regularmente as reuniões da igreja, pois esse não foi um privilégio apenas das igrejas do primeiro século (Hb 1.14), então, enquanto houver anjos assistindo as reuniões da igreja, cremos que o véu das mulheres deverá ser mantido.

Pois bem, depois de concluir que a defesa do uso véu saiu da lavra apostólica, de modo claro e indubitável, uma questão se impõe: Pela maneira como ensinou o apóstolo, o uso do véu quando da adoração seria uma obrigatoriedade para as mulheres cristãs até os nossos dias, então por que a igreja evangélica reluta em obedecer a essa doutrina? A igreja evangélica de nossos dias não está se comportando exatamente como a igreja de Corinto, de modo a levar avante a mesma atitude de rebelião contra a autoridade apostólica que prevalecia no seio daquela igreja até à época em que Deus usou o apóstolo para corrigir essa situação?

Infelizmente temos de admitir que esta é a situação vigente na maior parte do evangelicalismo contemporâneo. São raras as igrejas evangélicas que encaram as determinações de Deus através do apóstolo Paulo realmente como determinações divinas. Hoje, a maior parte das mulheres evangélicas não adora a Deus durante o culto coberta com véu. E isto não decorre, como demonstrei em meu outro artigo sobre este assunto (O uso do véu – reinterpretando 1Co 11.2-16)[5], de qualquer possibilidade interpretativa honesta. A menos que sejamos infiéis em nossa interpretação das Escrituras é que podemos deduzir que Paulo ensinou outra coisa diferente, conforme qualquer leitor poderá concluir através da simples leitura de 1 Co 11.2-16, ou, se preferir, com a ajuda da abordagem lúcida e sucinta do meu artigo anterior, ou do livro citado na nota 5, nos quais recorri a muitos excelentes intérpretes para não falar sozinho.

Às vezes fico pensando o que seria de nós se não tivéssemos em mãos a Palavra de Deus, e se esta Palavra não possuísse esses registros sagrados acerca da Igreja em Corinto. Essa igreja, aliás, como retratada nas duas epístolas de Paulo endereçadas a ela, é a chave para entendermos grande parte dos problemas que ocorrem hoje em dia na igreja evangélica. Do divisionismo ao feminismo, do intelectualismo árido à pseudo-espiritualidade, do liberalismo esquálido ao fundamentalismo infecundo, passando pelo legalismo causticante e pela hedionda carnalidade exacerbada, enfim, todas as nuanças de problemas que o evangelicalismo contemporâneo enfrenta podem ser identificadas, mesmo que embrionariamente, na Igreja de Corinto. Contudo, o que a grande maioria de nós, evangélicos, precisa reconhecer é que os problemas tratados ali naquela igreja incipiente não são para ser repetidos, mas para que nós fiquemos com a solução provida por Deus através da autoridade apostólica. Lamentavelmente, a despeito de todas as instruções de que dispomos, emulamos prazerosamente o modo coríntio de ser igreja, como se aquela vivência deformada de igreja com suas caricaturas de espiritualidade fosse o nosso paradigma! Estamos aí, após tantos séculos, aplaudindo e justificando nossas divisões com artifícios hermenêuticos e exegéticos que corariam e, por certo, irritariam os apóstolos, caso eles pudessem se pronunciar, uma vez que atribuímos a eles a causa do perfil fragmentado e multifacetado da igreja evangélica contemporânea, quando afirmamos que eles disseram que é assim mesmo que se manifesta a “multiforme graça de Deus”! Salvo um lapso de memória, o divisionismo que vemos hoje na igreja evangélica pode ser justificado, por exemplo, à luz do ensino do apóstolo Paulo em 1Co 1.10-13?

Contudo, deixemos essa questão do divisionismo de lado, por enquanto, e aduzamos apenas três diretrizes hermenêuticas bíblicas que nos permitirão consolidar nossa inequívoca conclusão de que o véu para a adoração das servas de Deus é uma questão contemporânea, se é que admitimos que a Bíblia é a Palavra de Deus inspirada, autoritativa e normativa.

