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quarta-feira, 31 de agosto de 2011
Dicionário da Igreja Primitiva
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quinta-feira, 25 de agosto de 2011
MATERIALISMO
O Senhor Deus dos exércitos vos convidou naquele dia para chorar e prantear, para rapar a cabeça e cingir o cilício; mas eis aqui gozo e alegria; matam-se bois, degolam-se ovelhas, come-se carne, bebe-se vinho, e se diz: Comamos e bebamos, porque amanhã morreremos. Mas o Senhor dos exércitos revelou-se aos meus ouvidos, dizendo: Certamente esta maldade não se vos perdoará até que morrais, diz o Senhor Deus dos exércitos. Isaías 22:12-14.
Ninguém pode servir a dois senhores; porque ou há de odiar a um e amar o outro, ou há de dedicar-se a um e desprezar o outro. Não podeis servir a Deus e às riquezas. Mateus 6:24.
Tendo, porém, alimento e vestuário, estaremos com isso contentes. Mas os que querem tornar-se ricos caem em tentação e em laço, e em muitas concupiscências loucas e nocivas, as quais submergem os homens na ruína e na perdição. Porque o amor ao dinheiro é raiz de todos os males; e nessa cobiça alguns se desviaram da fé, e se traspassaram a si mesmos com muitas dores. 1 Timóteo 6:8-10.
Seja a vossa vida isenta de ganância, contentando-vos com o que tendes; porque ele mesmo disse: Não te deixarei, nem te desampararei. Hebreus 13:5.
Não concedam ao mundo a um que deseja ser de Deus, nem lhe seduzam com coisas materiais. Permitam-me receber a luz pura. Quando chegue ali, então serei um homem. Ponham-se de meu lado, isto é, do lado de Deus. Não falem de Jesus Cristo e apesar disso desejem o mundo… Meus desejos pessoais foram crucificados, e não há fogo de anseio material algum em mim, senão só água viva que fala dentro de mim, dizendo-me: Vêem ao Pai. Não tenho deleite no alimento da corrupção ou nos deleites desta vida. Ignácio (105 d.C.)
Antes de tudo, o desejo da esposa ou marido de outro, e riquezas, e de muitos luxos desnecessários, e de bebidas e outros excessos, muitos e néscios. Porque todo luxo é néscio e vão para os servos de Deus. Estes desejos, pois, são maus, e causam a morte aos servos de Deus. Porque este mau desejo é um filho doo diabo. Hermas (150 d.C.)
(Dirigido aos cristãos) Por que adquirem campos aqui, e fazem custosos preparativos, e acumulam edifícios e habitações desnecessários? Por tanto, o que prepara estas coisas para esta cidade (o mundo) não tem intenção de regressar a sua própria cidade (o céu). ¡Oh homem néscio, de ânimo indeciso e desgraçado!, não vês que todas estas coisas são estranhas, e estão sob o poder de outro?... Por amor a teus campos e ao resto de tuas posses repudiarás tua lei e andarás conforme à desta cidade? Vigia, pois; como residente numa terra estranha não prepares mais para ti, como não seja o estritamente necessário e suficiente, e está preparado para que, quando o senhor desta cidade deseje jogar-te por tua oposição a sua lei, possas partir desta cidade e ir a tua própria cidade, e usar tua própria lei prazenteiramente, livre de toda ofensa. Hermas (150 d.C.)
Agora nos consagramos ao Deus bom e ingênito; os que amávamos acima de todo o dinheiro e o benefício de nossos bens, agora, ainda o que temos o pomos em comum, e disso damos parte a tudo o que está precisado. Justino Mártir (160 d.C.)
Cristo não nos relatou simplesmente a parábola do homem pobre e o rico. Ele nos ensinou que ninguém deve levar uma vida luxuosa. Ninguém deve viver nos prazeres deste mundo e banquetes sem fim. Ninguém deve ser escravo de seus desejos e esquecer a Deus. Irineu (180 d.C.)
Não temos nação alguma na terra. Por tanto, podemos desprezar as posses do mundos. Clemente de Alexandria (195 d.C.)
Não é humano nem equitativo dizer palavras como estas: “Está em minha mão e me sobra Por que não desfrutar?” Em mudança, é mais conforme ao amor: “Está a minha disposição, Por que não o repartir entre os povres?” Clemente de Alexandria (195 d.C.)
Com toda clareza, o Senhor no evangelho, chama néscio ao rico que guardava em seus celeiros e que se dizia a si mesmo: “Tens muitos bens guardados para muitos anos; come, bebe, date à boa vida,” mas aquela mesma noite lhe pediram o alma; e o que tinha disposto, de quem será? Clemente de Alexandria (195 d.C.)
Uma vida de luxo entregada aos prazeres é para os homens um terrível naufrágio. Efetivamente, esta vida prazenteira e mesquinha que muitos levam é alheia ao verdadeiro amor à beleza e aos nobres prazeres. Clemente de Alexandria (195 d.C.)
A avareza não só consiste na concupiscência do alheio. Ainda o que nos parece ser nosso é em realidade alheio, já que nada é nosso, senão que todas as coisas são de Deus a quem pertencem ainda nossas pessoas. Se por ter sofrido alguma perda caímos em impaciência, doendo-nos de ter perdido o que em realidade não é nosso, mostramos com isso que não estamos livres ainda da avareza. Amamos o alheio, quando suportamos dificilmente a perda do alheio. Quem se deixa levar da impaciência, antepondo os bens terrenos aos celestiais, peca diretamente contra Deus, pois aniquila o espírito que recebeu de Deus entregando-se aos bens deste século. Tertuliano (197 d.C.)
Os pagãos ceiam como se tivessem de morrer amanhã, e edificam como se nunca tivessem de morrer. Tertuliano (197 d.C.)
Dizem que muitos de nós (os cristãos) somos pobres, o qual não é desgraça, senão glória. Da maneira que nossa mente se debilita pela riqueza, também se fortalece pela pobreza. Mas, quem é pobre se nada deseja?, se não cobiça o que têm outros?, se é rico para com Deus? Ao invés, o pobre é aquele que deseja mais, ainda que tenha muito. Minucio Félix (200 d.C.)
As palavras o evangelho, ainda que provavelmente contêm um significado mais profundo, podem ser entendidas em seu significado mais simples e óbvio, as quais nos ensinam a não nos turvar com ansiedades pelo alimento e a roupa. Mais bem, enquanto vivemos com singeleza e tentando só o que é necessário, devemos pôr nossa confiança na providência de Deus. Orígenes (248 d.C.)
Na seguinte citação, Cipriano descreve o materialismo que começou a contaminar a igreja no ano 250.
Na seguinte citação, Cipriano descreve o materialismo que começou a contaminar a igreja no ano 250.
Cada um se preocupava de aumentar sua fazenda, e esquecendo-se de sua fé e do que antes se costumava praticar em tempo dos Apostolos e que sempre deveriam seguir praticando, entregavam-se com cobiça insaciável e abrasadora a aumentar suas posses. Nos bispos já não tinha religiosa piedade, não tinha aquela fé íntegra no desempenho de seu ministério, aquelas obras de misericórdia, aquela disciplina nos costumes. Os homens se corrompiam cuidando de sua barba, as mulheres preocupadas por sua beleza e suas maquiagens: adulterava-se a forma dos olhos, obra das mãos de Deus; os cabelos se tingiam com cores falsas. Cipriano (250 d.C.)
A única tranqüilidade verdadeira e de confiança, a única segurança que vale, que é firme e nunca muda, é esta: que o homem se retire das distrações deste mundo, que se assegure sobre a rocha firme da salvação, e que levante seus olhos da terra ao céu… O que é em verdade maior do que o mundo nada deseja, nada almeja deste mundo. Quão seguro, quão imóvel é aquela segurança, quão celestial a proteção de suas bênçãos sem fim, ser livre das armadilhas deste mundo enganador, ser limpo da lixo da terra e preparado para a luz da imortalidade eterna. Cipriano (250 d.C.) o diabo, tendo inventado as religiões falsas, volta aos homens do caminho ao céu e os guia para o caminho da destruição. Este caminho parece plano e espaçoso, cheio dos deleites das flores e os frutos. o diabo coloca todas estas coisas no caminho, as coisas estimadas como boas neste mundo: a riqueza, a honra, a diversão, o prazer, e todas as demais seduções. Mas escondidos entre estas coisas vemos também a injustiça, a crueldade, o orgulho, a lascívia, as contenções, a ignorância, as mentiras, a necedade e outros vícios. O fim deste caminho é o seguinte: Quando tenham avançado tanto que não podem voltar, o caminho se desaparece junto com todos seus deleites. Isto sucede sem advertência de maneira que ninguém pode prever o engano do caminho antes de cair no abismo. Lactâncio (304-313 d.C.)
Por contraste, o caminho ao céu parece muito dificultoso e montanhoso, cheio de espinhos e talher de pedras dentadas. Por isso, todos os que andam nele têm que usar muito cuidado para guardar-se de não cair. Neste caminho Deus colocou a justiça, a abnegação, a paciência, a fé, a pureza, o domínio próprio, a paz, o conhecimento, a verdade, a sabedoria, e outras virtudes mais. Mas estas virtudes vão acompanhadas da pobreza, a humildade, os trabalhos, os sofrimentos e muitas penas e provas. Porque o que tem uma esperança para o porvir, o que escolheu as coisas melhores, será privado dos bens do mundos. Por levar ele pouco equipe e estar livre das distrações, ele pode vencer as dificuldades no caminho. Porque é impossível que o rico encontre este caminho, ou que persevere nele, já que se rodeou das ostentações reais, ou se carregou das riquezas. Lactâncio (304-313 d.C.)
MODESTIA
Quero, do mesmo modo, que as mulheres se ataviem com traje decoroso, com Modestia e sobriedade, não com tranças, ou com ouro, ou pérolas, ou vestidos custosos. 1 Timóteo 2:9.
O vosso adorno não seja o enfeite exterior, como as tranças dos cabelos, o uso de Joias de ouro, ou o luxo dos vestidos. 1 Pedro 3:3.
Por conseguinte, na confecção de vestidos devemos recusar toda extravagância e evitar também toda falta de moderação em seu uso. Por exemplo, não está bem levar o vestido acima dos joelhos, como, segundo dizem, levam-no as moças de Esparta. Pois não é decoroso que a mulher descubra determinadas partes de seu corpo. Clemente de Alexandria (195 d.C.)
Que as mulheres sejam bem vestidas com roupa por fora e Modestia por dentro. Clemente de Alexandria (195 d.C.)
Bem como tomamos medidas para cuidar-nos de Atos vergonhosos, também devemos cuidar-nos de não exibir partes do corpo indevidamente. E por outro lado, cuidar-nos de não olhar algo indevido. Clemente de Alexandria (195 d.C.)
Sob nenhum conceito deve permitir-se às mulheres descobrir ou mostrar parte alguma de seu corpo, a fim de que nem uns nem outros se percam; os homens por ver-se excitados a olhar, e as mulheres por atrair-se sobre elas as miradas dos homens. Clemente de Alexandria (195 d.C.)
Não devem fazer como algumas. Porque algumas mulheres imitam aos atores de comédias. Praticam os movimentos dos dançantes, conduzindo-se como se estivessem no teatro. É que elas estão com passos longos e movimentos lascivos e com uma voz pretensiosa jogam miradas indecentes. Clemente de Alexandria (195 d.C.)
Admiro a cidade antiga dos espartanos: só permitia às prostitutas levar vestidos bordados e um tempero de ouro; e proibiu às mulheres honestas ir por trás de tais enfeites, pelo fato de que só se permitia enfeitar-se às que se prostituíam. Clemente de Alexandria (195 d.C.)
Devemos abster-nos forçadamente de ouvir e ver coisas obscenas, e, mais ainda, de realizar atos obscenos, como mostrar e despir desnecessariamente certas partes do corpo; ou olhar as partes mais intimas. Clemente de Alexandria (195 d.C.)
A maioria das mulheres… têm a audácia para andar como se a Modestia fora somente evitar a fornicação… Têm em seus passos a aparência de mulheres das nações onde a Modestia não existe. Em poucas palavras, Quantas mulheres há que não desejam ser vistas pelos homens e por esta razão se pintam? E ainda assim negam ser objeto de um desejo carnal. Tertuliano (198 d.C.)
Devemos pintar-nos para que nosso próximo se perca? Que passo com o mandamento, “Amarás a teu próximo como a ti mesmo”? Tertuliano (198 d.C.)
Que das virgems que freqüentam os banhos indecentes, as que desgraçadamente olham a homens nus e do mesmo modo são vistas nuas por eles? Não são elas as que provocam à tentação e ao vício? Tu que coincides aos banhos. Estes lugares onde freqüentam são mais sujos do que o teatro. Ali não existe a modéstia. A honra e a Modestia do corpo se deixam a um lado, igual que a roupa que cobre. A virgindade se exibe para ser assinalada e manuseada. ¡Agora, então, considera, quando estás vestida, se és modesta adiante dos homens, depois que o descaro de tua nudez te conduziu à imodéstia! Cipriano (250 d.C.)
Mas o autocontrole e a Modestia não consiste só na pureza da carne, senão também na aparência e Modestia do vestido e os enfeites. Cipriano (250 d.C.)
ASTROLOGIA E MAGIA
Assim diz o Senhor: Não aprendais o caminho das nações, nem vos espanteis com os sinais do céu; porque deles se espantam as nações. Jeremias 10:2.
Os que recorríamos à artes mágicas nos consagramos ao Deus bom. Justino Mártir (160 d.C.)
(Os demônios) lutam para convertê-los em escravos e ministros seus, e bem por visões em sonhos, ou bem por mágicos encantos, conquistam a todos aqueles que não se preocupam de sua salvação. Justino Mártir (160 d.C.)
Os egípcios foram os primeiros em introduzir a astrologia entre os homens. Da mesma maneira, os caldeus o praticaram. Clemente de Alexandria (195 d.C.)
Em realidade vocês são homens errantes, com astrologia de charlatões, que não é astronomia, senão palavreado sobre as estrelas. Clemente de Alexandria (195 d.C.)
A mais disto os magos, com a potestade do demônio invocada e assistente, fazem que apareçam fantasmas, que as almas dos defuntos respondam, que os meninos falem e adivinhem; se com os círculos enganam os olhos com tal aparência, sonhando representam prodígios; se fazem que falem as cabras e que adivinhem as mesas; se isto faz o demônio por negociação de um mago, que fará por seu interesse fazendo com toda sua vontade e sua força? Tertuliano (197 d.C.)
Desta mesma qualidade são os serviços que fazem ao César os que conferem aos astrólogos, aos adivinhos, aos agoreros e aos magos sobre sua vida e Saude. Estas artes as inventaram os anjos apóstatas, e Deus as tem proibidas; por isso não se valem delas os cristãos, nem ainda para seus próprios assuntos. Tertuliano (197 d.C.)
Aqueles anjos que inventaram as Joias e outras coisas são assinalados sob condenação ao castigo da morte. São os mesmos anjos que se precipitaram desde o céu sobre as filhas dos homens… Eles deram a conhecer as técnicas da metalurgia, ensinaram as propriedades naturais das ervas, divulgaram o poder dos encantos, puseram ao descoberto toda curiosidade, inclusive a interpretação das estrelas. Tertuliano (198 d.C.)
Eu estabeleço esta proposição: Aqueles anjos, os desertores de Deus, os amantes de mulheres, também foram os descobridores desta arte curiosa (a astrologia). E devido a isso, foram também condenados por Deus… Pois nós sabemos do mútuo vínculo entre a magia e a astrologia. Tertuliano (200 d.C.)
Assim mesmo, os magos não só conhecem aos demônios, senão que inclusive por meio deles fazem todos os prodígios com os que se divertem; sob sua inspiração e influxo realizam seus imposturas de fazer que apareça o que não é e que desapareça o que é. Hostanes, o primeiro desses magos… proclamou que os Demonios são seres do mundos, errantes e inimigos do gênero humano. Marco Minucio Félix (200 d.C.)
Fazer o bem e o mau está em nosso próprio poder. Não está determinado pelas estrelas. Metodio (290 d.C.)
PROSPERIDADE E POBREZA
Quando Jesus ouviu isso, disse-lhe: Ainda te falta uma coisa; vende tudo quanto tens e reparte-o pelos pobres, e terás um tesouro no céu; e vem, segue-me. Lucas 18:22.
Porque a felicidade não consiste em domar se do próximo, nem em desejar ter mais do que o débil, nem em possuir riqueza e usar força sobre os inferiores; nem pode ninguém imitar a Deus fazendo estas coisas; sim, estas coisas se acham fora de sua majestade. Epístola a Diogneto (125-200 d.C.)