Em nosso artigo anterior, vimos que a primeira razão para esta conclusão é que consistiria em uma violação do princípio bíblico da autoridade da Escritura afirmar que os apóstolos ministraram muitos ensinos condicionados pela cultura de seu tempo e que não podemos fazer uma transposição de muitas partes do Novo Testamento para os nossos dias. Mostramos que afirmar a presença de “dependência da cultura” nos ensinamentos apostólicos significa negar as doutrinas da inspiração e autoridade da Escritura, ao mesmo tempo em que nos lança em um verdadeiro subjetivismo, para estabelecer o que é ou não é condicionado culturalmente e, assim, roubando-nos todos os critérios objetivos. Este é um dos grandes males que o MHC (Método Histórico-Crítico) trouxe para a vida da Igreja: roubou a autoridade da Bíblia e investiu os intérpretes de autoridade para dizer o que nela está certo ou errado, o que é aplicável ou não contemporaneamente. Dissemos, portanto, que, efetivamente, tal procedimento não deixa de parecer com um tipo de gnosticismo[6] pós-moderno ou é uma outra forma moderna ou pós-moderna de fazer crítica da Bíblia para sancionar o querer do intérprete! Realmente, na maioria das vezes, o próprio intérprete é que está condicionado pelo legado tradicional mantido por sua denominação. Infelizmente, quando o intérprete tem de escolher entre o claro ensino da Escritura e sua tradição denominacional, por uma questão de conveniência, ele prefere ficar com sua tradição. Caímos, quando assim procedemos, na mesma condenação dos escribas e fariseus dos tempos de Jesus: invalidamos a Palavra de Deus pela nossa tradição! Peço ao leitor que leia Mt 15.1-6 com atenção e reanalise a situação da igreja evangélica contemporânea à luz desse texto. É de bom alvitre ressaltar aqui que há uma tradição no NT divinamente estabelecida e que ninguém, em tempo algum, tem autoridade de abolir, a menos que seja uma vítima do MHC e se julgue com esse direito. Diz o apóstolo Paulo em 2Ts 2.15: “Então, irmãos, estai firmes e retende as tradições que vos foram ensinadas, seja por palavra, seja por epístola nossa”.

A segunda razão que precisamos considerar para admitirmos a permanência do véu das mulheres na igreja hoje é de caráter semiológico, ou seja, diz respeito à maneira como lidamos com os símbolos estabelecidos por Deus para a igreja. Assim, quando encontramos, por exemplo, na nota de rodapé da Bíblia de Estudo Pentecostal acerca desta passagem, v. 6, a assertiva seguinte: “o princípio subjacente ao uso do véu deve permanecer, enquanto que o símbolo não”, temos de escolher entre o ensino apostólico e uma tradição interpretativa que se choca com esse ensino. Pois, abolir o uso do véu arbitrariamente por ser apenas um símbolo no NT e tentar abstrair um princípio subjacente é dicotomizar injustificavelmente o símbolo e a realidade simbolizada, passando por cima do claro ensino do apóstolo, cuja intencionalidade comunicativa claramente exposta em seu texto jamais sancionaria tal procedimento. De fato, isto demonstra, também, um procedimento semiológico dúbio, infundado e até perigoso. Por que? Porque estabelece a autoridade do intérprete em decidir o que deve e o que não deve permanecer na Palavra de Deus, quanto à questão dos símbolos. Então, se eu sou a autoridade nessas questões, a Bíblia deixa de ser a autoridade; quer dizer, o intérprete se coloca em posição acima da do apóstolo, que ordena explicitamente: Que ponha o véu!

Deste modo, se eu posso decidir ficar com alguns símbolos que julgo necessários e abolir outros que julgo supérfluos, este procedimento semiológico abre espaço para eu ter de calar-me quando alguém extrapolar nessa linha de ação, alegando que o que realmente importa é a realidade simbolizada e abaixo qualquer tipo de símbolo! Assim, se surgir um novidadeiro teológico, vítima do MHC (consciente ou inconsciente), que adotou esta posição extremada e julga que não são mais necessários o batismo, a santa ceia, o lava-pés, o ósculo santo, e outro símbolo do NT, por serem apenas símbolos, que autoridade eu terei para discordar dele, tendo em vista que eu também procedi da mesma maneira e aboli os símbolos que julguei inconvenientes e mantive outros que quis, e ele da mesma maneira? Bem, então, a questão se complica, pois se os homens são as autoridades, cada um fará o que quiser neste campo semiológico e ninguém tem direito de reclamar. Sem contar que, nesta linha de ação, tal novidadeiro teológico estaria seguindo na mesma direção que seguiu Rudolph Bultmann até que se afundou nas areias movediças de seu desassisado projeto de demitologização do evangelho em Neues Testament und Mythologie, (1964), (O Novo Testamento e Mitologia)[7]. Tudo tem um início. Os gases hermenêuticos bultimannianos, mefíticos e letais, ainda estão asfixiando muitos intérpretes até os nossos dias, desde a academia evangélica até aos púlpitos. Digo com pesar que, através de muitos simuladores de alter-ego ( pois uma boa parte dos seguidores de Bultmann possui apenas fração ínfima de sua vastíssima erudição), Bultmann, depois de morto, infelizmente ainda fala! Por ser diácono, foi cunhado o provérbio em sua memória: “Resisti ao diácono e ele fugirá de vós”. A referência óbvia aqui é a Rudolph Bultmann.