Mas o amor ao dinheiro é o começo de todos os males. Sabendo, pois, que não trouxemos nada a este mundo nem também não nos levaremos nada dele, andamos com a armadura da justiça, e ensinemo-nos primeiro a andar no mandamento do Senhor. Policarpo (135 d.C.)
Não permitas também não que isto turve tua mente, ao ver que os ímpios possuem riquezas, e os servos de Deus sofrem. Tenhamos fé, irmãos e irmãs. Estamos militando nas filas de um Deus vivo; e recebemos treinamento na vida presente, para que possamos ser coroados na futura. Nenhum justo recolheu o fruto rapidamente, senão que esperou que lhe chegue. Porque se Deus tivesse dado a recompensa dos justos imediatamente, então nosso treinamento teria sido um pagamento constante e sonante, não um treinamento na piedade; porque não teríamos sido justos indo de trás do que é piedoso, senão dos ganhos. E por esta causa o Juizo divino atinge ao espírito que não é justo, e o enche de correntes. Segunda de Clemente (150 d.C.)
“Mas, quem são, senhora, as pedras brancas e redondas que não encaixaram no edifício (a igreja)?” Ela me contestou: “Até quando vais seguir sendo néscio e sem entendimento, e o perguntarás tudo, e não entenderás nada? Estes são os que têm fé, mas também têm as riquezas deste mundo. Quando vem a tribulação, negam a seu Senhor por razão de suas riquezas e seus negócios.” E eu contestei e lhe disse: “Quando serão, pois, úteis no edifício?” Ela me contestou: “Quando lhes sejam tiradas as riquezas que fazem enganar suas almas, então serão úteis a Deus. Porque tal como a pedra redonda, a não ser que seja cortada e perca alguma parte de si mesma, não pode ser quadrada, do mesmo modo os que são ricos neste mundo, a não ser que suas riquezas lhes sejam tiradas, não podem ser úteis ao Senhor.” Hermas (150 d.C.)
Olhem, pois, os que se alegram em sua riqueza, que os que estão em necessidade não gemam, e seu gemido se eleve ao Senhor, e vocês com seu [abundância de] coisas boas achem fechada a porta da torre (a igreja). Hermas (150 d.C.)
Os que nunca pesquisaram com respeito à verdade, nem inquirido com respeito à divindade, senão só creram, e se misturaram em negócios e riquezas e amigos pagãos e muitas outras coisas deste mundo; quantos se dedicam a estas coisas, não compreendem as parábolas de Deus; porque foram entenebrecidos por suas ações, e se corromperam e fato infrutuosos. Hermas (150 d.C.)
O rico tem muita riqueza mas nas coisas do Senhor é pobre, pois as riquezas lhe distraem e sua confissão e intercessão ao Senhor é muito escassa; e ainda que dá, é pouco e débil, e não tem poder de acima. Hermas (150 d.C.)
Estes são os que foram crentes, mas se fizeram ricos e tiveram renome entre os gentis. Revestiram-se de grande orgulho e se voltaram arrogantes, e abandonaram a verdade e não se juntaram com os justos, senão que viveram do tudo à moda dos gentis, e seu caminho lhes pareceu mais prazenteiro a eles. Hermas (150 d.C.)
E da terceira montanha, a que tem espinhos e espinheiros, os que creram são assim: alguns deles são ricos, e outros estão enlaçados em muitos assuntos de negócios. Os espinheiros são os ricos, os espinhos são os que estão misturados em vários assuntos de negócios. Estes [pois, que estão misturados em muitos e vários assuntos de negócios] não se juntam com os servos de Deus, senão que se discorriam, sendo afogados por seus assuntos; por sua vez, os ricos não estão dispostos a unir-se aos servos de Deus, não seja que se lhes possa pedir algo. Estes homens, pois, dificilmente entrarão no reino de Deus. Porque tal como é difícil andar entre espinhos com os pés descalços, também é difícil que estes homens entrem no reino de Deus. Hermas (150 d.C.)
Eu não desejo ser um rei. Não anseio ser rico… Não sou levado por um amor insaciável de ganhos [financeiras] para fazer-me à mar. Não compito por uma coroa… ¡Morram ao mundo, repudiando a loucura que há em ele! ¡Vivem para Deus! Taciano (160 d.C.)
(Escrito por um crítico pagão do cristianismo) Porque este mesmo Deus, segundo dizem, tinha prometido as mesmas coisas e ainda mais extraordinárias a seus fiéis em outro tempo (no Antigo Testamento). Agora vêem que serviços prestou aos judeus e a vocês mesmos (os cristãos). Aqueles, em vez do Império do mundo, nem sequer têm um lugar nem terreno próprio. E, quanto a vocês, se há ainda cristãos errantes e escondidos, tentam aplicar-lhes a pena capital. Celso (178 d.C.)
(Escrito por um crítico pagão do cristianismo) Uma última observação se impõe: supondo que Jesus, em conformidade com os profetas de Deus e dos judeus, fosse o filho de Deus, como é que o Deus dos judeus lhes ordenou, por meio de Moisés, que tentassem as riquezas e o poder… Por que os ameaça ele, se desobedeceram seus mandamentos, de tratá-los como inimigos declarados, enquanto o Filho, o Nazareno, formula preceitos completamente opostos: o rico não terá acesso até o Pai, nem o que ambiciona o poder, nem o que ama a sabedoria e a glória; não nos devemos inquietar com as necessidades de subsistência mais do que os corvos; é necessário preocupar-nos menos da vestimenta do que os lírios; se lhes dessem uma bofetada é preciso estar disposto a receber uma segunda? Quem mente então: Moisés ou Jesus? Será que o Pai, quando enviou ao Filho, esqueceu-se do que lhe tinha dito a Moisés? Terá mudado de opinião, renegado de suas próprias leis e encarregado a seu mensageiro o promulgar outras completamente contrárias? Celso (178 d.C.)
O que (Cristo) quer é que desterremos de nossa alma a primazia das riquezas, a desenfreada cobiça e febre delas, as solicitações, as espinhas da vida, que afogam a semente da verdadeira vida. Clemente de Alexandria (195 d.C.)
De não ter ninguém nada, que comunhão de bens poderia dar-se entre os homens? Como dar de comer ao faminto, de beber ao sedento, vestir ao nu, acolher ao desamparado, coisas pelas que, de não se fazer, ameaça o Senhor com o fogo eterno e as trevas exteriores, se cada um começasse por carecer de tudo isso? De sorte que o que há que destruir não são as riquezas, senão as desordenadas paixões do alma que não permitem fazer melhor uso delas. Deste modo, convertido o homem em bom e nobre, pode fazer das riquezas uso bom e generoso. Clemente de Alexandria (195 d.C.)
É monstruosidade que uma pessoa viva em luxo, enquanto outras vivem em necessidade. Clemente de Alexandria (195 d.C.)
Não temos nação alguma na terra. Por tanto, podemos desprezar as posses do mundos. Clemente de Alexandria (195 d.C.)
A riqueza pode, sem a ajuda de nada, corromper ao alma daqueles que a possuem e extraviá-los do caminho da salvação. Cristo descreveu a riqueza como “um peso do que devemos despojar-nos,” o qual devemos jogar de nós como uma doença perigosa e fatal. Clemente de Alexandria (195 d.C.)
Não deve empregar-se a riqueza para satisfazer nossos próprios prazeres, senão para compartilhá-la com os demais. Clemente de Alexandria (195 d.C.)
A melhor riqueza é a pobreza de desejo e o verdadeiro orgulho não consiste em jactar se das riquezas, senão em desprezá-las. Clemente de Alexandria (195 d.C.)
O homem bom, se é prudente e justo, guarda riquezas no céu. Este, vendendo os bens do mundos e repartindo-os aos povres, encontra um tesouro imperecível, “onde não existe nem ladrão.” Este homem realmente abençoado, por mais insignificante, enfermo e desprezível que pareça, possui, em verdade, o maior dos tesouros. Clemente de Alexandria (195 d.C.)
De maneira que não é rico o que tem dinheiro e o guarda, senão o que o reparte. Clemente de Alexandria (195 d.C.)
Nós que caminhamos para a verdade, devemos estar preparados… Não se provejam de juntas, nem de servidores, como o são os calçados de viagem dos ricos, que são demasiado pesados… As riquezas e os bens dos ricos são um ônus. Clemente de Alexandria (195 d.C.)
Se alguém se encontra turvado pela perda dos bens materiais, aconselhamos-lhe com múltiplos lugares da Sagrada Escritura a desprezar o século. Não pode encontrar-se melhor exortação ao desprendimento das riquezas do que o exemplo de Jesus Cristo, que não possuiu nenhum bem temporário. Sempre defendeu aos pobres e condenou aos ricos. Inspirando-nos o despego dos bens deste mundo, exorta-nos à paciência, demonstrando-nos que se desprezamos as riquezas não devemos apressar-nos de perdê-las. De jeito nenhum temos de cobiçá-las, pois o Senhor não esteve afeiçoado a elas, e se diminuem ou chegamos a perdê-las totalmente, temos de suportá-lo com paz. Tertuliano (197 d.C.)
AO menos aprendam de sua situação atual, gente miserável, que é o que em verdade lhes espera depois da morte. Em verdade, segundo vocês mesmos dizem, a maioria de vocês (os cristãos)… estão em necessidade, suportando frio e fome, e trabalhando em trabalhos esgotantes. Mas seu deus o permite. Ou ele não quer ajudar a seu povo, ou ele não pode ajudá-los. Por tanto, ou ele é deus débil, ou é injusto… ¡Fixem-se! Para vocês não há senão ameaças, castigos, torturas, e cruzes… Onde está seu deus que os promete ajudar depois de ressuscitar de entre os mortos? O nem sequer os ajuda agora e aqui. E os romanos, sem a ajuda do deus de vocês, não governam todo mundo, inclusive a vocês também, e não desfrutam os bens de todo mundo? Enquanto, vocês vivem em incerteza e ansiedades, abstendo-se ainda dos prazeres decentes. Marco Minucio Félix, citando a um pagão antagonista (200 d.C.)
Portanto, bem como quem percorre um caminho avança mais a gosto quanto mais ligeiro vai, do mesmo modo é mais feliz neste caminho da vida quem marcha aliviado pela pobreza e não pressionado sob o peso das riquezas. Ademais, se considerássemos úteis as riquezas, se as pediríamos a Deus, pois bem aquele a quem tudo lhe pertence, poderia conceder-nos bastante. Mas nós preferimos desprezar as riquezas que as abraçar, almejamos mais a inocência. Marco Minucio Félix (200 d.C.)
És rico? Não convém fiar-se da riqueza e, ademais, as muitas provisões não são uma ajuda para o breve caminho da vida, senão um ônus. Marco Minucio Félix (200 d.C.)
Os luxos e os gozes passageiros do mundo te arruinarão. Comodio (240 d.C.)
Um amor cego às posses enganou a muitos. Como poderão os ricos estar preparados ou dispostos a partir desta terra [na perseguição] quando suas riquezas os encadeiam aqui? . . . Por isso, o Senhor, o Maestro do bem, adverte-lhes de antemão (aos ricos), dizendo: ‘Se queres ser perfeito, anda, vende o que tens, e dá-o aos pobres, e terás tesouro no céu; e vêem e segue-me’. O que não tivesse nada neste mundo não seria vencido pelo mundo. Seguiria ao Senhor, sem correntes, livre, como fizeram os Apostolos... Mas como poderão seguir a Cristo quando a corrente da riqueza os estorva? … Eles crêem que possuem, mas em realidade são eles uma posse. Não são os senhores de sua riqueza, senão os escravos dela. Cipriano (250 d.C.)
Na seguinte citação Cipriano descreve o materialismo que começou a contaminar a igreja no ano 250.
Cada um se preocupava de aumentar sua fazenda, e esquecendo-se de sua fé e do que antes se costumava praticar em tempo dos Apostolos e que sempre deveriam seguir praticando, entregavam-se com cobiça insaciável e abrasadora a aumentar suas posses… Muitos bispos, que deviam ser exemplo e exortação para os demais, esqueciam-se de seu divino ministério, e se faziam ministros dos poderosos do século: abandonavam sua sede. Deixavam destituído a seu povo, percorrendo as províncias estrangeiras seguindo os mercados em procura de negócios lucrativos, com ânsia de possuir abundância de dinheiro enquanto os irmãos de suas igrejas padeciam fome; apoderavam-se de fazendas com fraudes e astúcias, e aumentavam seus interesses com crescida usura. Cipriano (250 d.C.)
O que deseja obter a Deus, a justiça e a luz, a vida eterna e todas aquelas coisas que Deus promete aos homens, terá que desprezar as riquezas, as honras, as ordens e o governo de si mesmo. Lactâncio (304-313 d.C.)
o diabo, tendo inventado as religiões falsas, volta aos homens do caminho ao céu e os guia no da destruição. Este caminho parece plano e espaçoso, cheio dos deleites das flores e os frutos.o diabo coloca todas estas coisas no caminho, as coisas estimadas como boas neste mundo: a riqueza, a honra, a diversão, o prazer, e todas as demais seduções. Mas escondidos entre estas coisas vemos também a injustiça, a crueldade, o orgulho, a lascívia, as contenções, a ignorância, as mentiras, a necedade e outros vícios. O fim deste caminho é o seguinte: Quando tenham avançado tanto que não possam voltar, o caminho se desaparece junto com todos seus deleites. Isto sucede sem advertência de maneira que ninguém pode prever o engano do caminho antes de cair no abismo...
Por contraste, o caminho ao céu parece muito dificultoso e montanhoso, cheio de espinhos e talher de pedras dentadas. Por isso, todos os que andam nele têm que usar muito cuidado para guardar-se de não cair. Neste caminho Deus colocou a justiça, a abnegação, a paciência, a fé, a pureza, o domínio próprio, a paz, o conhecimento, a verdade, a sabedoria, e outras virtudes mais. Mas estas virtudes vão acompanhadas da pobreza, a humildade, os trabalhos, os sofrimentos e muitas penas e provas. Porque o que tem uma esperança para o porvir, o que escolheu as coisas melhores, será privado dos bens do mundos. Por levar ele pouco equipe e estar livre das distrações, ele pode vencer as dificuldades no caminho. Porque é impossível que o rico encontre este caminho, ou que persevere nele, já que se rodeou das ostentações reais, ou se carregou das riquezas. Lactâncio (304-313 d.C.)
Não ajunteis para vós tesouros na terra; onde a traça e a ferrugem os consomem, e onde os ladrões minam e roubam; mas ajuntai para vós tesouros no céu, onde nem a traça nem a ferrugem os consumem, e onde os ladrões não minam nem roubam. Porque onde estiver o teu tesouro, aí estará também o teu coração. Mateus 6:19-21.
E o que foi semeado entre os espinhos, este é o que ouve a palavra; mas os cuidados deste mundo e a sedução das riquezas sufocam a palavra, e ela fica infrutífera. Mateus 13:22.
E disse ao povo: Acautelai-vos e guardai-vos de toda espécie de cobiça; porque a vida do homem não consiste na abundância das coisas que possui. Lucas 12:15.
Manda aos ricos deste mundo que não sejam altivos, nem ponham a sua esperança na incerteza das riquezas, mas em Deus, que nos concede abundantemente todas as coisas para delas gozarmos. 1 Timóteo 6:17.
Tinha-lhes sido concedida toda glória e prosperidade, e assim se cumpriu o que está escrito: Meu amado comeu e bebeu e prosperou e se encheu de peso e começou a dar patadas. Por ali entraram os ciúmes e a inveja, a discórdia e as divisões, a perseguição e o tumulto, a guerra e a cativeiro. Clemente de Roma (30-100 d.C.)Porque a felicidade não consiste em domar se do próximo, nem em desejar ter mais do que o débil, nem em possuir riqueza e usar força sobre os inferiores; nem pode ninguém imitar a Deus fazendo estas coisas; sim, estas coisas se acham fora de sua majestade. Epístola a Diogneto (125-200 d.C.)
Mas o amor ao dinheiro é o começo de todos os males. Sabendo, pois, que não trouxemos nada a este mundo nem também não nos levaremos nada dele, andamos com a armadura da justiça, e ensinemo-nos primeiro a andar no mandamento do Senhor. Policarpo (135 d.C.)
Não permitas também não que isto turve tua mente, ao ver que os ímpios possuem riquezas, e os servos de Deus sofrem. Tenhamos fé, irmãos e irmãs. Estamos militando nas filas de um Deus vivo; e recebemos treinamento na vida presente, para que possamos ser coroados na futura. Nenhum justo recolheu o fruto rapidamente, senão que esperou que lhe chegue. Porque se Deus tivesse dado a recompensa dos justos imediatamente, então nosso treinamento teria sido um pagamento constante e sonante, não um treinamento na piedade; porque não teríamos sido justos indo de trás do que é piedoso, senão dos ganhos. E por esta causa o Juizo divino atinge ao espírito que não é justo, e o enche de correntes. Segunda de Clemente (150 d.C.)
“Mas, quem são, senhora, as pedras brancas e redondas que não encaixaram no edifício (a igreja)?” Ela me contestou: “Até quando vais seguir sendo néscio e sem entendimento, e o perguntarás tudo, e não entenderás nada? Estes são os que têm fé, mas também têm as riquezas deste mundo. Quando vem a tribulação, negam a seu Senhor por razão de suas riquezas e seus negócios.” E eu contestei e lhe disse: “Quando serão, pois, úteis no edifício?” Ela me contestou: “Quando lhes sejam tiradas as riquezas que fazem enganar suas almas, então serão úteis a Deus. Porque tal como a pedra redonda, a não ser que seja cortada e perca alguma parte de si mesma, não pode ser quadrada, do mesmo modo os que são ricos neste mundo, a não ser que suas riquezas lhes sejam tiradas, não podem ser úteis ao Senhor.” Hermas (150 d.C.)
Olhem, pois, os que se alegram em sua riqueza, que os que estão em necessidade não gemam, e seu gemido se eleve ao Senhor, e vocês com seu [abundância de] coisas boas achem fechada a porta da torre (a igreja). Hermas (150 d.C.)
Os que nunca pesquisaram com respeito à verdade, nem inquirido com respeito à divindade, senão só creram, e se misturaram em negócios e riquezas e amigos pagãos e muitas outras coisas deste mundo; quantos se dedicam a estas coisas, não compreendem as parábolas de Deus; porque foram entenebrecidos por suas ações, e se corromperam e fato infrutuosos. Hermas (150 d.C.)
O rico tem muita riqueza mas nas coisas do Senhor é pobre, pois as riquezas lhe distraem e sua confissão e intercessão ao Senhor é muito escassa; e ainda que dá, é pouco e débil, e não tem poder de acima. Hermas (150 d.C.)
Estes são os que foram crentes, mas se fizeram ricos e tiveram renome entre os gentis. Revestiram-se de grande orgulho e se voltaram arrogantes, e abandonaram a verdade e não se juntaram com os justos, senão que viveram do tudo à moda dos gentis, e seu caminho lhes pareceu mais prazenteiro a eles. Hermas (150 d.C.)
E da terceira montanha, a que tem espinhos e espinheiros, os que creram são assim: alguns deles são ricos, e outros estão enlaçados em muitos assuntos de negócios. Os espinheiros são os ricos, os espinhos são os que estão misturados em vários assuntos de negócios. Estes [pois, que estão misturados em muitos e vários assuntos de negócios] não se juntam com os servos de Deus, senão que se discorriam, sendo afogados por seus assuntos; por sua vez, os ricos não estão dispostos a unir-se aos servos de Deus, não seja que se lhes possa pedir algo. Estes homens, pois, dificilmente entrarão no reino de Deus. Porque tal como é difícil andar entre espinhos com os pés descalços, também é difícil que estes homens entrem no reino de Deus. Hermas (150 d.C.)
Eu não desejo ser um rei. Não anseio ser rico… Não sou levado por um amor insaciável de ganhos [financeiras] para fazer-me à mar. Não compito por uma coroa… ¡Morram ao mundo, repudiando a loucura que há em ele! ¡Vivem para Deus! Taciano (160 d.C.)
(Escrito por um crítico pagão do cristianismo) Porque este mesmo Deus, segundo dizem, tinha prometido as mesmas coisas e ainda mais extraordinárias a seus fiéis em outro tempo (no Antigo Testamento). Agora vêem que serviços prestou aos judeus e a vocês mesmos (os cristãos). Aqueles, em vez do Império do mundo, nem sequer têm um lugar nem terreno próprio. E, quanto a vocês, se há ainda cristãos errantes e escondidos, tentam aplicar-lhes a pena capital. Celso (178 d.C.)
(Escrito por um crítico pagão do cristianismo) Uma última observação se impõe: supondo que Jesus, em conformidade com os profetas de Deus e dos judeus, fosse o filho de Deus, como é que o Deus dos judeus lhes ordenou, por meio de Moisés, que tentassem as riquezas e o poder… Por que os ameaça ele, se desobedeceram seus mandamentos, de tratá-los como inimigos declarados, enquanto o Filho, o Nazareno, formula preceitos completamente opostos: o rico não terá acesso até o Pai, nem o que ambiciona o poder, nem o que ama a sabedoria e a glória; não nos devemos inquietar com as necessidades de subsistência mais do que os corvos; é necessário preocupar-nos menos da vestimenta do que os lírios; se lhes dessem uma bofetada é preciso estar disposto a receber uma segunda? Quem mente então: Moisés ou Jesus? Será que o Pai, quando enviou ao Filho, esqueceu-se do que lhe tinha dito a Moisés? Terá mudado de opinião, renegado de suas próprias leis e encarregado a seu mensageiro o promulgar outras completamente contrárias? Celso (178 d.C.)
O que (Cristo) quer é que desterremos de nossa alma a primazia das riquezas, a desenfreada cobiça e febre delas, as solicitações, as espinhas da vida, que afogam a semente da verdadeira vida. Clemente de Alexandria (195 d.C.)
De não ter ninguém nada, que comunhão de bens poderia dar-se entre os homens? Como dar de comer ao faminto, de beber ao sedento, vestir ao nu, acolher ao desamparado, coisas pelas que, de não se fazer, ameaça o Senhor com o fogo eterno e as trevas exteriores, se cada um começasse por carecer de tudo isso? De sorte que o que há que destruir não são as riquezas, senão as desordenadas paixões do alma que não permitem fazer melhor uso delas. Deste modo, convertido o homem em bom e nobre, pode fazer das riquezas uso bom e generoso. Clemente de Alexandria (195 d.C.)
É monstruosidade que uma pessoa viva em luxo, enquanto outras vivem em necessidade. Clemente de Alexandria (195 d.C.)
Não temos nação alguma na terra. Por tanto, podemos desprezar as posses do mundos. Clemente de Alexandria (195 d.C.)
A riqueza pode, sem a ajuda de nada, corromper ao alma daqueles que a possuem e extraviá-los do caminho da salvação. Cristo descreveu a riqueza como “um peso do que devemos despojar-nos,” o qual devemos jogar de nós como uma doença perigosa e fatal. Clemente de Alexandria (195 d.C.)
Não deve empregar-se a riqueza para satisfazer nossos próprios prazeres, senão para compartilhá-la com os demais. Clemente de Alexandria (195 d.C.)
A melhor riqueza é a pobreza de desejo e o verdadeiro orgulho não consiste em jactar se das riquezas, senão em desprezá-las. Clemente de Alexandria (195 d.C.)
O homem bom, se é prudente e justo, guarda riquezas no céu. Este, vendendo os bens do mundos e repartindo-os aos povres, encontra um tesouro imperecível, “onde não existe nem ladrão.” Este homem realmente abençoado, por mais insignificante, enfermo e desprezível que pareça, possui, em verdade, o maior dos tesouros. Clemente de Alexandria (195 d.C.)
De maneira que não é rico o que tem dinheiro e o guarda, senão o que o reparte. Clemente de Alexandria (195 d.C.)
Nós que caminhamos para a verdade, devemos estar preparados… Não se provejam de juntas, nem de servidores, como o são os calçados de viagem dos ricos, que são demasiado pesados… As riquezas e os bens dos ricos são um ônus. Clemente de Alexandria (195 d.C.)
Se alguém se encontra turvado pela perda dos bens materiais, aconselhamos-lhe com múltiplos lugares da Sagrada Escritura a desprezar o século. Não pode encontrar-se melhor exortação ao desprendimento das riquezas do que o exemplo de Jesus Cristo, que não possuiu nenhum bem temporário. Sempre defendeu aos pobres e condenou aos ricos. Inspirando-nos o despego dos bens deste mundo, exorta-nos à paciência, demonstrando-nos que se desprezamos as riquezas não devemos apressar-nos de perdê-las. De jeito nenhum temos de cobiçá-las, pois o Senhor não esteve afeiçoado a elas, e se diminuem ou chegamos a perdê-las totalmente, temos de suportá-lo com paz. Tertuliano (197 d.C.)
AO menos aprendam de sua situação atual, gente miserável, que é o que em verdade lhes espera depois da morte. Em verdade, segundo vocês mesmos dizem, a maioria de vocês (os cristãos)… estão em necessidade, suportando frio e fome, e trabalhando em trabalhos esgotantes. Mas seu deus o permite. Ou ele não quer ajudar a seu povo, ou ele não pode ajudá-los. Por tanto, ou ele é deus débil, ou é injusto… ¡Fixem-se! Para vocês não há senão ameaças, castigos, torturas, e cruzes… Onde está seu deus que os promete ajudar depois de ressuscitar de entre os mortos? O nem sequer os ajuda agora e aqui. E os romanos, sem a ajuda do deus de vocês, não governam todo mundo, inclusive a vocês também, e não desfrutam os bens de todo mundo? Enquanto, vocês vivem em incerteza e ansiedades, abstendo-se ainda dos prazeres decentes. Marco Minucio Félix, citando a um pagão antagonista (200 d.C.)
Portanto, bem como quem percorre um caminho avança mais a gosto quanto mais ligeiro vai, do mesmo modo é mais feliz neste caminho da vida quem marcha aliviado pela pobreza e não pressionado sob o peso das riquezas. Ademais, se considerássemos úteis as riquezas, se as pediríamos a Deus, pois bem aquele a quem tudo lhe pertence, poderia conceder-nos bastante. Mas nós preferimos desprezar as riquezas que as abraçar, almejamos mais a inocência. Marco Minucio Félix (200 d.C.)
És rico? Não convém fiar-se da riqueza e, ademais, as muitas provisões não são uma ajuda para o breve caminho da vida, senão um ônus. Marco Minucio Félix (200 d.C.)
Os luxos e os gozes passageiros do mundo te arruinarão. Comodio (240 d.C.)
Um amor cego às posses enganou a muitos. Como poderão os ricos estar preparados ou dispostos a partir desta terra [na perseguição] quando suas riquezas os encadeiam aqui? . . . Por isso, o Senhor, o Maestro do bem, adverte-lhes de antemão (aos ricos), dizendo: ‘Se queres ser perfeito, anda, vende o que tens, e dá-o aos pobres, e terás tesouro no céu; e vêem e segue-me’. O que não tivesse nada neste mundo não seria vencido pelo mundo. Seguiria ao Senhor, sem correntes, livre, como fizeram os Apostolos... Mas como poderão seguir a Cristo quando a corrente da riqueza os estorva? … Eles crêem que possuem, mas em realidade são eles uma posse. Não são os senhores de sua riqueza, senão os escravos dela. Cipriano (250 d.C.)
Na seguinte citação Cipriano descreve o materialismo que começou a contaminar a igreja no ano 250.
Cada um se preocupava de aumentar sua fazenda, e esquecendo-se de sua fé e do que antes se costumava praticar em tempo dos Apostolos e que sempre deveriam seguir praticando, entregavam-se com cobiça insaciável e abrasadora a aumentar suas posses… Muitos bispos, que deviam ser exemplo e exortação para os demais, esqueciam-se de seu divino ministério, e se faziam ministros dos poderosos do século: abandonavam sua sede. Deixavam destituído a seu povo, percorrendo as províncias estrangeiras seguindo os mercados em procura de negócios lucrativos, com ânsia de possuir abundância de dinheiro enquanto os irmãos de suas igrejas padeciam fome; apoderavam-se de fazendas com fraudes e astúcias, e aumentavam seus interesses com crescida usura. Cipriano (250 d.C.)
O que deseja obter a Deus, a justiça e a luz, a vida eterna e todas aquelas coisas que Deus promete aos homens, terá que desprezar as riquezas, as honras, as ordens e o governo de si mesmo. Lactâncio (304-313 d.C.)
o diabo, tendo inventado as religiões falsas, volta aos homens do caminho ao céu e os guia no da destruição. Este caminho parece plano e espaçoso, cheio dos deleites das flores e os frutos.o diabo coloca todas estas coisas no caminho, as coisas estimadas como boas neste mundo: a riqueza, a honra, a diversão, o prazer, e todas as demais seduções. Mas escondidos entre estas coisas vemos também a injustiça, a crueldade, o orgulho, a lascívia, as contenções, a ignorância, as mentiras, a necedade e outros vícios. O fim deste caminho é o seguinte: Quando tenham avançado tanto que não possam voltar, o caminho se desaparece junto com todos seus deleites. Isto sucede sem advertência de maneira que ninguém pode prever o engano do caminho antes de cair no abismo...
Por contraste, o caminho ao céu parece muito dificultoso e montanhoso, cheio de espinhos e talher de pedras dentadas. Por isso, todos os que andam nele têm que usar muito cuidado para guardar-se de não cair. Neste caminho Deus colocou a justiça, a abnegação, a paciência, a fé, a pureza, o domínio próprio, a paz, o conhecimento, a verdade, a sabedoria, e outras virtudes mais. Mas estas virtudes vão acompanhadas da pobreza, a humildade, os trabalhos, os sofrimentos e muitas penas e provas. Porque o que tem uma esperança para o porvir, o que escolheu as coisas melhores, será privado dos bens do mundos. Por levar ele pouco equipe e estar livre das distrações, ele pode vencer as dificuldades no caminho. Porque é impossível que o rico encontre este caminho, ou que persevere nele, já que se rodeou das ostentações reais, ou se carregou das riquezas. Lactâncio (304-313 d.C.)
segunda-feira, 11 de abril de 2011
quarta-feira, 26 de janeiro de 2011
sábado, 15 de janeiro de 2011
JURAMENTOS
Outrossim, ouvistes que foi dito aos antigos: Não jurarás falso, mas cumprirás para com o Senhor os teus juramentos. Eu, porém, vos digo que de maneira nenhuma jureis; nem pelo céu, porque é o trono de Deus. Mateus 5:33-34.
Seja, porém, o vosso falar: Sim, sim; não, não; pois o que passa daí, vem do Maligno. Mateus 5:37.
Mas, sobretudo, meus irmãos, não jureis, nem pelo céu, nem pela terra, nem façais qualquer outro juramento; seja, porém, o vosso sim, sim, e o vosso não, não, para não cairdes em condenação. Tiago 5:12.
Ele lhes ordenou não só a jurar falsamente, senão a não jurar por nada. Irineu (180 d.C.)
Um soldado da autoridade civil tem que ser ensinado a não matar a nenhum homem e recusar matar sé se lhe ordena fazê-lo, e também recusar prestar o juramento. Se não está disposto a cumprir com isto, tem que ser recusado [para o batismo]. Hipólito (200 d.C.)
Como pudesse o que é fiel mostrar-se infiel, exigindo um juramento?... Porque nem sequer ele mesmo jura, senão afirma por dizer ‘sim’, ou nega por dizer ‘não’. Clemente de Alexandria (195 d.C.)
¡Fique suprimido o elogio e o juramento a respeito dos artigos que se vendem, fique também suprimido o juramento para o demais! Clemente de Alexandria (195 d.C.)
Nada tenho que dizer contra o perjurar, já que segundo nossa lei nem sequer juramos. Tertuliano (197 d.C.)
Seja, porém, o vosso falar: Sim, sim; não, não; pois o que passa daí, vem do Maligno. Mateus 5:37.
Mas, sobretudo, meus irmãos, não jureis, nem pelo céu, nem pela terra, nem façais qualquer outro juramento; seja, porém, o vosso sim, sim, e o vosso não, não, para não cairdes em condenação. Tiago 5:12.
Ele lhes ordenou não só a jurar falsamente, senão a não jurar por nada. Irineu (180 d.C.)
Um soldado da autoridade civil tem que ser ensinado a não matar a nenhum homem e recusar matar sé se lhe ordena fazê-lo, e também recusar prestar o juramento. Se não está disposto a cumprir com isto, tem que ser recusado [para o batismo]. Hipólito (200 d.C.)
Como pudesse o que é fiel mostrar-se infiel, exigindo um juramento?... Porque nem sequer ele mesmo jura, senão afirma por dizer ‘sim’, ou nega por dizer ‘não’. Clemente de Alexandria (195 d.C.)
¡Fique suprimido o elogio e o juramento a respeito dos artigos que se vendem, fique também suprimido o juramento para o demais! Clemente de Alexandria (195 d.C.)
Nada tenho que dizer contra o perjurar, já que segundo nossa lei nem sequer juramos. Tertuliano (197 d.C.)