Contudo, as coisas não devem ser assim. Neste caso especifico dos símbolos do NT, é melhor que ouçamos Ferdinand de Saussure, o grande lingüista, que postulava que o significante é indissociável do significado, como os dois lados de uma moeda, e mantenhamos os símbolos que nos foram legados no NT, embora saibamos que o que importa mesmo é a realidade simbolizada. Então, diz o apóstolo, no caso das mulheres: Que ponha o véu!

Por fim, a terceira razão que nos leva a concluir em favor da contemporaneidade do uso do véu pelas mulheres na igreja de Cristo é que se torna dispensável dizer que o véu era, de fato, um costume social nos dias do NT e não foi uma criação da igreja. Por estarem inseridas dentro daquele contexto social específico, as mulheres das igrejas do NT não poderiam deixar de usar o véu. Se esse costume se constituísse apenas em uma mera imposição cultural, nada haveria nele que justificasse sua permanência na igreja pelos séculos afora. Basta observarmos, por exemplo, que a escravatura – uma prática cultural não abolida definitivamente pela igreja do NT, mas cuja natureza foi tão profundamente abalada pelos conceitos de igualdade dos membros do corpo de Cristo e de dignidade da pessoa humana ensinados pelo evangelho –, que acabou por ruir quase que totalmente séculos depois. Nada justificaria hoje termos escravos só porque alguns irmãos da igreja primitiva tinham escravos e não foram reprovados por tê-los, ainda que eles tenham recebido novas instruções sobre como tratar os irmãos escravos com toda a cordialidade que é pertinente em Cristo.

De fato, o que não podemos olvidar ou deixar de perceber é que o apóstolo Paulo, ao tratar da questão do uso do véu, em nenhum momento o faz com base em costumes sociais, porém, como o Dr. Charles Ryrie asseverou com toda a lucidez na Bíblia Anotada, nas notas sobre esta passagem de 1Co 11.2-16, p. 1446: “As mulheres deveriam trazer sua cabeça coberta, ou usar um véu nas reuniões da Igreja, e os homens deveriam ter a cabeça descoberta. As razões de Paulo eram baseadas em teologia (hierarquia na criação, v. 3), na ordem na criação (vv. 7-9), e na presença de anjos nas reuniões da igreja (v. 10). Nenhuma destas razões estava baseada em costumes sociais da época”. Deste modo, percebemos que o apóstolo Paulo procedeu a uma total ressemantização desse costume cultural, quer dizer, por revelação divina o apóstolo confere ao véu das mulheres uma significação completamente nova e ele imprime nele traços jamais divisados anteriormente por nenhum outro escritor, profano ou sagrado, de tal modo que ocorre o esvaziamento de quaisquer traços culturais, locais e temporais anteriores, a ponto de ocorrer uma ruptura semântica definitiva com quase tudo quanto o mesmo viesse a significar antes, e um revestimento de novos traços, com os quais ele entra no cânon sagrado. É óbvio que, olhando pela perspectiva da Teologia Bíblica, tal fato se justifica por estar em consonância com o caráter progressivo da história da revelação divina e pela seletividade divinamente orientada do que deveria constar do cânon sagrado. Assim, o Apóstolo dos Gentios vai muito além de si próprio, nas mãos do Espírito Santo, quando reanalisa a questão do véu, de forma a refundamentá-la em bases bíblico-teológicas completamente surpreendentes, apelando para o bom senso e, inusitadamente, atrelando-a, no clímax de seus argumentos, à presença dos anjos nas reuniões da igreja. É relevante destacarmos que, a partir dessas reanálises e refundamentações, quando o apóstolo Paulo revisita a questão do véu por inspiração divina e o ressemantiza do modo como lemos no texto em apreço, esvaem-se todos os argumentos a favor da pressuposição de que haja no NT doutrinas oriundas de condicionamentos culturais, locais e temporais. Por conseguinte, o véu das mulheres de 1 Co 11:2-16, embora fosse antes apenas um costume da época e da cultura dos tempos do NT, após revisitação, reanálise e refundamentação bíblico-teológica ou, em outras palavras, após sua ressemantização divina na instrumentalidade do apóstolo Paulo, passa a possuir um mais amplo sentido e a incorporar traços distintivos divinamente revelados, no momento e no lugar exatos da história da revelação, que o tornam supratópico, supracultural e supratemporal.[8] Somente a parussia (segunda vinda de Cristo) eliminará a necessidade do uso do véu por parte das mulheres cristãs quando da adoração, quando oram ou profetizam.