GUERRA
Irão muitos povos, e dirão: Vinde, e subamos ao monte do Senhor, ã casa do Deus de Jacó, para que nos ensine os seus caminhos, e andemos nas suas veredas; porque de Sião sairá a lei, e de Jerusalém a palavra do Senhor. E ele julgará entre as nações, e repreenderá a muitos povos; e estes converterão as suas espadas em relhas de arado, e as suas lanças em foices; uma nação não levantará espada contra outra nação, nem aprenderão mais a guerra. Isaías 2:3-4.
Ouvistes que foi dito: Olho por olho, e dente por dente.
Eu, porém, vos digo que não resistais ao homem mau; mas a qualquer que te bater na face direita, oferece-lhe também a outra; e ao que quiser pleitear contigo, e tirar-te a túnica, larga-lhe também a capa; e, se qualquer te obrigar a caminhar mil passos, vai com ele dois mil. Mateus 5:38-41.
Então Jesus lhe disse: Mete a tua espada no seu lugar; porque todos os que lançarem mão da espada, ã espada morrerão. Mateus 26:52.
Respondeu Jesus: O meu reino não é deste mundo; se o meu reino fosse deste mundo, pelejariam os meus servos, para que eu não fosse entregue aos judeus; entretanto o meu reino não é daqui. João 18:36.
Porque, embora andando na carne, não militamos segundo a carne, pois as armas da nossa milícia não são carnais, mas poderosas em Deus, para demolição de fortalezas. 2 Coríntios 10:3-4.
Eu não desejo ser um rei. Não anseio ser rico. Rejeição toda posição militar. Detesto a fornicação… Estou livre de uma sede excessiva pela fama. Desprezo a morte… ¡Morram ao mundo, repudiando a loucura que há em ele! ¡Vivem para Deus! Taciano (160 d.C.)
Nós que em outro tempo nos matávamos agora recusamos fazer guerra contra nossos inimigos. Justino Mártir (160 d.C.)
O seguinte foi escrito por um crítico pagão do cristianismo.
Quem põe em sua mente semelhante desígnio mostra por isso mesmo que é cego. (Vocês, cristãos) apóiem ao Imperador com todas suas forças, compartilhem com ele a defesa do Direito; combatam por ele, se o exigem as circunstâncias; ajudem-no no controle de seus exércitos. Por isso, cessem de fugir dos deveres civis e de recusar o serviço militar; tomem sua parte nas funções públicas, se for preciso, para a salvação das leis e da causa da religião. Celso (178 d.C.)
Em mudança, com a vinda do Senhor, um novo testamento se estendeu por toda a terra, segundo tinham dito os profetas, como uma lei de vida que teria de reconciliar os povos na paz: “Porque de Israel sairá a lei e de Jerusalém a palavra do Senhor. O julgará a muitas nações, converterá as espadas em arados e as lanças em foices, e já não se prepararão para a guerra”… Mas se a lei da liberdade, isto é a palavra de Deus que os Apostolos, saindo de Jerusalém, anunciaram por toda a terra, provocou tal transformação que as espadas e as lanças se convertem em arados e em foices que ele nos deu para ceifar o trigo (isto é que os mudou em instrumentos pacíficos), e em lugar de aprender a guerrear aquele que recebe um golpe põe a outra bochecha, então os profetas não falaram de nenhum outro, senão do que realizou estas coisas. Irineu (180 d.C.)
Não é na guerra, senão na paz em que estamos treinados. Clemente de Alexandria (195 d.C.)
AOS cristãos não lhes é permitido usar a violência para corrigir as faltas do pecado. Clemente de Alexandria (195 d.C.)
O que se comprometeu a seguir a Cristo, deve eleger uma vida singela, sem necessidade de servidores, e viver o dia. Porque não somos educados para a guerra, senão para a paz. Clemente de Alexandria (195 d.C.)
Será lícito seguir uma profissão que emprega a espada, quando o Senhor proclama que ‘todos os que tomem a espada, a espada perecerão’? Participará o filho da paz na batalha, quando nem sequer convém que leve seus pleitos ante a lei? Poderá usar a corrente, o cárcere, a tortura e o castigo, quando nem sequer se vinga da injustiça? Tertuliano (197 d.C.)
O Senhor salvará a seu povo nesse dia, como a ovelhas. Ninguém lhes dá o nome de “ovelhas” aos que caem em combate com as armas na mão, ou aos que são assassinados enquanto repelem a força com a força. Mais bem, este nome lhes é dado unicamente aos que caem, entregando-se a si mesmos em seus próprios lugares de serviço e com paciência, em lugar de lutar em defesa própria. Tertuliano (197 d.C.)
Se quiséssemos vingar-nos, não como ocultos, senão declarados inimigos, nos faltariam as forças de numerosos soldados e de exércitos? São mais os mauros, os marcomanos, os partos que rebelou Severo, que os cristãos de todo mundo? Estes bárbaros numerosos são, mas estão encerrados nos limites de um reino; os cristãos habitam províncias sem fronteiras. Ontem nascemos, e hoje enchemos o império: as cidades, as ilhas, os castelos, as vilas, as aldeias, os reais, as tribos, as decurias, o palácio, o Senado, o consistório. Somente deixamos esvaziamentos os templos para vocês. Pois para que lance de batalha não seriam excelentes soldados os cristãos, ainda com desiguais exércitos, estando tão exercitados nos combates dos tormentos em que se deixam despedaçar gostosamente, se na disciplina da milícia cristã não fora mais lícito perder a vida que a tirar? Tertuliano (197 d.C.)
A um soldado da autoridade civil se lhe deve ensinar a que não mate aos homens e a que se negue a fazê-lo se lhe ordenasse, e também a negar-se a prestar juramento. Se ele não está disposto a cumprir, se lhe deve recusar para o batismo. Um comandante militar ou um juiz da corte que esteja ativo têm que renunciar ou ser recusado. Se um candidato ou um crente procura converter-se em soldado, terá que ser recusado por ter desprezado a Deus. Hipólito (200 d.C. d.C.)
Suscitou-se agora a questão a respeito de se um crente pode dedicar-se ao serviço militar, e se um militar pode ser admitido à fé, incluídos os simples soldados e aqueles de grau inferior que não se vêem obrigados a oferecer sacrificios e a administrar a pena de morte. Não há compatibilidade entre o sacramento divino e o humano, entre a bandeira de Cristo e a do demônio, entre o campo da luz e o das trevas. Não pode um alma estar sob duas obrigações, a de Deus e a do César... E ainda que os soldados se apresentaram a João e receberam dele normas de conduta, ainda que o centurião creu, mais adiante o Senhor, ao desarmar a Pedro desarmou a tudo soldado. Não nos está permitido a nós nenhum modo de vida que leva implicados atos ilícitos. Tertuliano (200 d.C.)
Tudo bom se a lei da natureza, ou seja, a lei de Deus, manda que se faça o que se opõe à lei escrita (do governo)? Até a própria lógica nos diz que nos despeçamos do código escrito… e que nos entreguemos a nosso Legislador, Deus. Isto é assim ainda que ao fazê-lo seja necessário que nos enfrentemos a perigos, a inumeráveis provas, e até a morte e a desonra. Orígenes (225 d.C.)
Como, pois, foi possível que o evangelho de paz, o qual não permite nem sequer a vingança contra os inimigos, prevalecesse em todo mundo, senão só porque com a vinda de Cristo um espírito mais benigno foi introduzido em todo mundo? Orígenes (225 d.C.)
Em nenhum lugar [Cristo] ensinou que seus discípulos têm o direito de fazer violência a ninguém, por ímpio que fosse. Ele diz que o matar a qualquer pessoa é contrário a suas leis, as quais são de origem divina. Se os cristãos tivessem surgido por meio da revolução armada, não tivessem adotado leis tão clementes. [Estas leis] nem sequer permitem que resistam a seus perseguidores, nem quando se os leva ao matadouro como se fossem ovelhas. Orígenes (248 d.C.)
Nas duas citações seguintes, Orígenes responde às críticas de Celso, o oponente dos cristãos.
Se nos insta que ‘ajudemos ao rei com toda nossa força, que colaboremos com ele na preservação da justiça, que briguemos por ele, e se ele o exigisse, que briguemos em seu exército, ou que mandemos um regimento para apoiá-lo.’ Respondemos que sim ajudamos aos reis, quando precisem de nossa ajuda, mas numa maneira divina, vestindo-nos ‘com toda a armadura de Deus’. Isto fazemos obedecendo o que nos mandou o Apostolo: ‘Exorto Isto fazemos obedecendo o que nos mandou o Apostolo: ‘Exorto antes de tudo, a que se façam rogativas, orações, petições e ações de graças, por todos os homens; pelos reis e por todos os que estão em eminência’. Entre mais um se supera na santidade, mais pode ajudar aos reis, ainda mais do que os soldados do que saem a brigar contra o inimigo e a matar a quantos possam. Orígenes (248 d.C.)
ÀQUELES inimigos de nossa fé que quisessem exigir que tomássemos armas para defender o império e matar aos homens, respondemos: ‘Os sacerdotes de vocês que servem [a seus deuses]... não guardam suas mãos de sangue para que possam oferecer os sacrificios estipulados aos deuses seus com mãos não manchadas e livres do sangue humano?’ Ainda que há guerra próxima, vocês não recrutam aos sacerdotes para seus exércitos. Se esta, pois, é costume comum, quanto mais deveriam [os cristãos] servir como sacerdotes e ministros de Deus, guardando puras as mãos, enquanto outros se envolvem na batalha?... Com nossas orações vencemos os Demonios que incitam a guerra... Nesta maneira, prestamos mais ajuda aos reis do que aqueles que saem aos campos da batalha para lutar a seu favor... E não há outro que lute a favor do rei mais do que nós. De verdadeiro, recusamos brigar por ele ainda que o exigisse. Mas lutamos a favor dele, formando um exército especial, um exército de justiça, oferecendo nossas orações a Deus. E não o fazemos com o objetivo de ser vistos pelos homens ou por vangloria. Já que em segredo, e em nossos corações, nossas orações ascendem a favor de nosso próximo, como se fôssemos sacerdotes. De maneira que os cristãos são benfeitores de seu país mais do que as demais pessoas. Orígenes (248 d.C.)
O mundo inteiro está molhado com sangue. O homicídio se considera um delito, quando o comete um indivíduo; mas se considera uma virtude quando muitos o cometem. Os Atos ímpios [da guerra] não se castigam, não porque não incriminam, senão porque a crueldade é cometida por muitos. Cipriano (250 d.C.)
Quando Deus proíbe que matemos, não só proíbe a violência condenada pelas leis humanas, também proíbe a violência que os homens crêem lícita. Por esta razão, não é lícito que o homem justo participe na guerra, já que a justiça mesma é sua guerra. Também não lhe é [lícito] acusar a outro de delito com pena de morte. Resulta o mesmo se a morte se inflige por sua palavra, ou por sua espada. É o ato mesmo de matar que se proíbe. Portanto, com respeito a este preceito de Deus, não deve ter nenhuma exceção. Isto é, nunca é lícito levar a um homem à morte, porque Deus o fez uma criação sagrada. Lactâncio (304-313 d.C.)
Quando os homens nos mandam que atuemos contrário à lei de Deus, e contrário à justiça, nenhuma ameaça ou castigo que nos vê deve dissuadir-nos. Porquanto preferimos os mandamentos de Deus aos mandamentos do homem. Lactâncio (304-313 d.C.)
Se só Deus fora adorado, não teria divisões nem guerras; pois os homens saberiam que todos somos filhos de um só Deus. Lactâncio (304-313 d.C.)
Como pode um homem justo odiar, despojar e levar à morte? Não obstante, aqueles que lutam por servir a seu país fazem tudo isto… Quando eles falam dos deveres relacionados à guerra; suas palavras não correspondem à justiça nem à virtude verdadeira. Lactâncio (304-313 d.C.)
Aprendemos de seus ensinos e de suas leis que o mal não se paga pelo mau; que é melhor sofrer o mau do que fazer o mau; que é melhor dar-nos para do que se derrame nosso sangue que nos manchar as mãos e a consciência ao derramar o sangue de outros. Arnobio (305 d.C.)
Não seria difícil demonstrar que [depois que se escutou o nome de Cristo no mundo], as guerras não se incrementaram. De fato, em realidade diminuíram em grande parte ao ser contidas as paixões violentas… Em conseqüência disto, um mundo ingrato agora está desfrutando, e desfrutou durante um longo período, de um benefício dado por Cristo. Já que por meio dele, a fúria da crueldade brutal foi debilitada e as mãos hostis começaram a apartar-se do sangue de seus colegas humanos. De fato, se todos os homens, sem exceção… prestassem atendimento por um momento a suas normas pacíficas e proveitosas… o mundo inteiro estaria vivendo na mais pacífica tranqüilidade. O mundo teria mudado o uso do aço por usos mais pacíficos e se teria unido em santa harmonia, mantendo intacta a inviolabilidade de todo tratado. Arnobio (305 d.C.)
Ouvistes que foi dito: Olho por olho, e dente por dente.
Eu, porém, vos digo que não resistais ao homem mau; mas a qualquer que te bater na face direita, oferece-lhe também a outra; e ao que quiser pleitear contigo, e tirar-te a túnica, larga-lhe também a capa; e, se qualquer te obrigar a caminhar mil passos, vai com ele dois mil. Mateus 5:38-41.
Então Jesus lhe disse: Mete a tua espada no seu lugar; porque todos os que lançarem mão da espada, ã espada morrerão. Mateus 26:52.
Respondeu Jesus: O meu reino não é deste mundo; se o meu reino fosse deste mundo, pelejariam os meus servos, para que eu não fosse entregue aos judeus; entretanto o meu reino não é daqui. João 18:36.
Porque, embora andando na carne, não militamos segundo a carne, pois as armas da nossa milícia não são carnais, mas poderosas em Deus, para demolição de fortalezas. 2 Coríntios 10:3-4.
Eu não desejo ser um rei. Não anseio ser rico. Rejeição toda posição militar. Detesto a fornicação… Estou livre de uma sede excessiva pela fama. Desprezo a morte… ¡Morram ao mundo, repudiando a loucura que há em ele! ¡Vivem para Deus! Taciano (160 d.C.)
Nós que em outro tempo nos matávamos agora recusamos fazer guerra contra nossos inimigos. Justino Mártir (160 d.C.)
O seguinte foi escrito por um crítico pagão do cristianismo.
Quem põe em sua mente semelhante desígnio mostra por isso mesmo que é cego. (Vocês, cristãos) apóiem ao Imperador com todas suas forças, compartilhem com ele a defesa do Direito; combatam por ele, se o exigem as circunstâncias; ajudem-no no controle de seus exércitos. Por isso, cessem de fugir dos deveres civis e de recusar o serviço militar; tomem sua parte nas funções públicas, se for preciso, para a salvação das leis e da causa da religião. Celso (178 d.C.)
Em mudança, com a vinda do Senhor, um novo testamento se estendeu por toda a terra, segundo tinham dito os profetas, como uma lei de vida que teria de reconciliar os povos na paz: “Porque de Israel sairá a lei e de Jerusalém a palavra do Senhor. O julgará a muitas nações, converterá as espadas em arados e as lanças em foices, e já não se prepararão para a guerra”… Mas se a lei da liberdade, isto é a palavra de Deus que os Apostolos, saindo de Jerusalém, anunciaram por toda a terra, provocou tal transformação que as espadas e as lanças se convertem em arados e em foices que ele nos deu para ceifar o trigo (isto é que os mudou em instrumentos pacíficos), e em lugar de aprender a guerrear aquele que recebe um golpe põe a outra bochecha, então os profetas não falaram de nenhum outro, senão do que realizou estas coisas. Irineu (180 d.C.)
Não é na guerra, senão na paz em que estamos treinados. Clemente de Alexandria (195 d.C.)
AOS cristãos não lhes é permitido usar a violência para corrigir as faltas do pecado. Clemente de Alexandria (195 d.C.)
O que se comprometeu a seguir a Cristo, deve eleger uma vida singela, sem necessidade de servidores, e viver o dia. Porque não somos educados para a guerra, senão para a paz. Clemente de Alexandria (195 d.C.)
Será lícito seguir uma profissão que emprega a espada, quando o Senhor proclama que ‘todos os que tomem a espada, a espada perecerão’? Participará o filho da paz na batalha, quando nem sequer convém que leve seus pleitos ante a lei? Poderá usar a corrente, o cárcere, a tortura e o castigo, quando nem sequer se vinga da injustiça? Tertuliano (197 d.C.)
O Senhor salvará a seu povo nesse dia, como a ovelhas. Ninguém lhes dá o nome de “ovelhas” aos que caem em combate com as armas na mão, ou aos que são assassinados enquanto repelem a força com a força. Mais bem, este nome lhes é dado unicamente aos que caem, entregando-se a si mesmos em seus próprios lugares de serviço e com paciência, em lugar de lutar em defesa própria. Tertuliano (197 d.C.)
Se quiséssemos vingar-nos, não como ocultos, senão declarados inimigos, nos faltariam as forças de numerosos soldados e de exércitos? São mais os mauros, os marcomanos, os partos que rebelou Severo, que os cristãos de todo mundo? Estes bárbaros numerosos são, mas estão encerrados nos limites de um reino; os cristãos habitam províncias sem fronteiras. Ontem nascemos, e hoje enchemos o império: as cidades, as ilhas, os castelos, as vilas, as aldeias, os reais, as tribos, as decurias, o palácio, o Senado, o consistório. Somente deixamos esvaziamentos os templos para vocês. Pois para que lance de batalha não seriam excelentes soldados os cristãos, ainda com desiguais exércitos, estando tão exercitados nos combates dos tormentos em que se deixam despedaçar gostosamente, se na disciplina da milícia cristã não fora mais lícito perder a vida que a tirar? Tertuliano (197 d.C.)
A um soldado da autoridade civil se lhe deve ensinar a que não mate aos homens e a que se negue a fazê-lo se lhe ordenasse, e também a negar-se a prestar juramento. Se ele não está disposto a cumprir, se lhe deve recusar para o batismo. Um comandante militar ou um juiz da corte que esteja ativo têm que renunciar ou ser recusado. Se um candidato ou um crente procura converter-se em soldado, terá que ser recusado por ter desprezado a Deus. Hipólito (200 d.C. d.C.)
Suscitou-se agora a questão a respeito de se um crente pode dedicar-se ao serviço militar, e se um militar pode ser admitido à fé, incluídos os simples soldados e aqueles de grau inferior que não se vêem obrigados a oferecer sacrificios e a administrar a pena de morte. Não há compatibilidade entre o sacramento divino e o humano, entre a bandeira de Cristo e a do demônio, entre o campo da luz e o das trevas. Não pode um alma estar sob duas obrigações, a de Deus e a do César... E ainda que os soldados se apresentaram a João e receberam dele normas de conduta, ainda que o centurião creu, mais adiante o Senhor, ao desarmar a Pedro desarmou a tudo soldado. Não nos está permitido a nós nenhum modo de vida que leva implicados atos ilícitos. Tertuliano (200 d.C.)
Tudo bom se a lei da natureza, ou seja, a lei de Deus, manda que se faça o que se opõe à lei escrita (do governo)? Até a própria lógica nos diz que nos despeçamos do código escrito… e que nos entreguemos a nosso Legislador, Deus. Isto é assim ainda que ao fazê-lo seja necessário que nos enfrentemos a perigos, a inumeráveis provas, e até a morte e a desonra. Orígenes (225 d.C.)
Como, pois, foi possível que o evangelho de paz, o qual não permite nem sequer a vingança contra os inimigos, prevalecesse em todo mundo, senão só porque com a vinda de Cristo um espírito mais benigno foi introduzido em todo mundo? Orígenes (225 d.C.)
Em nenhum lugar [Cristo] ensinou que seus discípulos têm o direito de fazer violência a ninguém, por ímpio que fosse. Ele diz que o matar a qualquer pessoa é contrário a suas leis, as quais são de origem divina. Se os cristãos tivessem surgido por meio da revolução armada, não tivessem adotado leis tão clementes. [Estas leis] nem sequer permitem que resistam a seus perseguidores, nem quando se os leva ao matadouro como se fossem ovelhas. Orígenes (248 d.C.)
Nas duas citações seguintes, Orígenes responde às críticas de Celso, o oponente dos cristãos.
Se nos insta que ‘ajudemos ao rei com toda nossa força, que colaboremos com ele na preservação da justiça, que briguemos por ele, e se ele o exigisse, que briguemos em seu exército, ou que mandemos um regimento para apoiá-lo.’ Respondemos que sim ajudamos aos reis, quando precisem de nossa ajuda, mas numa maneira divina, vestindo-nos ‘com toda a armadura de Deus’. Isto fazemos obedecendo o que nos mandou o Apostolo: ‘Exorto Isto fazemos obedecendo o que nos mandou o Apostolo: ‘Exorto antes de tudo, a que se façam rogativas, orações, petições e ações de graças, por todos os homens; pelos reis e por todos os que estão em eminência’. Entre mais um se supera na santidade, mais pode ajudar aos reis, ainda mais do que os soldados do que saem a brigar contra o inimigo e a matar a quantos possam. Orígenes (248 d.C.)
ÀQUELES inimigos de nossa fé que quisessem exigir que tomássemos armas para defender o império e matar aos homens, respondemos: ‘Os sacerdotes de vocês que servem [a seus deuses]... não guardam suas mãos de sangue para que possam oferecer os sacrificios estipulados aos deuses seus com mãos não manchadas e livres do sangue humano?’ Ainda que há guerra próxima, vocês não recrutam aos sacerdotes para seus exércitos. Se esta, pois, é costume comum, quanto mais deveriam [os cristãos] servir como sacerdotes e ministros de Deus, guardando puras as mãos, enquanto outros se envolvem na batalha?... Com nossas orações vencemos os Demonios que incitam a guerra... Nesta maneira, prestamos mais ajuda aos reis do que aqueles que saem aos campos da batalha para lutar a seu favor... E não há outro que lute a favor do rei mais do que nós. De verdadeiro, recusamos brigar por ele ainda que o exigisse. Mas lutamos a favor dele, formando um exército especial, um exército de justiça, oferecendo nossas orações a Deus. E não o fazemos com o objetivo de ser vistos pelos homens ou por vangloria. Já que em segredo, e em nossos corações, nossas orações ascendem a favor de nosso próximo, como se fôssemos sacerdotes. De maneira que os cristãos são benfeitores de seu país mais do que as demais pessoas. Orígenes (248 d.C.)
O mundo inteiro está molhado com sangue. O homicídio se considera um delito, quando o comete um indivíduo; mas se considera uma virtude quando muitos o cometem. Os Atos ímpios [da guerra] não se castigam, não porque não incriminam, senão porque a crueldade é cometida por muitos. Cipriano (250 d.C.)
Quando Deus proíbe que matemos, não só proíbe a violência condenada pelas leis humanas, também proíbe a violência que os homens crêem lícita. Por esta razão, não é lícito que o homem justo participe na guerra, já que a justiça mesma é sua guerra. Também não lhe é [lícito] acusar a outro de delito com pena de morte. Resulta o mesmo se a morte se inflige por sua palavra, ou por sua espada. É o ato mesmo de matar que se proíbe. Portanto, com respeito a este preceito de Deus, não deve ter nenhuma exceção. Isto é, nunca é lícito levar a um homem à morte, porque Deus o fez uma criação sagrada. Lactâncio (304-313 d.C.)
Quando os homens nos mandam que atuemos contrário à lei de Deus, e contrário à justiça, nenhuma ameaça ou castigo que nos vê deve dissuadir-nos. Porquanto preferimos os mandamentos de Deus aos mandamentos do homem. Lactâncio (304-313 d.C.)
Se só Deus fora adorado, não teria divisões nem guerras; pois os homens saberiam que todos somos filhos de um só Deus. Lactâncio (304-313 d.C.)
Como pode um homem justo odiar, despojar e levar à morte? Não obstante, aqueles que lutam por servir a seu país fazem tudo isto… Quando eles falam dos deveres relacionados à guerra; suas palavras não correspondem à justiça nem à virtude verdadeira. Lactâncio (304-313 d.C.)
Aprendemos de seus ensinos e de suas leis que o mal não se paga pelo mau; que é melhor sofrer o mau do que fazer o mau; que é melhor dar-nos para do que se derrame nosso sangue que nos manchar as mãos e a consciência ao derramar o sangue de outros. Arnobio (305 d.C.)
Não seria difícil demonstrar que [depois que se escutou o nome de Cristo no mundo], as guerras não se incrementaram. De fato, em realidade diminuíram em grande parte ao ser contidas as paixões violentas… Em conseqüência disto, um mundo ingrato agora está desfrutando, e desfrutou durante um longo período, de um benefício dado por Cristo. Já que por meio dele, a fúria da crueldade brutal foi debilitada e as mãos hostis começaram a apartar-se do sangue de seus colegas humanos. De fato, se todos os homens, sem exceção… prestassem atendimento por um momento a suas normas pacíficas e proveitosas… o mundo inteiro estaria vivendo na mais pacífica tranqüilidade. O mundo teria mudado o uso do aço por usos mais pacíficos e se teria unido em santa harmonia, mantendo intacta a inviolabilidade de todo tratado. Arnobio (305 d.C.)
Embriaguez
Nem os ladrões, nem os avarentos, nem os bêbedos, nem os maldizentes, nem os roubadores herdarão o reino de Deus. 1 Coríntios 6:10.
Que classes de maldade, Senhor, disse-lhe, são aquelas de que temos de abster-nos sendo temperados? Ouve, disse-me… da libertinagem e a embriaguez, das muitas viandas e luxos dos ricos. Estas obras são as mais perversas de todas na vida dos homens. Hermas (150 d.C.)
Sob a ardente influência do vinho, os seios e os órgãos sexuais se excitam e se incham de sangue e de vigor, firme anúncio da fornicação; a comoção do alma inflama necessariamente o corpo e as palpitações obscenas suscitam uma curiosidade que convida ao homem moderado a infringir a lei. Clemente de Alexandria (195 d.C.)
Os desgraçados, em mudança , os que expulsam a temperança dos banquetes, consideram vida feliz a total anarquia na bebida; para eles, a vida nada mais é do que festa, borracheiras, banhos, vinho puro, urinares, ociosidade e bebida. Clemente de Alexandria (195 d.C.)
A embriaguez é freqüente nos escitas, os iberos e os traços, raças todas as guerreiras, consideram honroso entregar-se à bebida. Clemente de Alexandria (195 d.C.)
Vês os perigos de um naufrágio? O coração fica anegado pelo excesso de bebida; e o excesso de vinho é comparado ao mar ameaçador, no qual se afunda o espírito do homem, é indo de um lado para outro pela tempestade da embriaguez que lhe domina, e no meio do oceano, sofre aturdimento ante as trevas da tormenta, extraviado do porto da verdade, até que, vindo parar junto aos recifes, naufraga no meio dos prazeres e fica destruído. Clemente de Alexandria (195 d.C.)
Que classes de maldade, Senhor, disse-lhe, são aquelas de que temos de abster-nos sendo temperados? Ouve, disse-me… da libertinagem e a embriaguez, das muitas viandas e luxos dos ricos. Estas obras são as mais perversas de todas na vida dos homens. Hermas (150 d.C.)
Sob a ardente influência do vinho, os seios e os órgãos sexuais se excitam e se incham de sangue e de vigor, firme anúncio da fornicação; a comoção do alma inflama necessariamente o corpo e as palpitações obscenas suscitam uma curiosidade que convida ao homem moderado a infringir a lei. Clemente de Alexandria (195 d.C.)
Os desgraçados, em mudança , os que expulsam a temperança dos banquetes, consideram vida feliz a total anarquia na bebida; para eles, a vida nada mais é do que festa, borracheiras, banhos, vinho puro, urinares, ociosidade e bebida. Clemente de Alexandria (195 d.C.)
A embriaguez é freqüente nos escitas, os iberos e os traços, raças todas as guerreiras, consideram honroso entregar-se à bebida. Clemente de Alexandria (195 d.C.)
Vês os perigos de um naufrágio? O coração fica anegado pelo excesso de bebida; e o excesso de vinho é comparado ao mar ameaçador, no qual se afunda o espírito do homem, é indo de um lado para outro pela tempestade da embriaguez que lhe domina, e no meio do oceano, sofre aturdimento ante as trevas da tormenta, extraviado do porto da verdade, até que, vindo parar junto aos recifes, naufraga no meio dos prazeres e fica destruído. Clemente de Alexandria (195 d.C.)
FILOSOFIA
Onde está o sábio? Onde o escriba? Onde o questionador deste século? Porventura não tornou Deus louca a sabedoria deste mundo? 1 Coríntios 1:20.
Ninguém se engane a si mesmo; se alguém dentre vós se tem por sábio neste mundo, faça-se louco para se tornar sábio. Porque a sabedoria deste mundo é loucura diante de Deus; pois está escrito: Ele apanha os sábios na sua própria astúcia; 1 Coríntios 3:18-19.
Tendo cuidado para que ninguém vos faça presa sua, por meio de filosofias e vãs sutilezas, segundo a tradição dos homens, segundo os rudimentos do mundo, e não segundo Cristo. Colossenses 2:8.
Ou aceitas tu as afirmações vazias e sem sentido dos filósofos orgulhosos, dos quais, alguns disseram que Deus era fogo (invocam como Deus àquilo ao qual irão eles mesmos), e outros água, e outros algum outro dos elementos que foram criados por Deus? E, pese a tudo, se alguma destas afirmações é digna de aceitação, qualquer outra coisa criada poderia o mesmo ser feita Deus. Sim, tudo isto é charlatanearia e engano dos magos; e nenhum homem viu ou reconhecido a Deus, senão que O se revelou a si mesmo. Epístola a Diogneto (125-200 d.C.)
(Justino explica como foi passando por diversas escolas filosóficas em procura da sabedoria, mas nenhuma lhe satisfez). Não tratam de Deus, replicou-me, os filósofos em todos seus discursos e não versam suas disputas sobre sua unicidade e providência? E não é objeto da filosofia pesquisar a respeito de Deus?, Certamente, disse-lhe, e essa é também minha opinião; mas a maioria dos filósofos nem se propõem sequer o problema de se há um só Deus ou muitos, nem se tem ou não providência de cada um de nós, pois opinam que semelhante conhecimento não contribui para nada a nossa felicidade. Justino Mártir (160 d.C.)
No entanto, que é em realidade (a filosofia) e por que foi enviada aos homens, é algo que escapa à maioria da gente; pois sendo uma ciência única, não teria Platãoicos, nem estóicos, nem peripatéticos, nem teóricos, nem pitagóricos. Justino Mártir (160 d.C.)
Depois, és amigo da idéia e não da ação e da verdade? Como não tratas de ser mais bem um homem prático e não sofista? Justino Mártir (160 d.C.)
Existiram faz muito tempo, contestou-me o velho, uns homens mais antigos que todos estes tidos por filósofos; homens abençoados, justos e amigos de Deus, que falaram por inspiração divina; e divinamente inspirados predisseram o porvir, o que justamente se está cumprindo agora: são os chamados profetas. Justino Mártir (160 d.C.) Estes são os que viram e anunciaram a verdade aos homens, sem temer nem adular a ninguém, sem deixar-se vencer pela vangloria; senão que, cheios do Espírito Santo, só disseram o que viram e ouviram. Seus escritos se conservam ainda e quem os leia e lhes preste fé, pode sacar o maior proveito nas questões dos princípios e fim das coisas e, em general, sobre aquilo que um filósofo deve saber. Justino Mártir (160 d.C.)
No entanto, imediatamente senti que se acendia um fogo em minha alma e se apoderava de mim o amor aos profetas e àqueles homens que são amigos de Cristo e, reflexionando sobre os raciocínios do ancião, achei que esta só é a filosofia segura e proveitosa. Justino Mártir (160 d.C.)
Deste modo, e por estes motivos, eu sou filósofo, e quisesse que todos os homens, pondo o mesmo fervor que eu, seguissem os ensinos do Salvador. Justino Mártir (160 d.C.)
Quando falo de filosofia, não me refiro à estóica, ou à Platônica, ou à de Epicuro ou à de Aristóteles, senão que me refiro a tudo o que a cada uma destas escolas disse certamente ensinando a justiça com atitude científica e religiosa. Este conjunto eclético é o que eu chamo filosofia. Clemente de Alexandria (195 d.C.)
A gente comum, como os meninos que temem ao cuco. teme à filosofia grega por medo de ser extraviado por ela. No entanto, se a fé que têm, já que não me atrevo a chamá-la conhecimento, é tal que pode perder-se com argumentos, que se perca, pois com isto só já confessam que não têm a verdade. Porque a verdade é invencível: as falsas opiniões são as que se perdem. Clemente de Alexandria (195 d.C.)
E ainda é possível que a filosofia fora dada diretamente (por Deus) aos gregos antes que o Senhor os chamasse: porque era um maestro para conduzir aos gregos a Cristo, como a lei o foi para os hebreus. Clemente de Alexandria (195 d.C.)
A filosofia é uma preparação que põe em caminho ao homem que tem de receber a perfeição por meio de Cristo... Não há nada de estranho no fato de que a filosofia seja um dom da divina providência, como propedêutica para a perfeição que se atinge por Cristo, com a condição que não se envergonhe da sabedoria bárbara, da que a filosofia tem de aprender a avançar para a verdade. Clemente de Alexandria (195 d.C.)