Assim, leitor, eu creio que essas três razões bem explicitam o que nos propusemos demonstrar e nos permitem enfatizar o ensino do apóstolo Paulo, sem hesitação: Que ponha o véu!

[1] HOFFMANN, Paul. A herança de Jesus e o poder na Igreja – Reflexão sobre o Novo Testamento. São Paulo: Paulus, 1998, p. 86.

[2] LOPES, Augustus Nicodemus. O culto espiritual: Um estudo em 1 Coríntios sobre questões atuais e diretrizes bíblicas para o culto cristão. São Paulo: Editora Cultura Cristã, 1999, p.70.

[3] LOPES, op. cit., p. 71.

[4] LOPES, op. cit., p. 71-2.

[5] Leia também FERREIRA, Fabiano Antonio. Que ponha o véu: A verdadeira interpretação de 1Coríntios 11.1-16 à luz do texto original grego e do verdadeiro transfundo histórico. Rio de Janeiro: Kirios Editora, 2000. O artigo citado está quase na íntegra na segunda parte deste livro.

[6] VIEIRA, Samuel. O império gnóstico contra-ataca: A emergência do neognostcismo no protestantismo brasileiro. São Paulo: Editora Cultura Cristã, 1999. Até agora, este é o mais completo livro sobre o gnosticismo em língua portuguesa e aborda questões relacionadas a um alomorfe gnóstico identificado no protestantismo brasileiro. Para um estudo do gnosticismo relacionado à psicologia junguiana e à cultura contemporânea, leia também a obra organizada por SEGAL, Robert A. The allure of Gnosticism: The Gnostic Experience in Jungian Psychology and Contemporary Culture. Illinois: Open Court, 1997. Já estão disponíveis em português As escrituras gnósticas: Nova tradução com anotações e introduções de Bentley Layton. São Paulo: Edições Loyola, 2002. Trata-se de uma excelente tradução para o português de Margarida Oliva da obra original em inglês The Gnostic Scriptures.

[7] BULTMANN, Rudolph. Jesus Cristo e Mitologia. São Paulo: Novo Século, 2000. Antes de ler este livro eu o aconselho a ler uma resenha crítica escrita pelo Dr. Augustus Nicodemus Lopes, na revista Fides Reformata, V.2, julho-dezembro 2000, pp. 161-164.

[8] A ressemantização por reanálise bíblico-teológica significa que todos os elementos simbólicos que entraram no NT vieram despidos de quaisquer condicionamentos culturais, locais ou temporais. Os símbolos sagrados do NT originaram-se da ressemantização (atribuição de novo significado) de elementos culturais originários da cultura vigente no NT, mediante inspiração do Espírito Santo, de maneira que esses elementos passam a ter aplicação a todos os contextos culturais em todas as épocas antes da parussia. Essas ressemantizações imprimiram novos traços a esses elementos simbólicos, por reanálise bíblico-teológica. Esses novos traços, por advirem de revelação do Espírito Santo, imprimem nesses símbolos culturais e não-culturais que entraram no cânon um caráter supratópico (independente de lugar), supracultural (independente de cultura) e supratemporal (independente de época). Assim, como esses símbolos não entram no cânon como resultado de condicionamento cultural (que é incompatível com os conceitos de inspiração e autoridade plenas do cânon sagrado) ou simplesmente por uma reflexão missiológica com vistas à contextualização e sem o selo autoritativo da inspiração, o que não os tornariam revestidos de autoridade inquestionável, eles assumem por divina imposição traços supratópicos, supraculturais e supratemporais. Daí, portanto, como pressupõem as doutrinas da inspiração, da autoridade e da progressividade da revelação, o que entrou no cânon do NT tem vigência irrevogável até a parussia (segunda vinda de Cristo). Na verdade, o processo de ressemantização por reanálise bíblico-teológica constitui o argumento mais forte a favor da permanência dos símbolos da ceia do Senhor com pão ázimo e vinho, do batismo por imersão em rio, do lava-pés, da saudação com ósculo santo, do uso do véu pelas irmãs, etc., servindo de suporte à sua manutenção na prática da igreja em qualquer lugar, época e cultura em que se insira.

FONTE: http://www.opimobrart.org/915.html

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Leia também: "Denominações em que a mulher cobre a cabeça"
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