Ainda que a filosofia grega não chega a atingir a verdade em sua totalidade, e, ademais, não tem em si força para cumprir o mandamento do Senhor, no entanto, prepara ao menos o caminho para aquele ensino que é verdadeiramente real no melhor sentido da palavra, pois faz ao homem capaz de dominar-se, molda seu caráter e o predispõe para a aceitação da verdade. Clemente de Alexandria (195 d.C.)
Fique-se para Atenas esta sabedoria humana (a filosofia), manipulador e adulteradora da verdade, por onde anda a múltipla diversidade de seitas contraditórias entre si com suas diversas heresias. Mas, que tem que ver Atenas com Jerusalém? Que relação há entre a Academia e a igreja? Que têm que ver os hereges e os cristãos? Tertuliano (197 d.C.)
Tudo isto são doutrinas humanas e demoníacas, nascidas da especulação da sabedoria mundana, para agradar aos ouvidos. Mas o Senhor as chamou necedade, e elegeu o néscio segundo o mundo para confundir à mesma filosofia. Porque a filosofia é o objeto da sabedoria mundana, intérprete temerária do ser e dos desígnios de Deus. Todas as heresias em último termo têm sua origem na filosofia. Tertuliano (197 d.C.)
Que semelhança têm o filósofo e o cristão? O discípulo de Grécia e o do céu? o tratante da fama, e o negociador da vida eterna? O que trabalha com os ditos, e o que trabalha com os Atos? O que destrói a inocência da vida e o que a edifica? O amigo do erro e o inimigo da mentira? O que perto da verdade e o que a conserva inteira? O que a furta para violá-la, e o que a defende pura? Tertuliano (197 d.C.)
Quem dos poetas, quem dos sofistas deixou de beber um pouco de a fonte pura dos profetas? Tertuliano (197 d.C.)
Nós condenamos a arrogância dos filósofos, a quem conhecemos como corruptos, adúlteros e tiranos e sempre eloqüentes contra seus próprios vícios. Marco Minucio Félix (200 d.C.)
Os filósofos pagãos não deixaram nenhum preceito sobre a virtude da humanidade. Animados por uma espécie de falsa virtude, excluíram do ser humano a misericórdia, com o que aumentaram a miséria do homem que pretendiam sanar. Lactâncio (304-313 d.C.)
Falando daquele que ensina os fundamentos da vida e molda a vida de outros, faço a pergunta: ‘Não é necessário que ele mesmo viva de acordo com os fundamentos que ensina?’ Se não vive de acordo com o que ensina, seu ensino resulta nula… Seu aluno lhe contestará assim: ‘Não posso fazer o que você me ensina, porque é impossível. Ensina-me a não me enojar. Ensina-me a não cobiçar. Ensina-me a não luxuriar. Ensina-me a não temer o sofrimento e a morte. Mas tudo isto está muito contrário à natureza. Todos os homens sentem estes desejos. Se você está convicto de que é possível viver contrário aos desejos naturais, primeiro permita-me ver seu exemplo para que eu saiba que em verdade é possível.’…Como poderá [o maestro] tirar este pretexto dos obstinados, a não ser com seu exemplo? Só assim poderão seus alunos ver com seus próprios olhos que o que ensina é em verdade possível. É por isso mesmo que ninguém vive de acordo com os ensinos dos filósofos. Os homens preferem o exemplo a só palavras, porque fácil é falar, mas difícil atuar. Lactâncio (304-313 d.C.)
Ninguém se engane a si mesmo; se alguém dentre vós se tem por sábio neste mundo, faça-se louco para se tornar sábio. Porque a sabedoria deste mundo é loucura diante de Deus; pois está escrito: Ele apanha os sábios na sua própria astúcia; 1 Coríntios 3:18-19.
Tendo cuidado para que ninguém vos faça presa sua, por meio de filosofias e vãs sutilezas, segundo a tradição dos homens, segundo os rudimentos do mundo, e não segundo Cristo. Colossenses 2:8.
Ou aceitas tu as afirmações vazias e sem sentido dos filósofos orgulhosos, dos quais, alguns disseram que Deus era fogo (invocam como Deus àquilo ao qual irão eles mesmos), e outros água, e outros algum outro dos elementos que foram criados por Deus? E, pese a tudo, se alguma destas afirmações é digna de aceitação, qualquer outra coisa criada poderia o mesmo ser feita Deus. Sim, tudo isto é charlatanearia e engano dos magos; e nenhum homem viu ou reconhecido a Deus, senão que O se revelou a si mesmo. Epístola a Diogneto (125-200 d.C.)
(Justino explica como foi passando por diversas escolas filosóficas em procura da sabedoria, mas nenhuma lhe satisfez). Não tratam de Deus, replicou-me, os filósofos em todos seus discursos e não versam suas disputas sobre sua unicidade e providência? E não é objeto da filosofia pesquisar a respeito de Deus?, Certamente, disse-lhe, e essa é também minha opinião; mas a maioria dos filósofos nem se propõem sequer o problema de se há um só Deus ou muitos, nem se tem ou não providência de cada um de nós, pois opinam que semelhante conhecimento não contribui para nada a nossa felicidade. Justino Mártir (160 d.C.)
No entanto, que é em realidade (a filosofia) e por que foi enviada aos homens, é algo que escapa à maioria da gente; pois sendo uma ciência única, não teria Platãoicos, nem estóicos, nem peripatéticos, nem teóricos, nem pitagóricos. Justino Mártir (160 d.C.)
Depois, és amigo da idéia e não da ação e da verdade? Como não tratas de ser mais bem um homem prático e não sofista? Justino Mártir (160 d.C.)
Existiram faz muito tempo, contestou-me o velho, uns homens mais antigos que todos estes tidos por filósofos; homens abençoados, justos e amigos de Deus, que falaram por inspiração divina; e divinamente inspirados predisseram o porvir, o que justamente se está cumprindo agora: são os chamados profetas. Justino Mártir (160 d.C.) Estes são os que viram e anunciaram a verdade aos homens, sem temer nem adular a ninguém, sem deixar-se vencer pela vangloria; senão que, cheios do Espírito Santo, só disseram o que viram e ouviram. Seus escritos se conservam ainda e quem os leia e lhes preste fé, pode sacar o maior proveito nas questões dos princípios e fim das coisas e, em general, sobre aquilo que um filósofo deve saber. Justino Mártir (160 d.C.)
No entanto, imediatamente senti que se acendia um fogo em minha alma e se apoderava de mim o amor aos profetas e àqueles homens que são amigos de Cristo e, reflexionando sobre os raciocínios do ancião, achei que esta só é a filosofia segura e proveitosa. Justino Mártir (160 d.C.)
Deste modo, e por estes motivos, eu sou filósofo, e quisesse que todos os homens, pondo o mesmo fervor que eu, seguissem os ensinos do Salvador. Justino Mártir (160 d.C.)
Quando falo de filosofia, não me refiro à estóica, ou à Platônica, ou à de Epicuro ou à de Aristóteles, senão que me refiro a tudo o que a cada uma destas escolas disse certamente ensinando a justiça com atitude científica e religiosa. Este conjunto eclético é o que eu chamo filosofia. Clemente de Alexandria (195 d.C.)
A gente comum, como os meninos que temem ao cuco. teme à filosofia grega por medo de ser extraviado por ela. No entanto, se a fé que têm, já que não me atrevo a chamá-la conhecimento, é tal que pode perder-se com argumentos, que se perca, pois com isto só já confessam que não têm a verdade. Porque a verdade é invencível: as falsas opiniões são as que se perdem. Clemente de Alexandria (195 d.C.)
E ainda é possível que a filosofia fora dada diretamente (por Deus) aos gregos antes que o Senhor os chamasse: porque era um maestro para conduzir aos gregos a Cristo, como a lei o foi para os hebreus. Clemente de Alexandria (195 d.C.)
A filosofia é uma preparação que põe em caminho ao homem que tem de receber a perfeição por meio de Cristo... Não há nada de estranho no fato de que a filosofia seja um dom da divina providência, como propedêutica para a perfeição que se atinge por Cristo, com a condição que não se envergonhe da sabedoria bárbara, da que a filosofia tem de aprender a avançar para a verdade. Clemente de Alexandria (195 d.C.)
Ainda que a filosofia grega não chega a atingir a verdade em sua totalidade, e, ademais, não tem em si força para cumprir o mandamento do Senhor, no entanto, prepara ao menos o caminho para aquele ensino que é verdadeiramente real no melhor sentido da palavra, pois faz ao homem capaz de dominar-se, molda seu caráter e o predispõe para a aceitação da verdade. Clemente de Alexandria (195 d.C.)
Fique-se para Atenas esta sabedoria humana (a filosofia), manipulador e adulteradora da verdade, por onde anda a múltipla diversidade de seitas contraditórias entre si com suas diversas heresias. Mas, que tem que ver Atenas com Jerusalém? Que relação há entre a Academia e a igreja? Que têm que ver os hereges e os cristãos? Tertuliano (197 d.C.)
Tudo isto são doutrinas humanas e demoníacas, nascidas da especulação da sabedoria mundana, para agradar aos ouvidos. Mas o Senhor as chamou necedade, e elegeu o néscio segundo o mundo para confundir à mesma filosofia. Porque a filosofia é o objeto da sabedoria mundana, intérprete temerária do ser e dos desígnios de Deus. Todas as heresias em último termo têm sua origem na filosofia. Tertuliano (197 d.C.)
Que semelhança têm o filósofo e o cristão? O discípulo de Grécia e o do céu? o tratante da fama, e o negociador da vida eterna? O que trabalha com os ditos, e o que trabalha com os Atos? O que destrói a inocência da vida e o que a edifica? O amigo do erro e o inimigo da mentira? O que perto da verdade e o que a conserva inteira? O que a furta para violá-la, e o que a defende pura? Tertuliano (197 d.C.)
Quem dos poetas, quem dos sofistas deixou de beber um pouco de a fonte pura dos profetas? Tertuliano (197 d.C.)
Nós condenamos a arrogância dos filósofos, a quem conhecemos como corruptos, adúlteros e tiranos e sempre eloqüentes contra seus próprios vícios. Marco Minucio Félix (200 d.C.)
Os filósofos pagãos não deixaram nenhum preceito sobre a virtude da humanidade. Animados por uma espécie de falsa virtude, excluíram do ser humano a misericórdia, com o que aumentaram a miséria do homem que pretendiam sanar. Lactâncio (304-313 d.C.)
Falando daquele que ensina os fundamentos da vida e molda a vida de outros, faço a pergunta: ‘Não é necessário que ele mesmo viva de acordo com os fundamentos que ensina?’ Se não vive de acordo com o que ensina, seu ensino resulta nula… Seu aluno lhe contestará assim: ‘Não posso fazer o que você me ensina, porque é impossível. Ensina-me a não me enojar. Ensina-me a não cobiçar. Ensina-me a não luxuriar. Ensina-me a não temer o sofrimento e a morte. Mas tudo isto está muito contrário à natureza. Todos os homens sentem estes desejos. Se você está convicto de que é possível viver contrário aos desejos naturais, primeiro permita-me ver seu exemplo para que eu saiba que em verdade é possível.’…Como poderá [o maestro] tirar este pretexto dos obstinados, a não ser com seu exemplo? Só assim poderão seus alunos ver com seus próprios olhos que o que ensina é em verdade possível. É por isso mesmo que ninguém vive de acordo com os ensinos dos filósofos. Os homens preferem o exemplo a só palavras, porque fácil é falar, mas difícil atuar. Lactâncio (304-313 d.C.)
ESPORTES
Pois o exercício corporal para pouco aproveita, mas a piedade para tudo é proveitosa, visto que tem a promessa da vida presente e da que há de vir. 1 Timóteo 4:8.
Os atletas da antigüidade, sentindo vergonha de mostrar-se nus, participavam nos ginásticos previstos de um senador e cobriam suas vergonhas. As mulheres, em mudança, arrojam o pudor com a túnica e, querendo parecer formosas, sem propor-se, põem em evidência sua maldade. Já que, através de seu corpo, se evidência sua luxuriosa lascívia. Clemente de Alexandria (195 d.C.)
Mas, se me dizem que tomam os espetáculos como um tipo de jogo, a modo de passatempo, eu afirmo que não são prudentes aquelas cidades que tomam em sério os jogos. Não, já não são jogos essa cruel ambição de glória, que chega ao extremo da morte, também não a cobiça de vaidades, nem esses irracionais luxos e gastos sem sentido. Clemente de Alexandria (195 d.C.)
Tudo zelo na busca de glória e honra está morto em nós… Entre nós nunca se diz, vê ou escuta nada que tenha algo em comum com... as atrocidades da areia ou o exercício inútil do campo de luta livre. Por que se ofendem conosco se diferimos de vocês quanto a seus prazeres? Tertuliano (197 d.C.)
Vocês (os cristãos) não assistem aos jogos desportivos. Não têm nenhum interesse nas diversões. Recusam os banquetes, e aborrecem os jogos sagrados… Desta maneira, se têm vocês sensatez ou Juizo algum, deixem de fixar-se nos céus e nos destinos e segredos do mundo. Marco Minucio Félix, citando a um pagão antagonista (200 d.C.)
Nós, que somos Juizos por nossos costumes e nosso sentido do pudor, com razão nos abstemos dos maus prazeres, de suas cerimônias e espetáculos, cujo origem sagrada conhecemos e cujos prejudiciais encantos condenamos. Quem não se horroriza ao ver nas carreiras de carroças a loucura do povo disputando uns com outros, ou nas lutas de gladiadores, uma verdadeira escola de homicídio? Marco Minucio Félix (200 d.C.)
O que se deleita em olhar a morte de um homem, ainda que homem condenado pela lei, contamina sua consciência igual como se fosse ele cúmplice ou espectador de boa vontade de um homicídio cometido em segredo. ¡Mas eles dizem que isso é ‘esporte’, o derramar sangue humano! Lactâncio (304-313 d.C.)
As celebrações dos jogos são festividades em honra aos deuses, pois elas foram instituídas devido à data de seu nascimento ou à dedicação de novos templos… Por tanto, se alguém está presente nos espetáculos nos quais se reúnem os homens por causa de sua religião, desviou-se da adoração de Deus. Lactâncio (304-313 d.C.)
Os atletas da antigüidade, sentindo vergonha de mostrar-se nus, participavam nos ginásticos previstos de um senador e cobriam suas vergonhas. As mulheres, em mudança, arrojam o pudor com a túnica e, querendo parecer formosas, sem propor-se, põem em evidência sua maldade. Já que, através de seu corpo, se evidência sua luxuriosa lascívia. Clemente de Alexandria (195 d.C.)
Mas, se me dizem que tomam os espetáculos como um tipo de jogo, a modo de passatempo, eu afirmo que não são prudentes aquelas cidades que tomam em sério os jogos. Não, já não são jogos essa cruel ambição de glória, que chega ao extremo da morte, também não a cobiça de vaidades, nem esses irracionais luxos e gastos sem sentido. Clemente de Alexandria (195 d.C.)
Tudo zelo na busca de glória e honra está morto em nós… Entre nós nunca se diz, vê ou escuta nada que tenha algo em comum com... as atrocidades da areia ou o exercício inútil do campo de luta livre. Por que se ofendem conosco se diferimos de vocês quanto a seus prazeres? Tertuliano (197 d.C.)
Vocês (os cristãos) não assistem aos jogos desportivos. Não têm nenhum interesse nas diversões. Recusam os banquetes, e aborrecem os jogos sagrados… Desta maneira, se têm vocês sensatez ou Juizo algum, deixem de fixar-se nos céus e nos destinos e segredos do mundo. Marco Minucio Félix, citando a um pagão antagonista (200 d.C.)
Nós, que somos Juizos por nossos costumes e nosso sentido do pudor, com razão nos abstemos dos maus prazeres, de suas cerimônias e espetáculos, cujo origem sagrada conhecemos e cujos prejudiciais encantos condenamos. Quem não se horroriza ao ver nas carreiras de carroças a loucura do povo disputando uns com outros, ou nas lutas de gladiadores, uma verdadeira escola de homicídio? Marco Minucio Félix (200 d.C.)
O que se deleita em olhar a morte de um homem, ainda que homem condenado pela lei, contamina sua consciência igual como se fosse ele cúmplice ou espectador de boa vontade de um homicídio cometido em segredo. ¡Mas eles dizem que isso é ‘esporte’, o derramar sangue humano! Lactâncio (304-313 d.C.)
As celebrações dos jogos são festividades em honra aos deuses, pois elas foram instituídas devido à data de seu nascimento ou à dedicação de novos templos… Por tanto, se alguém está presente nos espetáculos nos quais se reúnem os homens por causa de sua religião, desviou-se da adoração de Deus. Lactâncio (304-313 d.C.)
BARBA
Não cortareis o cabelo, arredondando os cantos da vossa cabeça, nem desfigurareis os cantos da vossa barba. Levítico 19:27.
E não raparão os cantos da barba. Levítico 21:5.
¡Que afeminado é para o homem barbear-se, pentear-se com fineza e arrumar-se adiante do espelho barbeando-se e rapando-se a barba para que sejam lisas suas bochechas! Porque Deus quis que sejam finas as mulheres e lhe agrada seu cabelo longo como o dos cavalos. Mas enfeitou ao homem com a barba bem como a melena dos leões, e pôs belos em seu peito como um atributo do homem e sinal de sua força e domínio. Clemente de Alexandria (195 d.C.)
A barba é o atributo do homem, pela qual se demonstra ser homem… É mais antiga do que Eva e demonstra uma natureza mais forte. Por isso é coisa de impiedade desfigurar o símbolo do homem. Clemente de Alexandria (195 d.C.)
Não é lícito barbear a barba, que é beleza natural, beleza nobre, “quem originariamente é barbudo e cuja puberdade está cheia de encanto”… É preciso que quem tenha recebido uma correta educação e em quem resida a paz, deixe calma sua própria barba. Clemente de Alexandria (195 d.C.)
Que a maxila tenha barba. Porque uma barba ampla é o apropriado para o homem. E se alguém se barbeia, não deve barbear-se tudo porque isto é uma desgraça. Também o bigode, por motivos de limpeza ao comer, recorta-se as pontas com tesoura, mas sem barbeá-lo o qual seria indecoroso. E sem tocar a barba das maxilas. Clemente de Alexandria (195 d.C.)
Ainda que alguns se cortem um pouco a barba, não está bem barbear-se do tudo, pois é um espetáculo vergonhoso, e também é reprovável barbear-se a barba a amolece de pele, por ser uma ação semelhante à depilação e fazer-se imberbe (jovem que ainda não tem barba). Clemente de Alexandria (195 d.C.)
Os homens têm suas próprias vaidades e enganos assim como o cortar a barba muito direito, recortando umas partes e barbeando ao redor da boca. Tertuliano (197 d.C.)
Entre seus costumes (dos pagãos) não tinha disciplina. Entre os homens se rapavam a barba. Cipriano (250 d.C.)
Ainda que está escrito: “Não recortem sua barba,” se rapam a barba e se arrumam o cabelo. Cipriano (250 d.C.)
A barba não deve ser rapada. “Não recortem sua barba.” Cipriano (250 d.C.)
A natureza da barba contribui de modo incrível a distinguir a maturidade dos corpos, o sexo e a beleza da masculinidade e a força. Lactâncio (304-313)
E não raparão os cantos da barba. Levítico 21:5.
¡Que afeminado é para o homem barbear-se, pentear-se com fineza e arrumar-se adiante do espelho barbeando-se e rapando-se a barba para que sejam lisas suas bochechas! Porque Deus quis que sejam finas as mulheres e lhe agrada seu cabelo longo como o dos cavalos. Mas enfeitou ao homem com a barba bem como a melena dos leões, e pôs belos em seu peito como um atributo do homem e sinal de sua força e domínio. Clemente de Alexandria (195 d.C.)
A barba é o atributo do homem, pela qual se demonstra ser homem… É mais antiga do que Eva e demonstra uma natureza mais forte. Por isso é coisa de impiedade desfigurar o símbolo do homem. Clemente de Alexandria (195 d.C.)
Não é lícito barbear a barba, que é beleza natural, beleza nobre, “quem originariamente é barbudo e cuja puberdade está cheia de encanto”… É preciso que quem tenha recebido uma correta educação e em quem resida a paz, deixe calma sua própria barba. Clemente de Alexandria (195 d.C.)
Que a maxila tenha barba. Porque uma barba ampla é o apropriado para o homem. E se alguém se barbeia, não deve barbear-se tudo porque isto é uma desgraça. Também o bigode, por motivos de limpeza ao comer, recorta-se as pontas com tesoura, mas sem barbeá-lo o qual seria indecoroso. E sem tocar a barba das maxilas. Clemente de Alexandria (195 d.C.)
Ainda que alguns se cortem um pouco a barba, não está bem barbear-se do tudo, pois é um espetáculo vergonhoso, e também é reprovável barbear-se a barba a amolece de pele, por ser uma ação semelhante à depilação e fazer-se imberbe (jovem que ainda não tem barba). Clemente de Alexandria (195 d.C.)
Os homens têm suas próprias vaidades e enganos assim como o cortar a barba muito direito, recortando umas partes e barbeando ao redor da boca. Tertuliano (197 d.C.)
Entre seus costumes (dos pagãos) não tinha disciplina. Entre os homens se rapavam a barba. Cipriano (250 d.C.)
Ainda que está escrito: “Não recortem sua barba,” se rapam a barba e se arrumam o cabelo. Cipriano (250 d.C.)
A barba não deve ser rapada. “Não recortem sua barba.” Cipriano (250 d.C.)
A natureza da barba contribui de modo incrível a distinguir a maturidade dos corpos, o sexo e a beleza da masculinidade e a força. Lactâncio (304-313)
quinta-feira, 9 de dezembro de 2010
Heresias sobre o dizimo!
Uma breve analise das heresias atuais e razões pelas quais o dizimo não é uma doutrina cristã...
Heresias sobre o dizimo!
Parte 1
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Parte 2
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Parte 1
Parte 2
Trazei todos os dizimos à casa do tesouro, para que haja mantimento na minha casa, e depois fazei prova de mim, diz o Senhor dos exércitos, se eu não vos abrir as janelas do céu, e não derramar sobre vós tal benção, que dela vos advenha a maior abastança. Malaquias 3:10.
Pois não havia entre eles necessitado algum; porque todos os que possuiam terras ou casas, vendendo-as, traziam o preço do que vendiam e o depositavam aos pés dos Apostolos. E se repartia a qualquer um que tivesse necessidade. Atos 4:34-35.
No primeiro dia da semana cada um de vós ponha de parte o que puder, conforme tiver prosperado, guardando-o, para que se não façam coletas quando eu chegar. 1 Coríntios 16:2.
Cada um contribua segundo propôs no seu coração; não com tristeza, nem por constrangimento; porque Deus ama ao que dá com alegria. 2 Coríntios 9:7.
Recebam em nome do Senhor aos Apostolos que lhes visitarem Ao sair o Apostolo, devem prover-lhe de pão para que possa ir à cidade onde se dirija: se pede dinheiro, é um falso profeta. Se alguém, falando pelo espírito, pedir-lhes dinheiro ou outra coisa, não lhe façam caso; mas se aconselha que se dê aos pobres, não lhe julguem. Didaquê (80-140 d.C.)
Agora bem, pode um Espirito divino receber dinheiro e profetizar? Não é possivel que um profeta de Deus faça isto. Hermas (150 d.C.)
Os que têm as manchas são Diaconos que exerceram mal seu oficio, e saquearam a substância de viúvas e órfãos, e fizeram ganho para si com as administrações que tinham recebido para executar. Estes, pois, se permanecem no mesmo mau desejo, são mortos e não há esperança de vida para eles. Hermas (150 d.C.)
Por isso o Senhor, em vez de simplesmente pagar o dizimo, ordenou repartir os bens entre os pobres; e não unicamente estar dispostos a dar e compartilhar, senão também a dar generosamente àqueles que nos arrebatam nossos bens: Se alguém te tira a túnica, dê-lhe também o manto; não lhe reclames ao outro o que te arrebata; e trata aos demais como queres que eles te tratem. Irineu (180 d.C.)
Por esta razão eles consagravam o dizimo de seus bens. Em mudança, quem receberam a liberdade, consagraram tudo o que tem ao serviço do Senhor. Entregam-lhe com gozo e livremente o menos valioso, a mudança da esperança do mais valioso, como aquela viuva pobre que jogou no tesouro de Deus tudo o que tinha para viver . Irineu (180 d.C.)
A lei não exigir os dizimos de quem consagrou todos seus bens a Deus e deixou pai, mãe e toda sua fam�lia para seguir ao Verbo de Deus. Irineu (180 d.C.)
Mas eles (os falsos maestros), e a meu Juizo com toda razão, não querem ensinar abertamente a todos, senão só a quem podem pagar bem por tais mistérios. Pois estas coisas não se parecem àquelas das que disse o Senhor: Dêem grátis o que grátis receberam. Irineu (180 d.C.)
(Entre os hereges) Ela então se sente profetisa e em agradecimento não s� lhe d� uma grande parte de suas riquezas, de onde ele amontoa uma boa quantidade de dinheiro� Outras mulheres mais fi�is, levadas pelo temor de Deus, não se deixam seduzir. Irineu (180 d.C.)
Temos uma esp�cie de caixa, seus rendimentos não provem de quotas fixas, como se com isso se pusesse um pre�o � religião, senão que cada um, se quer ou se pode, contribui uma pequena quantidade o dia assinalado de cada m�s, ou quando quer. Em isto não h� compuls�o alguma, senão que as contribui��es são volunt�rias, e constituem como um fundo de caridade. Efetivamente, não se gasta em banquetes, ou bebidas, ou festas chabacanos, senão em alimentar ou enterrar aos pobres, ou ajudar aos meninos e meninas que perderam a seus pais e seus bens, ou aos anciãos confinados em suas casas, aos n�ufragos, ou aos que trabalham nas minas, ou est�o desterrados nas ilhas ou pris�es ou nos c�rceres. Tertuliano (197 d.C.)
Os cristãos não descuidam possibilidade alguma de semear o evangelho em todas as partes da terra. Alguns se afanaram por percorrer não s� as cidades, senão tamb�m os povos e aldeias para converter aos demais ao culto de Deus. Ningu�m dir� que fizessem isto com af� de enriquecer-se, j� que muitas vezes nem sequer aceitam o necess�rio para seu alimento; e se alguma vez se v�em for�ados a isso por sua necessidade, contentam-se com o indispens�vel, por mais do que muitos queiram compartilhar com eles e entregar-lhes mais do necess�rio. Or�genes (225 d.C.)
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Trazei todos os dizimos à casa do tesouro, para que haja mantimento na minha casa, e depois fazei prova de mim, diz o Senhor dos exércitos, se eu não vos abrir as janelas do céu, e não derramar sobre vós tal benção, que dela vos advenha a maior abastança. Malaquias 3:10.
Pois não havia entre eles necessitado algum; porque todos os que possuiam terras ou casas, vendendo-as, traziam o preço do que vendiam e o depositavam aos pés dos Apostolos. E se repartia a qualquer um que tivesse necessidade. Atos 4:34-35.
No primeiro dia da semana cada um de vós ponha de parte o que puder, conforme tiver prosperado, guardando-o, para que se não façam coletas quando eu chegar. 1 Coríntios 16:2.
Cada um contribua segundo propôs no seu coração; não com tristeza, nem por constrangimento; porque Deus ama ao que dá com alegria. 2 Coríntios 9:7.
Recebam em nome do Senhor aos Apostolos que lhes visitarem Ao sair o Apostolo, devem prover-lhe de pão para que possa ir à cidade onde se dirija: se pede dinheiro, é um falso profeta. Se alguém, falando pelo espírito, pedir-lhes dinheiro ou outra coisa, não lhe façam caso; mas se aconselha que se dê aos pobres, não lhe julguem. Didaquê (80-140 d.C.)
Agora bem, pode um Espirito divino receber dinheiro e profetizar? Não é possivel que um profeta de Deus faça isto. Hermas (150 d.C.)
Os que têm as manchas são Diaconos que exerceram mal seu oficio, e saquearam a substância de viúvas e órfãos, e fizeram ganho para si com as administrações que tinham recebido para executar. Estes, pois, se permanecem no mesmo mau desejo, são mortos e não há esperança de vida para eles. Hermas (150 d.C.)
Por isso o Senhor, em vez de simplesmente pagar o dizimo, ordenou repartir os bens entre os pobres; e não unicamente estar dispostos a dar e compartilhar, senão também a dar generosamente àqueles que nos arrebatam nossos bens: Se alguém te tira a túnica, dê-lhe também o manto; não lhe reclames ao outro o que te arrebata; e trata aos demais como queres que eles te tratem. Irineu (180 d.C.)
Por esta razão eles consagravam o dizimo de seus bens. Em mudança, quem receberam a liberdade, consagraram tudo o que tem ao serviço do Senhor. Entregam-lhe com gozo e livremente o menos valioso, a mudança da esperança do mais valioso, como aquela viuva pobre que jogou no tesouro de Deus tudo o que tinha para viver . Irineu (180 d.C.)
A lei não exigir os dizimos de quem consagrou todos seus bens a Deus e deixou pai, mãe e toda sua fam�lia para seguir ao Verbo de Deus. Irineu (180 d.C.)
Mas eles (os falsos maestros), e a meu Juizo com toda razão, não querem ensinar abertamente a todos, senão só a quem podem pagar bem por tais mistérios. Pois estas coisas não se parecem àquelas das que disse o Senhor: Dêem grátis o que grátis receberam. Irineu (180 d.C.)
(Entre os hereges) Ela então se sente profetisa e em agradecimento não s� lhe d� uma grande parte de suas riquezas, de onde ele amontoa uma boa quantidade de dinheiro� Outras mulheres mais fi�is, levadas pelo temor de Deus, não se deixam seduzir. Irineu (180 d.C.)
Temos uma esp�cie de caixa, seus rendimentos não provem de quotas fixas, como se com isso se pusesse um pre�o � religião, senão que cada um, se quer ou se pode, contribui uma pequena quantidade o dia assinalado de cada m�s, ou quando quer. Em isto não h� compuls�o alguma, senão que as contribui��es são volunt�rias, e constituem como um fundo de caridade. Efetivamente, não se gasta em banquetes, ou bebidas, ou festas chabacanos, senão em alimentar ou enterrar aos pobres, ou ajudar aos meninos e meninas que perderam a seus pais e seus bens, ou aos anciãos confinados em suas casas, aos n�ufragos, ou aos que trabalham nas minas, ou est�o desterrados nas ilhas ou pris�es ou nos c�rceres. Tertuliano (197 d.C.)
Os cristãos não descuidam possibilidade alguma de semear o evangelho em todas as partes da terra. Alguns se afanaram por percorrer não s� as cidades, senão tamb�m os povos e aldeias para converter aos demais ao culto de Deus. Ningu�m dir� que fizessem isto com af� de enriquecer-se, j� que muitas vezes nem sequer aceitam o necess�rio para seu alimento; e se alguma vez se v�em for�ados a isso por sua necessidade, contentam-se com o indispens�vel, por mais do que muitos queiram compartilhar com eles e entregar-lhes mais do necess�rio. Or�genes (225 d.C.)
domingo, 18 de julho de 2010
O Aborto conforme as escrituras!
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Esta escrito “Antes que eu te formasse no ventre te conheci, e antes que saísses da mãe te santifiquei; às nações te dei por profeta.” (Jeremias 1:5) A Bíblia deixa claro que Deus, não só nos conhece, como nos destinou aos seus caminhos, dando-nos valor e reconhecimento antes mesmo de nascermos. Antes mesmo de nascer, Deus atua na vida de cada um. “Pois tu formaste os meus rins; entreteceste-me no ventre de minha mãe. Eu te louvarei, porque de um modo tão admirável e maravilhoso fui formado; maravilhosas são as tuas obras, e a minha alma o sabe muito bem.” (Salmos 139:13-14) Um dos mandamentos é “Não matarás.” (Êxodo 20:13)
Dados gritantes de pesquisa mundial revela fatos estarrecedores: 95% dos abortos são feitos por razões de "conveniência", ou seja, por mero desejo de não ter um filho, no entanto, especialistas no assunto, deixam claro que, mesmo no caso de violência, como no "estupro", o aborto jamais livrará a mulher do trauma, antes poderá ainda sofrer um novo "peso na consciência" pela vida inocente que permitiu eliminar.
Um dos argumentos mais usados é o de que a mulher, tem o direito de escolher se quer ou não quer o bebê, um certo absurdo já que o bebê também tem direito a vida, e o que querem é negar a ele o direito a vida; direito este que somente a Deus pertence: "O Senhor é que tira a vida e a dá: faz descer à terra e faz tornar a subir dela" (1.ª Samuel 2:6). Dizer que Deus não se preocupa e que isto é decisão de cada um, é ir contra seus princípios, em ÊXODO 21:22,23 lemos: "Se alguns homens pelejarem e ferirem uma mulher grávida, e forem causa que. aborte, porém se não houver morte, certamente será multado... Mas se houver morte, então darás vida por vida". Perceba o leitor que o Altíssimo condena o aborto provocado! É normal as pessoas questionarem a chance da criança nascer com "problemas", na verdade é como se culpassem a Deus por isto, porém esta escrito: "Quem fez a boca do homem? Ou quem fez o mudo ou o que vê, ou o cego ? Não Sou Eu, o Senhor?" (Êxodo 4:11). "E passando Jesus, viu um cego de nascença. E os seus discípulos lhe perguntaram, dizendo: "Rabi, quem pecou, este ou seus pais, para que nascesse cego ?" Jesus respondeu: "Nem ele pecou nem seus pais, mas foi assim para que se manifestem nele as obras de Deus" (S. João 9:1-3).
Relembrando: "O Senhor me chamou desde o ventre, desde as entranhas de minha mãe fez menção do meu nome;... O Senhor me formou desde o ventre para seu servo..." (Isaías 49:1,5). Salmo 139: "Pois Tu formaste os meus rins; entreteceste-me no ventro de minha mãe. Os Teus olhos viram a minha substância ainda informe, e no Teu livro foram escritos todos os dias, sim, todos os dias que foram ordenados para mim, quando ainda não havia nem um deles".
O termo “expor infantes” se refere à prática de abandonar a um bebê recém nascido ao lado dos caminhos ou carreteiras, deixando-o ali para que morra de frio ou seja recolhido por alguém, usualmente para ser criado como um escravo ou uma prostituta.
Se alguns homens brigarem, e um ferir uma mulher grávida, e for causa de que aborte, não resultando, porém, outro dano, este certamente será multado, conforme o que lhe impuser o marido da mulher, e pagará segundo o arbítrio dos juízes; Êxodo 21:22.
Não matarás a teu filho no seio da mãe nem, uma vez nascido, lhe tirarás a vida. Barnabé (70-130 d.C.)
Mas o caminho do ‘negro’ é torto e cheio de maldição dos quais são ignorantes daquele que os criou, assassinos de seus filhos pelo aborto, destruidores da obra de Deus, que jogam de sim ao precisado. Barnabé (70-130 d.C.)
Não farás abortar a criatura engendrada na orgia, e depois de nascida não a farás morrer. Didaquê (80-140 d.C.)
(Os cristãos) casam-se como todos os demais homens e engendram filhos; mas não se desforram de sua descendência. Epístola a Diogneto (125-200 d.C.)
Tão longe estamos nós de prejudicar a algum ou de realizar alguma impiedade, que recebemos o ensino de que expor aos meninos ainda recém nascidos, é de homens perversos. Justino Mártir (160 d.C.)
Quando dizemos que aquelas mulheres que usam as poções para causar o aborto são homicidas e terão que render conta a Deus por seu fato, como seria possível que matássemos [aos infantes]? Seria insensatez que disséssemos que o menino na matriz é criação de Deus, e por tanto objeto do cuidado de Deus, e depois que nasça o matássemos. Atenágoras (175 d.C.)
Os cristãos têm bem mais respeito pela vida humana do que os pagãos. Por isso, condenam o costume de abandonar aos meninos recém nascidos. Atenágoras (175 d.C.)
Nós afirmamos que as que praticam o aborto cometem homicídio e terão de dar conta a Deus do aborto. Por que razão teríamos de matar? Não se pode pensar ao mesmo tempo em que o que leva a mulher no ventre é um ser vivente, e, por isso, objeto da providência de Deus, e matar depois ao que já avançou na vida; não expor ao nascido, por crer que expor aos filhos equivale a matá-los, e tirar depois a vida ao já crescido. Nós somos sempre e em tudo conseqüentes e conformes conosco mesmos, pois obedecemos à razão e não lhe fazemos violência. Atenágoras (175 d.C.)
O casal é o desejo de procriar filhos, não uma desordenada efusão de sêmen, contrária à lei e à razão… Porque há quem ocultam sua fornicação utilizando drogas abortivas que levam à morte definitiva, sendo assim causa não só da destruição do feto, senão também do amor do gênero humano. Clemente de Alexandria (195 d.C.)
(Falando das praticas entre as mulheres pagãs) Porque essas mulheres, que para esconder sua conduta ruim utilizam drogas abortivas que expulsam uma matéria absolutamente morta, fazem abortar, ao mesmo tempo em que ao feto, seus sentimentos humanos. Clemente de Alexandria (195 d.C.)
Em nosso caso, já que proibimos o homicídio em qualquer forma, não podemos destruir nem sequer ao menino no ventre… Impedir que nasça um menino é somente uma forma de matar. Não há diferença se tira a vida do que já nasceu, ou do que não nasceu ainda. Tertuliano (197 d.C.)
Mantemos, pois, que a vida começa na concepção, pois defendemos que a alma existe desde este momento, e o princípio da vida é a alma. Simultaneamente se une para a vida, o que simultaneamente se separa na morte. Tertuliano (197 d.C.)
Vejo, efetivamente, que vocês (os pagãos) aos filhos que engendraram os expõem às feras e às aves, ou os estrangulam, submetendo-os a um gênero de morte deplorável, há inclusive mulheres que, mediante a ingestão de drogas, destroem em suas mesmas entranhas a origem do futuro ser humano, cometendo um homicídio antes de dar a luz. E estas coisas, sem dúvida, provem do ensino de seus deuses. Marco Minucio Félix (200 d.C.)
A lei de Moisés castiga com penas justas à pessoa que aborta, pois ali se iniciam as primeiras etapas do ser humano. Já que o feto nesta etapa já é susceptível à vida e à morte, é considerado um ser humano. Tertuliano (210 d.C.)
Entre os instrumentos dos cirurgiões, há um desenhado com o propósito principal de abrir o útero e depois mantê-lo aberto. Também existe uma faca redonda, com o qual os membros dentro do ventre são arrancados com muito cuidado. Por último há um gancho encoberto, com o qual o feto é extraído de forma violenta. Existe também uma agulha de ponta de cobre, com o que se realiza a morte neste roubo da vida. Por sua função infanticida se lhe pôs o nome de “assassino do infante.” Por suposto, este infante anteriormente tinha estado vivo. Tertuliano (210 d.C.)
Ao contemplar uma cerimônia idolátrica, posso contemplar um ato de adultério. Por um lado a idolatria o precede; e pelo outro, o assassinato segue em companhia… ¡As parteiras também o testemunham! ¡Quantas concepções adúlteras são massacradas! Tertuliano (212 d.C.)
Algumas mulheres que eram supostas crentes começaram a utilizar drogas anticonceptivas. Também utilizavam faixas ajustadas para expulsar o que tinham concebido, pois não queriam ter um filho de um escravo ou de gente comum devido ao interesse de suas famílias e a suas excessivas riquezas. ¡Olhem quão grande impiedade está promovendo o malvado! Ele ensina o Adulterioe o assassinato o mesmo tempo. Hipólito (225 d.C.)
Não posso encontrar palavras para falar dos infantes que são sacrificados ao primor Saturno. Lactâncio (304-313 d.C.)
Os pagãos estrangulam á seus próprios filhos recém nascidos. Ou se mostram mais piedade, expõem-nos. Lactâncio (304-313 d.C.)
Ninguém pense que é tolerável estrangular a um filho recém nascido, pois é uma grande impiedade… Podem ser consideradas inocentes aquelas pessoas que expõem a sua própria descendência como presa para os cachorros? Quanto a seus atos, eles os matam de um modo mais cruel do que se os estrangulassem… Por tanto, se algum não é capaz de criar filhos por razões de pobreza, é melhor abster-se do casal do que estragar a obra de Deus com mãos perversas. Lactâncio (304-313 d.C.)
Esta escrito “Antes que eu te formasse no ventre te conheci, e antes que saísses da mãe te santifiquei; às nações te dei por profeta.” (Jeremias 1:5) A Bíblia deixa claro que Deus, não só nos conhece, como nos destinou aos seus caminhos, dando-nos valor e reconhecimento antes mesmo de nascermos. Antes mesmo de nascer, Deus atua na vida de cada um. “Pois tu formaste os meus rins; entreteceste-me no ventre de minha mãe. Eu te louvarei, porque de um modo tão admirável e maravilhoso fui formado; maravilhosas são as tuas obras, e a minha alma o sabe muito bem.” (Salmos 139:13-14) Um dos mandamentos é “Não matarás.” (Êxodo 20:13)
Dados gritantes de pesquisa mundial revela fatos estarrecedores: 95% dos abortos são feitos por razões de "conveniência", ou seja, por mero desejo de não ter um filho, no entanto, especialistas no assunto, deixam claro que, mesmo no caso de violência, como no "estupro", o aborto jamais livrará a mulher do trauma, antes poderá ainda sofrer um novo "peso na consciência" pela vida inocente que permitiu eliminar.
Um dos argumentos mais usados é o de que a mulher, tem o direito de escolher se quer ou não quer o bebê, um certo absurdo já que o bebê também tem direito a vida, e o que querem é negar a ele o direito a vida; direito este que somente a Deus pertence: "O Senhor é que tira a vida e a dá: faz descer à terra e faz tornar a subir dela" (1.ª Samuel 2:6). Dizer que Deus não se preocupa e que isto é decisão de cada um, é ir contra seus princípios, em ÊXODO 21:22,23 lemos: "Se alguns homens pelejarem e ferirem uma mulher grávida, e forem causa que. aborte, porém se não houver morte, certamente será multado... Mas se houver morte, então darás vida por vida". Perceba o leitor que o Altíssimo condena o aborto provocado! É normal as pessoas questionarem a chance da criança nascer com "problemas", na verdade é como se culpassem a Deus por isto, porém esta escrito: "Quem fez a boca do homem? Ou quem fez o mudo ou o que vê, ou o cego ? Não Sou Eu, o Senhor?" (Êxodo 4:11). "E passando Jesus, viu um cego de nascença. E os seus discípulos lhe perguntaram, dizendo: "Rabi, quem pecou, este ou seus pais, para que nascesse cego ?" Jesus respondeu: "Nem ele pecou nem seus pais, mas foi assim para que se manifestem nele as obras de Deus" (S. João 9:1-3).
Relembrando: "O Senhor me chamou desde o ventre, desde as entranhas de minha mãe fez menção do meu nome;... O Senhor me formou desde o ventre para seu servo..." (Isaías 49:1,5). Salmo 139: "Pois Tu formaste os meus rins; entreteceste-me no ventro de minha mãe. Os Teus olhos viram a minha substância ainda informe, e no Teu livro foram escritos todos os dias, sim, todos os dias que foram ordenados para mim, quando ainda não havia nem um deles".O termo “expor infantes” se refere à prática de abandonar a um bebê recém nascido ao lado dos caminhos ou carreteiras, deixando-o ali para que morra de frio ou seja recolhido por alguém, usualmente para ser criado como um escravo ou uma prostituta.
Se alguns homens brigarem, e um ferir uma mulher grávida, e for causa de que aborte, não resultando, porém, outro dano, este certamente será multado, conforme o que lhe impuser o marido da mulher, e pagará segundo o arbítrio dos juízes; Êxodo 21:22.
Não matarás a teu filho no seio da mãe nem, uma vez nascido, lhe tirarás a vida. Barnabé (70-130 d.C.)
Mas o caminho do ‘negro’ é torto e cheio de maldição dos quais são ignorantes daquele que os criou, assassinos de seus filhos pelo aborto, destruidores da obra de Deus, que jogam de sim ao precisado. Barnabé (70-130 d.C.)
Não farás abortar a criatura engendrada na orgia, e depois de nascida não a farás morrer. Didaquê (80-140 d.C.)
(Os cristãos) casam-se como todos os demais homens e engendram filhos; mas não se desforram de sua descendência. Epístola a Diogneto (125-200 d.C.)
Tão longe estamos nós de prejudicar a algum ou de realizar alguma impiedade, que recebemos o ensino de que expor aos meninos ainda recém nascidos, é de homens perversos. Justino Mártir (160 d.C.)
Quando dizemos que aquelas mulheres que usam as poções para causar o aborto são homicidas e terão que render conta a Deus por seu fato, como seria possível que matássemos [aos infantes]? Seria insensatez que disséssemos que o menino na matriz é criação de Deus, e por tanto objeto do cuidado de Deus, e depois que nasça o matássemos. Atenágoras (175 d.C.)
Os cristãos têm bem mais respeito pela vida humana do que os pagãos. Por isso, condenam o costume de abandonar aos meninos recém nascidos. Atenágoras (175 d.C.)
Nós afirmamos que as que praticam o aborto cometem homicídio e terão de dar conta a Deus do aborto. Por que razão teríamos de matar? Não se pode pensar ao mesmo tempo em que o que leva a mulher no ventre é um ser vivente, e, por isso, objeto da providência de Deus, e matar depois ao que já avançou na vida; não expor ao nascido, por crer que expor aos filhos equivale a matá-los, e tirar depois a vida ao já crescido. Nós somos sempre e em tudo conseqüentes e conformes conosco mesmos, pois obedecemos à razão e não lhe fazemos violência. Atenágoras (175 d.C.)
O casal é o desejo de procriar filhos, não uma desordenada efusão de sêmen, contrária à lei e à razão… Porque há quem ocultam sua fornicação utilizando drogas abortivas que levam à morte definitiva, sendo assim causa não só da destruição do feto, senão também do amor do gênero humano. Clemente de Alexandria (195 d.C.)
(Falando das praticas entre as mulheres pagãs) Porque essas mulheres, que para esconder sua conduta ruim utilizam drogas abortivas que expulsam uma matéria absolutamente morta, fazem abortar, ao mesmo tempo em que ao feto, seus sentimentos humanos. Clemente de Alexandria (195 d.C.)
Em nosso caso, já que proibimos o homicídio em qualquer forma, não podemos destruir nem sequer ao menino no ventre… Impedir que nasça um menino é somente uma forma de matar. Não há diferença se tira a vida do que já nasceu, ou do que não nasceu ainda. Tertuliano (197 d.C.)
Mantemos, pois, que a vida começa na concepção, pois defendemos que a alma existe desde este momento, e o princípio da vida é a alma. Simultaneamente se une para a vida, o que simultaneamente se separa na morte. Tertuliano (197 d.C.)
Vejo, efetivamente, que vocês (os pagãos) aos filhos que engendraram os expõem às feras e às aves, ou os estrangulam, submetendo-os a um gênero de morte deplorável, há inclusive mulheres que, mediante a ingestão de drogas, destroem em suas mesmas entranhas a origem do futuro ser humano, cometendo um homicídio antes de dar a luz. E estas coisas, sem dúvida, provem do ensino de seus deuses. Marco Minucio Félix (200 d.C.)
A lei de Moisés castiga com penas justas à pessoa que aborta, pois ali se iniciam as primeiras etapas do ser humano. Já que o feto nesta etapa já é susceptível à vida e à morte, é considerado um ser humano. Tertuliano (210 d.C.)
Entre os instrumentos dos cirurgiões, há um desenhado com o propósito principal de abrir o útero e depois mantê-lo aberto. Também existe uma faca redonda, com o qual os membros dentro do ventre são arrancados com muito cuidado. Por último há um gancho encoberto, com o qual o feto é extraído de forma violenta. Existe também uma agulha de ponta de cobre, com o que se realiza a morte neste roubo da vida. Por sua função infanticida se lhe pôs o nome de “assassino do infante.” Por suposto, este infante anteriormente tinha estado vivo. Tertuliano (210 d.C.)
Ao contemplar uma cerimônia idolátrica, posso contemplar um ato de adultério. Por um lado a idolatria o precede; e pelo outro, o assassinato segue em companhia… ¡As parteiras também o testemunham! ¡Quantas concepções adúlteras são massacradas! Tertuliano (212 d.C.)
Algumas mulheres que eram supostas crentes começaram a utilizar drogas anticonceptivas. Também utilizavam faixas ajustadas para expulsar o que tinham concebido, pois não queriam ter um filho de um escravo ou de gente comum devido ao interesse de suas famílias e a suas excessivas riquezas. ¡Olhem quão grande impiedade está promovendo o malvado! Ele ensina o Adulterioe o assassinato o mesmo tempo. Hipólito (225 d.C.)
Não posso encontrar palavras para falar dos infantes que são sacrificados ao primor Saturno. Lactâncio (304-313 d.C.)
Os pagãos estrangulam á seus próprios filhos recém nascidos. Ou se mostram mais piedade, expõem-nos. Lactâncio (304-313 d.C.)
Ninguém pense que é tolerável estrangular a um filho recém nascido, pois é uma grande impiedade… Podem ser consideradas inocentes aquelas pessoas que expõem a sua própria descendência como presa para os cachorros? Quanto a seus atos, eles os matam de um modo mais cruel do que se os estrangulassem… Por tanto, se algum não é capaz de criar filhos por razões de pobreza, é melhor abster-se do casal do que estragar a obra de Deus com mãos perversas. Lactâncio (304-313 d.C.)
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